- A medida surge após o painel de porta de um Boeing 737 Max 9 da Alaska Airlines se desprender na semana passada sobre o estado do Oregon.
- O programa de 'Organization Designation Authorization (ODA)', no qual funcionários da Boeing certificam a segurança das aeronaves, vem sendo alvo de atenção desde os dois acidentes com o 737 Max 8 ocorridos em 2018 e 2019.
Planos da FAA para reforçar investigação e supervisão
- A FAA anunciou planos para reforçar imediatamente a supervisão sobre a produção de aeronaves da Boeing.
- A FAA iniciou uma investigação na quinta-feira para apurar se a Boeing está fabricando aeronaves de acordo com as especificações apresentadas.
- Também realizará auditorias na linha de produção do 737 Max 9 e em fornecedores para avaliar se a Boeing está cumprindo os procedimentos de qualidade aprovados.
Problemas de controle de qualidade e reação política
- A Spirit AeroSystems, fornecedora da seção do painel de porta envolvida no problema, já havia chamado atenção no ano passado por questões de qualidade.
- A senadora do estado de Washington, Maria Cantwell, enviou uma carta questionando o papel da FAA nas inspeções de aeronaves.
- Cantwell havia solicitado auditorias em áreas específicas relacionadas à produção da Boeing, mas a FAA respondeu anteriormente que isso não era necessário.
Paralisação das operações e prioridade à segurança
- A FAA afirmou que irá monitorar todos os problemas que ocorrerem durante a operação do Max 9.
- No momento, a aeronave está em operação apenas fora do território dos EUA, com cerca de 215 unidades em todo o mundo.
- Após o incidente, a FAA suspendeu no último sábado a operação de 171 aeronaves Max 9.
- A FAA enfatizou que decidirá o momento do retorno do 737-9 Max ao serviço apenas quando a segurança estiver garantida.
Compromisso de cooperação da Boeing
- A Boeing anunciou na quinta-feira que responderá à investigação dos órgãos reguladores "com total cooperação e transparência".
Opinião do GN⁺
- Este artigo trata de uma questão importante de segurança aérea e pode ter impacto significativo na indústria da aviação, já que a Boeing pode perder a autoridade para realizar suas próprias inspeções.
- O reforço da supervisão da FAA e a possível introdução de entidades independentes de inspeção de terceiros podem contribuir para elevar a qualidade e a segurança na fabricação de aeronaves.
- Essas medidas refletem o esforço dos órgãos reguladores para aprender com acidentes aéreos do passado e fortalecer os padrões de segurança da aviação.
1 comentários
Opiniões do Hacker News
Gostaria de fazer uma sugestão para quem discute política e corrupção: leia o 'Federalist No. 10', de Madison. É uma análise profunda sobre a necessidade de uma república democrática. Um governo que depende da virtude humana vai fracassar. A única forma de ter um governo sustentável é com freios e contrapesos fortes, colocando em oposição mútua várias facções com interesses diferentes.
Que setor tem permissão para fazer autoinspeção? Isso destrói completamente o propósito da inspeção. É como ser juiz e júri no próprio julgamento. É espantoso que isso tenha sido possível desde o início.
Por que o foco está só na FAA? Também não existem a EASA e outros órgãos? Eles também permitem que a Boeing faça autoinspeção e autoavaliação como a FAA?
Postei isso ao descobrir que as companhias aéreas fazem autoavaliação. No setor de software, esse tipo de autoavaliação é comum, mas auditorias de conformidade também são comuns. Que cenário surgiria se uma empresa tivesse uma equipe de desenvolvedores dedicada a testar o software de outras equipes?
Muita gente acha que esse problema não teria acontecido se outra pessoa tivesse feito a inspeção. Isso é um problema de falha no processo, e um terceiro também pode cometer o mesmo erro. Não foi um caso de a Boeing encobrir algo para cortar custos nem de um grande erro de engenharia. Alguém encaixou o plugue e — atendeu o telefone ou trocou de turno — esqueceu de colocar os parafusos. Se houve inspeção, ela deixou isso passar. A documentação deve permitir descobrir como e quem cometeu esse erro. Um mecânico terceirizado também poderia cometer o mesmo erro durante uma manutenção de rotina.
Depois de alguns acidentes aéreos, houve ótimo jornalismo investigativo e o incidente da porta se soltando em pleno voo (felizmente filmado e compartilhado). Tarde demais. Precisamos regular também os órgãos reguladores. Eu não confio neles.
Mesmo lendo a matéria do FT, não fica claro qual autoridade da Boeing é o problema. Na Boeing, há os Designated Engineering Representatives (DERs), que participam da certificação de tipo da aeronave, e há inspetores de qualidade que certificam a aeronavegabilidade de aeronaves já fabricadas (conformidade com a certificação de tipo e com as condições para operação segura). O primeiro grupo normalmente não é chamado de inspetor, mas muitos comentários aqui estão tratando de temas que pertencem ao campo dos DERs.
Ainda não se concluiu se os parafusos/porcas/a porta foram montados incorretamente, ou se houve defeito no material ou erro nas instruções de montagem. No caso recente da porta problemática, ainda não está claro se foi descuido na montagem (algo que a inspeção deveria detectar) ou se foi causado por especificações/equipamentos ruins (caso em que a inspeção pode até reforçar o problema).
<a href="https://archive.is/Dx8gP" rel="nofollow">https://archive.is/Dx8gP</a>
[sinalizado]