O que acontece em uma mente que não consegue 'ver' imagens mentais
(quantamagazine.org)Neurociência
A imaginação de quem não tem o olho da mente
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Introdução
- Há 2 anos, Sarah Shomstein percebeu que não tinha olho da mente. Quando, em um seminário científico, pediram que ela imaginasse uma maçã, ela não conseguia de fato vê-la.
- Shomstein é uma cientista que estuda percepção na George Washington University e descobriu que experimenta o mundo de forma diferente de outras pessoas. Isso é conhecido como 'afantasia', um fenômeno que afeta cerca de 1% a 4% da população.
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A descoberta da afantasia
- A afantasia foi descrita pela primeira vez há 140 anos, mas o termo só foi criado em 2015.
- Neurocientistas acreditam que a afantasia não é um transtorno, mas uma forma diferente de experienciar o mundo.
- Estudos iniciais sugerem que diferenças nas conexões entre áreas do cérebro relacionadas à visão, memória e tomada de decisão podem explicar as variações na capacidade das pessoas de formar imagens mentais.
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O olho da mente
- O processo pelo qual o cérebro gera imagens mentais pode ser explicado como percepção reversa.
- Durante a imaginação, a informação flui das áreas de memória e significado para o córtex visual.
- O neurocientista Adam Zeman criou o termo 'afantasia' para descrever esse fenômeno.
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Fazendo conexões
- Estudar a afantasia não é fácil. Como medir a realidade interior de outra pessoa?
- As pesquisas iniciais dependiam dos relatos dos participantes, e isso ainda continua sendo assim, mas, por se basearem em experiências autorrelatadas, alguns neurocientistas duvidam da existência real da afantasia.
- Pesquisadores projetaram vários testes para confirmar que a afantasia realmente existe.
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Experiências diversas
- Pessoas com afantasia relatam experiências variadas. Algumas têm a capacidade de 'ouvir' na mente, enquanto outras não conseguem imaginar nem estímulos visuais nem auditivos.
- A maioria das pessoas sonha com imagens, mas algumas não.
- Tanto a afantasia quanto a hiperfantasia não são transtornos.
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Não existe normal
- Pessoas com afantasia relatam experiências variadas. Algumas têm a capacidade de 'ouvir' na mente, enquanto outras não conseguem imaginar nem estímulos visuais nem auditivos.
- Pessoas com hiperfantasia veem imagens mentais tão vívidas quanto a realidade.
- Tanto a afantasia quanto a hiperfantasia não são transtornos.
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Conclusão
- A afantasia não significa que a ausência de imagens mentais implique falta de imaginação.
- Muitos artistas com afantasia se descrevem como criativos e cheios de imaginação.
- Todas as pessoas se situam em algum ponto do espectro entre hiperfantasia e afantasia.
Resumo do GN⁺
- Este artigo explora dois extremos da experiência de imagens mentais: a afantasia e a hiperfantasia.
- A afantasia é o fenômeno da ausência de imagens mentais, e isso não é um transtorno, mas uma forma diferente de experiência.
- Pesquisadores estão tentando entender como a imaginação funciona por meio da afantasia e da hiperfantasia.
- O artigo enfatiza que as pessoas experienciam o mundo de maneiras diferentes, oferecendo novos insights sobre imaginação e memória.
1 comentários
Opiniões do Hacker News
Não entendo como as pessoas falam com tanta confiança sobre descrever objetivamente experiências subjetivas
Tenho aphantasia e descobri isso aos 22 anos por meio do teste da "Apple"
Quase certamente tenho aphantasia, que é estimada em 1-4% da população
Gostaria de saber se já compararam como pessoas com aphantasia e sem aphantasia jogam xadrez
Sempre foi difícil explicar a aphantasia, e não sei se eu a tenho
Não concordo com a pesquisa que diz que aphantasia e hyperphantasia não são deficiências
Eu não "vejo" imagens mentais, mas me lembro por uma "sensação"
Eu e meu irmão temos aphantasia, mas nossos pais não
Existe uma técnica de treino de visualização para pessoas com aphantasia
Quase não tenho imagens nem voz internas