3 pontos por GN⁺ 2024-06-24 | 1 comentários | Compartilhar no WhatsApp

Não consigo formar imagens na minha mente. Não sabia que isso era incomum

Uma vida sem o olho da mente

  • Aphantasia significa a condição de não conseguir formar imagens mentalmente.
  • Cerca de 3,9% da população tem essa condição.
  • A aphantasia é a incapacidade de evocar imagens visuais, e o grau pode variar de pessoa para pessoa.

A descoberta da aphantasia

  • O autor descobriu por acaso que tinha aphantasia.
  • Pelo "teste da maçã vermelha", percebeu que não conseguia evocar imagem alguma.
  • A maioria das pessoas consegue fechar os olhos e imaginar uma maçã, mas o autor não via nada.

A história da aphantasia

  • No fim do século XIX, cientistas descobriram que a capacidade de formar imagens na mente varia entre as pessoas.
  • Em 2003, Adam Zeman, da Universidade de Exeter, publicou o primeiro relato de caso sobre aphantasia.
  • Depois disso, mais pessoas passaram a reconhecer que tinham aphantasia.

O impacto da aphantasia

  • A aphantasia não causa grandes problemas no dia a dia das pessoas.
  • No entanto, pode trazer dificuldades em terapias ou na terapia cognitivo-comportamental (CBT) que usam imagens visuais.
  • O autor não consegue evocar imagens visuais, mas tem facilidade para lembrar emoções ou conceitos.

Diferentes casos de aphantasia

  • Pessoas com aphantasia podem realizar trabalhos criativos em várias áreas, como arte, escrita e animação.
  • Mesmo sem conseguir evocar imagens visuais, elas produzem resultados ao começar o trabalho e ir ajustando o processo.
  • A imaginação não se limita a imagens visuais.

Aphantasia e memória

  • Pessoas com aphantasia têm dificuldade para lembrar visualmente o rosto de pessoas queridas.
  • No entanto, conseguem recordar experiências com outras pessoas por meio de memórias emocionais e corporais.
  • Isso leva ao reconhecimento de que cada pessoa tem uma forma diferente de lembrar.

Opinião do GN⁺

  • Diferentes formas de cognição: a aphantasia mostra que há diversas maneiras de as pessoas perceberem o mundo. Isso faz parte da neurodiversidade.
  • Limites das terapias: terapias que usam imagens visuais podem não ser eficazes para pessoas com aphantasia. São necessárias alternativas.
  • Diversidade da criatividade: pessoas com aphantasia também podem demonstrar alta criatividade. Isso significa que a imaginação não depende apenas de imagens visuais.
  • Formas de memória: a aphantasia mostra que a memória não depende apenas de imagens visuais. Memórias emocionais e corporais também são importantes.
  • Consciência social: à medida que cresce o conhecimento sobre aphantasia, é necessário um ambiente social que compreenda e respeite diferentes formas de cognição.

1 comentários

 
GN⁺ 2024-06-24
Comentários do Hacker News
  • Primeiro comentário: Descreve a experiência de, ao tentar evocar uma imagem visual, conseguir perceber apenas detalhes em vez da cena como um todo. Diz que a sensação é parecida com assistir TV pela metade ou prestar atenção só parcialmente enquanto dirige.

  • Segundo comentário: Afirma que perdeu a capacidade de visualização por causa da covid, e que isso piorou sua memória, além de tornar a leitura de livros uma experiência diferente da de antes. Também passou a sonhar sem imagens.

  • Terceiro comentário: Diz que não gosta das perguntas sobre afantasia por serem subjetivas. Consegue visualizar, mas tem dificuldade para formar imagens concretas, e quando pedem para modificar o que imaginou, a imagem mental se desfaz.

  • Quarto comentário: Menciona o SDAM (déficit severo de memória autobiográfica) relacionado à afantasia, descrevendo-o como a condição em que a pessoa lembra fatos sobre a própria vida, mas não consegue recordar episódios específicos.

  • Quinto comentário: Diz que, ao imaginar algo, surgem textos ou símbolos simples em vez de imagens. Considera sem sentido as "viagens mentais" em aulas de ioga e tem dificuldade para reconhecer rostos. Em compensação, consegue imaginar sons ou música com nitidez.

  • Sexto comentário: Afirma que não consegue formar imagens visuais e que não entende o pedido para "visualizar uma maçã". Em contrapartida, consegue reproduzir música na cabeça.

  • Sétimo comentário: Observa que a afantasia é relatada com frequência acima da média entre profissionais de tecnologia. Apresenta a teoria de que, quando há menos entrada visual, o córtex visual do cérebro pode ser redirecionado para outros usos.

  • Oitavo comentário: Aponta a falta de testes objetivos para diagnosticar afantasia e defende que, em vez de perguntas subjetivas, são necessários testes que avaliem objetivamente essa capacidade.

  • Nono comentário: Diz que, sempre que surge um tema como afantasia, muitas pessoas afirmam se identificar com ele. Questiona a ideia de um conceito de "normal" e de que tudo fora disso exija um diagnóstico especial.

  • Décimo comentário: Afirma que, sempre que lê sobre afantasia, fica confuso ao descobrir que as pessoas realmente veem imagens na mente. Diz estar tendo uma experiência parecida e ainda tentando responder a essas perguntas.