A guerra de informação em apoio a Israel
(jackpoulson.substack.com)Resumo: os bastidores da guerra de informação pró-Israel
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Os bastidores da guerra de informação pró-Israel
- Reuniões no Zoom lideradas pelo governo de Israel e logs de conversas no WhatsApp revelam um esforço em grande escala para moldar o discurso online e silenciar vozes pró-Palestina.
- À medida que o conflito entre Israel e Hamas se intensificou, investidores pró-Israel, executivos de tecnologia, ativistas e autoridades do governo israelense reforçaram os esforços para reagir até mesmo aos menores desvios do roteiro de apoio a Israel no ambiente online.
- Grupos de WhatsApp funcionam como uma central de conexão para a comunidade pró-Israel do Vale do Silício trocar ideias, identificar adversários e colaborar em formas de defender Israel na mídia, na academia e no mundo dos negócios.
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'Manter a pressão a pedido das IDF'
- Um porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF) pediu, em uma reunião no Zoom, que ativistas pró-Israel do Vale do Silício mantivessem a pressão sobre legisladores no Congresso e exercessem influência em universidades, mídia, think tanks e grupos de elite.
- Em resposta ao massacre que causou um grande choque na sociedade israelense após o ataque do Hamas, Israel iniciou a invasão da Faixa de Gaza. Nesse processo, mais de 16 mil palestinos morreram e mais de 1 milhão perderam suas casas.
- O grupo de WhatsApp da J-Ventures se empenhou em demitir funcionários que expressavam visões pró-Palestina e em punir ativistas. Também teve sucesso em cancelar eventos de apoiadores da Palestina.
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'O deboche é eficaz': a guerra nas redes sociais
- O espaço online é um centro da atividade pró-Israel que vai além da J-Ventures. O Ministério das Relações Exteriores de Israel lançou diversos anúncios online e comprou espaço publicitário em plataformas para ampliar o apoio a Israel.
- O governo israelense e figuras de alto escalão do Vale do Silício e do corredor tecnológico entre Israel e o setor de tecnologia, que defendem Israel nas redes sociais, colaboram de forma estreita para disseminar o discurso pró-Israel.
- O governo de Israel vê a manutenção do discurso online como uma área crucial para preservar o apoio público e, para isso, organiza vários webinars e sessões estratégicas.
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'Um ambiente seguro e inclusivo' — sem dissenso
- Nos últimos meses, dezenas de pessoas foram demitidas por expressarem opiniões relacionadas à guerra em Gaza e a Israel. A maioria foi demitida por expressar visões pró-Palestina.
- As conversas no WhatsApp mostram um esforço organizado, nos bastidores, para demitir críticos de Israel e reprimir eventos públicos. O alcance vai desde investigar as fontes de financiamento de grupos estudantis até pressionar eventos dentro de universidades.
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Interação com legisladores
- A equipe da J-Ventures alcança um público amplo por meio de uma lista poderosa. O fundo de investimento destacou que empresas do seu portfólio participaram da APEC CEO Summit e que possui conexões de lobby com o governador da Califórnia.
- A equipe da J-Ventures inclui ativistas ligados a poderosos grupos de lobby pró-Israel, como a AIPAC, que oferecem a outros membros do grupo conselhos sobre como entrar em contato com o Congresso.
Opinião do GN⁺
O ponto mais importante deste texto é revelar um esforço organizado para moldar o discurso online e suprimir vozes pró-Palestina por meio da cooperação estreita entre o setor de tecnologia e o governo de Israel. Isso oferece um caso interessante de como tecnologia e política interagem e de como conflitos entre nações se desenrolam em plataformas globais. O texto ajuda a entender como a política internacional e a influência das redes sociais se combinam para moldar a opinião pública e pode provocar uma discussão importante sobre como essas atividades podem afetar a liberdade individual e a liberdade de expressão.
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