- Ann Telnaes trabalhou como cartunista editorial do Washington Post desde 2008.
- Até recentemente, nenhuma charge sua havia sido recusada, mas desta vez uma charge dirigida a uma pessoa ou tema específico foi barrada pela primeira vez.
- A charge recusada criticava bilionários da tecnologia e da mídia que buscam se aproximar do presidente eleito Donald Trump.
- Entre os personagens retratados estavam Mark Zuckerberg, Sam Altman, Patrick Soon-Shiong, Walt Disney Company e Jeff Bezos.
- Importância da imprensa livre
- Embora editores frequentemente questionem metáforas visuais de uma charge, dessa vez o problema estava na própria perspectiva da charge.
- Isso pode estabelecer um precedente perigoso para a liberdade de imprensa.
- Colegas no exterior vêm assumindo riscos para expor injustiças e responsabilizar líderes.
- Ann, como conselheira da Freedom Cartoonists Foundation, com sede em Genebra, e ex-diretora da Cartoonists Rights, acredita que os cartunistas editoriais são essenciais para o debate cidadão.
- Responsabilidade das empresas de mídia
- Veículos de comunicação têm uma obrigação pública e a responsabilidade de promover a liberdade de imprensa em uma democracia.
- O papel dos cartunistas editoriais é responsabilizar os poderosos e as instituições.
- Ann decidiu deixar o Washington Post por causa desse episódio e, embora ache que isso não vai causar grande alarde, vai continuar transmitindo a verdade sobre o poder por meio de suas charges.
- Agradecimentos
- Ann agradece aos leitores e afirma que continuará revelando a verdade por meio de charges.
1 comentários
Opinião no Hacker News
Há quem diga que o cenário político atual dos EUA vai acelerar o declínio da mídia tradicional. Ela não consegue acompanhar a mudança do ambiente informacional e permanece presa a modelos que antes eram eficazes. Em especial, os jornais locais são os mais prejudicados, o que acarreta um custo real para a sociedade
Elogia-se a postura principial da cartunista, mas acredita-se que ela superestima a liberdade de imprensa. O Washington Post não contrata alguém para defender uma perspectiva específica
Há quem ache que ficará entediante se a cartunista continuar fazendo tirinhas sobre Donald Trump
É importante notar que uma das pessoas criticadas no artigo é Jeff Bezos, proprietário do jornal
Enfatiza-se que o objetivo da mídia de notícias não é fornecer informação, mas sim vender publicidade. Se isso ficar claro, passamos a acreditar nelas com mais cautela
The Atlantic está ampliando sua redação em Washington e contratando repórteres do Washington Post. Isso é uma mudança enorme, e o fato de um veículo de grande porte no centro do poder perder talentos de repente é uma oportunidade que acontece uma vez na vida
Há quem diga que isso lembra o caso de Satish Acharya, na Índia, que já rebaixou no ranking global de liberdade de imprensa
Há preocupação de que, embora o mandato de um presidente específico tenha prazo, bilionários como Bezos podem dominar a mídia por anos e exercer poder exclusivo
Há opinião de que os casos de CEOs que prestam homenagem a certos políticos estão aumentando