A bela dissociação do japonês
(aethermug.com)Here is a summary of the article in Korean, following the specified rules:
A dissociação entre escrita e pronúncia no japonês
- O japonês apresenta uma dissociação única entre escrita e pronúncia. Trata-se de um fenômeno difícil de encontrar em outros idiomas.
História do sistema de escrita japonês
- Originalmente, o japonês não possuía escrita, mas por volta do século V os kanji foram introduzidos. No entanto, como o chinês e o japonês têm sistemas gramaticais diferentes, era difícil usar os caracteres chineses tal como eram.
- No início, os kanji eram usados apenas para representar sons, independentemente de seu significado original (
man'yōgana), e isso foi sendo simplificado gradualmente até dar origem aos silabários hiragana e katakana. - Atualmente, os kanji são usados para representar significado, enquanto hiragana e katakana são usados para expressões gramaticais e outros usos.
Um mesmo kanji corresponde a várias pronúncias
- No chinês, cada caractere costuma corresponder a uma pronúncia, mas no japonês um mesmo kanji pode ser lido de várias formas conforme o contexto. Por isso, muitas vezes não é possível saber como ler um kanji desconhecido à primeira vista.
- Para resolver isso, às vezes pequenos caracteres de hiragana chamados furigana são escritos ao lado do kanji para indicar a leitura.
O esforço para explicar nomes
- Mesmo nomes com a mesma pronúncia muitas vezes usam kanji diferentes, então, para explicar a grafia de um nome, é comum citar outra palavra que contenha aquele kanji ou explicar seu radical.
Quando a combinação de kanji e a pronúncia não coincidem
- Quando vários kanji formam uma única palavra, frequentemente ela não é lida como a simples combinação das leituras de cada caractere, mas possui uma leitura própria (
jukujikun). Em alguns casos, há até menos sílabas do que o número de kanji.
Distinção de homônimos com o uso de kanji
- Mesmo verbos com a mesma pronúncia podem ser distinguidos por significados diferentes conforme o contexto por meio do uso de kanji distintos. Essa é uma forma de superar as limitações de um japonês falado com vocabulário relativamente restrito.
Recurso literário com furigana
- Em romances e mangás, usa-se com frequência uma técnica em que se escreve no furigana algo diferente da leitura original do kanji para transmitir um significado adicional (
gikun). - Isso pode produzir vários efeitos, como adicionar uma nuance que a palavra original não tinha ou usar a pronúncia de um estrangeirismo enquanto transmite simultaneamente o significado.
- Autores famosos como Haruki Murakami também usam essa técnica com frequência. O leitor passa a receber simultaneamente duas mensagens, numa experiência singular.
Opinião do GN⁺
- Este texto explica muito bem um aspecto extremamente particular e interessante do japonês. Organiza de forma clara os fenômenos linguísticos únicos produzidos pela relação complexa entre kanji e kana e pela coexistência de escrita ideográfica e fonética.
- Em especial, impressiona a ideia de que a técnica do
gikunpode ampliar o alcance da expressão literária. É um efeito difícil de reproduzir facilmente em idiomas como o inglês. - Por outro lado, o fato de essas características tornarem o aprendizado do japonês mais difícil, e de haver muitos kanji que nem os próprios japoneses conhecem, pode ser uma desvantagem do ponto de vista do uso da língua.
- Embora o coreano também use muitas palavras de origem chinesa, na escrita se usa apenas hangul, por isso é difícil que esse tipo de fenômeno aconteça. No máximo, conhecer os caracteres chineses ajuda a distinguir homônimos.
- Para leitores de outras línguas, é difícil que essas características do original sejam plenamente transmitidas ao ler literatura japonesa. Parece necessário algo além de uma simples tradução de significado.
1 comentários
Comentários do Hacker News
Japanese with Animeé um excelente recurso que explora em profundidade os detalhes da língua e de seu uso, sem a afetação comum em discussões técnicas