1 pontos por GN⁺ 2024-09-29 | 1 comentários | Compartilhar no WhatsApp

Califórnia proíbe venda enganosa de produtos digitais

  • Nova lei da Califórnia: A Califórnia se tornou recentemente o primeiro estado a proibir a venda enganosa de 'mídia que desaparece'. O governador Gavin Newsom assinou o projeto de lei AB 2426 para impedir que consumidores comprem conteúdo sem perceber que estão recebendo apenas acesso temporário por meio de uma licença.

  • Principais pontos da lei:

    • Ao comprar um produto digital, deve ficar claramente indicado se o comprador está recebendo uma licença ou adquirindo a propriedade.
    • Essas informações não podem ficar escondidas nos termos de serviço; devem ser apresentadas de forma separada e clara.
    • Termos como 'comprar' ou 'possuir' só podem ser usados quando houver de fato transferência de propriedade.
    • Produtos gratuitos ou serviços por assinatura ficam de fora da regra.

Casos da Ubisoft e da Sony

  • Exemplos de prejuízo ao consumidor: O projeto de lei cita o caso em que a Ubisoft revogou a licença do jogo The Crew e o caso em que a Sony tentou encerrar o acesso a programas de TV da Discovery, mostrando que a medida foi criada para evitar esse tipo de dano ao consumidor.

  • Necessidade da lei: Com o aumento das vendas de mídia digital, cresceu também a necessidade de proteção ao consumidor. A lei busca garantir que, ao comprar mídia digital, o consumidor saiba com clareza se está realmente adquirindo a propriedade.

Opinião de especialista

  • Importância da lei: Aaron Perzanowski, professor de direito da Universidade de Michigan, avaliou a lei como um primeiro passo importante para deixar claro aos consumidores que, ao comprar mídia digital, muitas vezes eles recebem acesso, e não propriedade.

Resumo do GN⁺

  • Resumo da matéria: A Califórnia aprovou uma lei que proíbe a venda enganosa de produtos digitais. A medida garante que o consumidor saiba claramente se está de fato adquirindo a propriedade ao comprar conteúdo digital.
  • Importância da lei: Com o crescimento das vendas de mídia digital, aumentou a necessidade de proteção ao consumidor. A lei é um primeiro passo importante para deixar claro que, em muitos casos, a compra de mídia digital concede acesso, e não propriedade.
  • Casos relacionados: Os casos da Ubisoft e da Sony mostram como a venda enganosa de mídia digital pode prejudicar os consumidores.
  • Recomendação: Para fortalecer a proteção do consumidor de mídia digital, outros estados também deveriam adotar leis semelhantes.

1 comentários

 
GN⁺ 2024-09-29
Comentários do Hacker News
  • Ótima notícia. Você tem o direito de aproveitar algo que comprou pelo tempo que quiser. Se o vendedor tirar isso de você depois, obter um substituto é ético.
  • A lei pode dizer outra coisa, mas algo comprado por meio de um botão "Comprar" é minha propriedade. Nunca vi um botão dizendo "Licenciar" em vez de "Comprar".
  • Um projeto de lei com exceção para downloads sem DRM é muito bem-vindo. Já era urgente apontar as práticas enganosas das grandes empresas de mídia.
    • Mídia com DRM não é uma "compra", e sim um "aluguel por um período indefinido".
    • Seria melhor se o projeto exigisse explicitamente termos de aluguel para tudo que tem DRM, mas, mesmo como está, já é um avanço muito bem-vindo.
    • Espero que legisladores do mundo todo prestem atenção e sigam o exemplo.
  • Fico me perguntando se a campanha Stop Killing Games poderá usar essa lei, assim como está tentando usar a legislação francesa de proteção ao consumidor.
  • Posso ter entendido errado o artigo, mas isso parece outra lei de "cookies".
    • Ela não obriga empresas de mídia a garantir acesso permanente à mídia.
    • Não obriga o fornecimento de uma cópia para download quando a mídia é removida da loja.
    • Parece só trocar o botão "Comprar" por "Obter acesso" e adicionar termos jurídicos.
    • Parece um faz de conta.
  • Parece que vai ser preciso muita fiscalização com base no espírito da lei e no efeito dissuasório geral.
    • Leis específicas nessa área provavelmente terão brechas fáceis de explorar na UI.
  • Fico curioso para saber se Steam e GOG vão mudar.
    • E o Kindle também.
    • "Tudo bem anunciar produtos digitais se, quando o usuário compra um download permanente acessível offline, esse acesso não puder ser revogado."
    • Já joguei jogos da Steam offline e, mesmo assim, eles expiraram e deixaram de iniciar.
    • No GOG esse problema não existe.
    • Pode variar de jogo para jogo.
    • Alguns livros do Kindle (Tor?) trazem a observação "distribuído sem gerenciamento de direitos digitais".
    • Fico me perguntando se o download desses livros pode distinguir compra de licença.
  • Propriedade sempre teve significado. Tratar algo que você comprou como uma licença limitada é fraude, mesmo sob a legislação atual.
    • Essas empresas precisam ser responsabilizadas.
  • Acho que a indústria de jogos vai acabar se acomodando de um jeito parecido com os royalties da música. As empresas de jogos vão receber uma certa quantia por jogada.
  • Notícia incrível. Obrigado a quem está lutando pelos meus direitos.
  • Excelente. Espero que isso se espalhe para outros lugares.