3 pontos por GN⁺ 2024-10-06 | 1 comentários | Compartilhar no WhatsApp
  • Mats Steen morreu aos 25 anos de uma doença degenerativa muscular, e seus pais acreditavam que ele havia vivido uma vida tragicamente solitária
  • Após sua morte, a família recebeu centenas de e-mails de desconhecidos, revelando relações online que seus pais não conheciam
  • Ele construiu amizades dentro de uma comunidade de jogos e também viveu um romance, levando uma vida diferente daquela que aparentava offline
  • Essas relações mostram que era difícil compreender plenamente sua vida, marcada por limitações físicas, apenas pelas observações da família
  • Com base apenas nas informações fornecidas, não é possível confirmar o nome específico do jogo, sua identidade online, o tamanho da comunidade nem as histórias das pessoas que enviaram os e-mails

A vida de Mats Steen como a família a conhecia

  • Mats Steen morreu aos 25 anos após sofrer de uma doença degenerativa muscular
  • Seus pais acreditavam que ele havia vivido uma vida tragicamente solitária

Relações online reveladas após a morte

  • Depois de sua morte, os pais receberam centenas de e-mails de pessoas desconhecidas
  • Esses e-mails mostraram que Mats Steen tinha uma vida online que a família desconhecia

Conexões criadas em uma comunidade de jogos

  • Ele fez amigos dentro de uma comunidade de jogos
  • Também viveu um romance dentro da mesma comunidade

Escopo das informações verificáveis

  • O texto fornecido contém apenas informações em nível de título e subtítulo
  • Não foram fornecidos o nome específico do jogo, sua identidade online, o tamanho da comunidade nem detalhes das histórias das pessoas que enviaram os e-mails

1 comentários

 
GN⁺ 2024-10-06
Comentários do Hacker News
  • https://archive.ph/UNebH

  • Eu também sou uma pessoa com distrofia muscular de Duchenne, quase na casa dos 30, e tenho amigos com a mesma condição; histórias assim me dão a impressão de retratar nossa qualidade de vida de um jeito sombrio demais
    Preciso de cadeira de rodas e de cuidadores em tempo integral, mas fiz faculdade com prazer, tive uma vida social bastante normal e ainda encontro com frequência amigos para a vida toda que fiz na universidade
    Também namorei, venho seguindo uma carreira bem-sucedida na área de software e, embora eu gostasse de games, eu preferia sair e conviver com amigos
    A gravidade varia de paciente para paciente, mas espero que este texto não desanime pessoas com DMD ou pais de crianças com DMD. Pode ser difícil, mas graças aos tratamentos modernos dá para ter uma vida bastante rica também fora de Warcraft

    • Não achei nada sombrio; pelo contrário, me levou às lágrimas. Fico feliz que sua condição seja menos grave que a dele, ou esteja sendo melhor administrada
    • Ao contrário da frase “uma vida bastante rica também fora de Warcraft”, não tive essa impressão oposta a partir do artigo
      Pareceu-me uma história positiva sobre esse jovem ter encontrado, no jogo e em sua comunidade, aquilo que procurava, e seu comentário soa defensivo e julgador
    • O título acima foi alterado para o título do documentário que motivou este artigo
      É a mesma lógica de trocar o título no HN pelo título do livro quando o título de uma resenha é sensacionalista
  • Foi diferente do que eu esperava pelo título, mas era um bom texto
    Wayback Machine: https://web.archive.org/web/20241005124635/https://www.theti...

  • Lembrei de Orlando Gardiner, do romance Otherland, de Tad Williams, de 1995
    A vida de Gardiner offline é muito limitada por causa de uma doença genética progressiva, e, como é mais fácil para ele fazer amigos online, ele joga Middle Country vivendo como um aventureiro forte e saudável
    WoW foi lançado três anos depois da publicação do último volume da tetralogia de Williams. É impressionante que Mats tenha conseguido tocar tão profundamente a vida de tantas pessoas

    • Lock In, de Scalzi, aborda o que poderia se desenvolver se uma pandemia criasse uma população de “Hadens”, pessoas completamente tetraplégicas
      Aparecem serviços no mundo real, mundos virtuais, robôs de telepresença e até pessoas que passaram por modificações cerebrais para poder servir de hospedeiros quando Hadens querem uma experiência corporal real
  • Histórias assim são de partir o coração e me fazem pensar com frequência
    Meus pais não me conhecem bem, e muita gente também não; sempre fui uma pessoa muito reservada. Passei por muitas dificuldades e escrevi bastante sobre isso em vários perfis, mas acho que, quando eu morrer, a maior parte será esquecida
    Gostaria de criar uma ferramenta que trouxesse dados de várias fontes, permitindo lê-los e explorá-los, e que só fosse disponibilizada a pessoas designadas depois da morte. À medida que a vida fica cada vez mais digital, acho que algum dia vamos precisar de um padrão de legado digital assim

    • Google, empresas de big data, anunciantes, a NSA e o MI6 provavelmente nunca vão esquecer
      É assustador pensar que empresas sem rosto talvez me conheçam melhor do que eu mesmo, minha família ou meus amigos mais próximos
      Lembro da história de que a Target previu a gravidez de uma adolescente e enviou anúncios de produtos para bebê antes mesmo de ela saber. Comunicações não criptografadas, mensagens, redes sociais e informações de fontes abertas estão armazenadas em enormes data centers, aguardando análise
      [1] https://www.forbes.com/sites/federicoguerrini/2024/08/30/con...?
    • Ter vivido uma vida reservada não significa que você precise se sentir pressionado por “relações que poderiam ter sido”
      Amor e afeto familiar vão além de conhecer em detalhe o mundo interior de uma pessoa, e muitas vezes os momentos casuais, como uma caminhada no parque ou uma refeição, importam mais do que as grandes narrativas
      Ainda dá para criar muitos desses momentos, e sinto que eles são difíceis de capturar bem por qualquer legado digital que tentemos deixar
    • Reunir esse material em um só lugar parece valioso, mas seria bom também compartilhar um pouco mais de si enquanto ainda está vivo
      Encontrar o quanto compartilhar exige prática, mas só reservar um tempinho depois do jantar para perguntar como a pessoa está ou dividir pensamentos recentes já pode ajudar a criar mais conexão
    • Configurei minha conta do Google para, quando eu morrer, enviar automaticamente à família próxima e a amigos meus nomes de usuário e senhas mais importantes, além de descrições dos principais sites que eu visito com frequência
      Um deles é a senha mestra do gerenciador de senhas. Prefiro isso a um serviço que pode desaparecer antes ou depois da minha morte
    • Acho até melhor que esses dados fiquem espalhados por vários perfis e sejam esquecidos
      Não vejo necessidade de que meus materiais sejam conectados entre si. Quando amigos ou familiares morrem, sinto saudade, mas não fico vasculhando o que deixaram. Isso me parece desrespeitoso
      Se quisessem que eu soubesse das conquistas no WoW, teriam me contado enquanto estavam vivos
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    My disabled son – ‘the nobleman, the philanderer, the detective’ - https://news.ycombinator.com/item?id=19104044 - fevereiro de 2019, 69 comentários
    Only when Mats was dead did his parents understand the value of his game - https://news.ycombinator.com/item?id=19011328 - janeiro de 2019, 25 comentários. Também há um comentário de nível superior escrito por alguém que jogava com ele

    • Por que será que o título foi alterado?
  • Para mim, WoW foi um desperdício que consumia tempo, mas é bom saber que ele ofereceu uma comunidade a quem precisava e permitiu que essas pessoas vivessem bem dentro dela
    Coloquei este documentário na minha lista para assistir

    • Na verdade, conheci minha esposa no WoW. Fizemos raids de progressão juntos de vanilla até WotLK, e quando você passa mais de 8 horas por dia com alguém durante anos, acaba criando um vínculo bem forte
    • Eu também gastei tempo demais e considero que foi tempo desperdiçado. Talvez porque nós tivéssemos outras opções. Ele, na prática, não tinha
  • Esta história é profundamente triste e, ao mesmo tempo, surpreendentemente esperançosa
    Comunidades de jogos online como WoW, ao contrário do TikTok, são comunidades realmente recíprocas, de troca, com relações humanas sinceras e benéficas, embora às vezes complicadas
    Quem não conhece bem esse tipo de comunidade muitas vezes subestima muito seu valor social

  • Isso me lembra esta história de 10 anos atrás — https://kottke.org/14/05/the-ghost-in-the-machine
    Às vezes, memórias protéticas digitais parecem uma muleta terrível; às vezes, fico maravilhado com as emoções reais que elas despertam

  • Acho que há uma diferença fundamental entre MMOGs e mídias sociais ao estilo TikTok
    O cérebro humano parece reagir de forma relativamente saudável quando se conecta criativamente com outras pessoas em mundos virtuais, mas reage muito pior a feeds algorítmicos

    • Em MMORPGs, as pessoas eram participantes ativos
      Elas obtêm dopamina ao alcançar objetivos dentro do jogo e se conectam com outras pessoas no processo de realizar esses objetivos juntas
      A relação com outros jogadores é mais parecida com a de colegas ou pessoas com quem você convive. Já nas mídias sociais, a maioria é plateia, recebe entretenimento de um pequeno número de criadores, e a relação entre esses criadores e a comunidade é mais parecida com a de vendedores. Os dois sistemas não foram projetados da mesma maneira
    • TikTok e mídias sociais existem em torno de conteúdo
      São basicamente sociais, mas não têm “carne” própria, então facilmente se deterioram como fofocas e panelinhas de ensino médio. É uma estrutura vazia focada em reações e julgamentos
      MMOs têm essa “carne”. São lugares para onde se vai por si mesmos, e onde as pessoas se encontram em torno de um espaço compartilhado. Pode haver discussões, trolls e conflitos, mas sinto que esse eixo compartilhado do conteúdo pode mantê-los mais saudáveis no longo prazo
      Dito isso, MMOs estão morrendo, e cada vez mais pessoas da geração Z preferem assistir a jogos passivamente a jogá-los ativamente. Gamers também não estão livres das mídias sociais, mas acho que, no futuro, voltaremos a esse lado em busca de respostas para problemas que o presente não consegue resolver
    • Nem acho que TikTok seja mídia social. Ele é mais parecido com um serviço de entretenimento, como a Netflix. No TikTok, não acontece muita interação social
    • Ainda me lembro de quando jogava Anarchy Online em meados dos anos 2000 e passei algumas horas em party com uma pessoa que havia lesionado a coluna cerca de um mês antes
      Ela disse que sentia muita felicidade, enquanto ficava acamada, por poder ter interações sociais dentro do jogo e sentir que ajudava as pessoas. Tinha um nível muito mais alto que o meu
    • Ainda jogo WoW. É um jogo e, ao mesmo tempo, um encontro social divertido e um hobby
      Nós nos aprofundamos juntos no lore e nas experiências compartilhadas dentro do jogo. Se você quiser, pode ser uma experiência muito humana
      Jogo há 15 anos e estou com a mesma guilda há 6 anos