2 pontos por GN⁺ 2024-06-06 | 1 comentários | Compartilhar no WhatsApp

Algumas notas sobre a atividade de influenciador

Prós e contras de publicar conteúdo não comercial na internet

  • O autor vem publicando diversos tipos de conteúdo na internet durante toda a sua vida adulta. Isso inclui pesquisa em segurança, projetos de código aberto e textos de longo prazo sobre vários temas.
  • O motivo para publicar conteúdo é esclarecer as próprias ideias e resolver suposições e lacunas.

#1: Ainda é trabalho

  • Se você rejeita a monetização, acaba abrindo mão da maior parte das vantagens práticas de publicar online. Mas as desvantagens continuam existindo.
  • Podem surgir problemas como o site ser removido aleatoriamente do Google, ser sequestrado por spammers de SEO ou ser repetidamente sinalizado por ferramentas antivírus.
  • Hospedagem própria exige trabalho sem fim de configuração e manutenção. Hospedagem de terceiros também pode causar problemas.
  • Mesmo usando hospedagem gratuita, os custos aumentam rapidamente. Há vários gastos, como equipamentos de foto e vídeo, licenças de software, compra de calculadoras antigas e PCBs aleatórias.

#2: Há pessoas estranhas na internet

  • Na maioria dos casos, quando se encontra conteúdo útil na internet, não se pensa profundamente sobre a pessoa que o criou.
  • No entanto, o ódio online não desaparece com facilidade. Às vezes, é possível encontrar pessoas que ficam perseguindo você para criticar ou insultar.
  • Essas críticas muitas vezes servem para aliviar a insegurança e o estresse de quem critica.

#3: A indiferença é o verdadeiro problema

  • Se o conteúdo irrita outras pessoas, isso ainda significa que existe uma audiência.
  • Controvérsias muitas vezes atraem observadores e fazem com que eles tirem suas próprias conclusões.
  • Mas quando não há reação alguma, isso é ainda mais doloroso. Muitos blogueiros ou vloggers não desistem por causa de comentários negativos, e sim por falta de resposta.

#4: O número de seguidores é mentira

  • A maioria das plataformas de redes sociais usa feeds algorítmicos para decidir o que mostrar aos usuários.
  • O número de seguidores não significa, na prática, que eles realmente verão a publicação.
  • O Substack é uma exceção, pois entrega todas as publicações por e-mail.
  • No Twitter e no YouTube, mesmo com muitos seguidores, poucas pessoas de fato veem as postagens.

#5: O dinheiro é a raiz de parte do mal

  • O que corrompe a internet não é apenas o dinheiro. Criadores de conteúdo não comercial também lidam com incentivos distorcidos.
  • Há casos em que se perdem assinantes toda vez que um novo texto é publicado. Porém, quando nada é publicado, o número de assinantes cresce por meio da busca do Google.
  • A atenção na internet é aleatória e há um viés em favor de conteúdo de baixa qualidade. Conteúdos que exigiram muito tempo e esforço podem quase não receber tráfego.

Opinião do GN⁺

  • A realidade da criação de conteúdo: criar conteúdo exige muito tempo e esforço, e problemas inesperados podem surgir. Isso também pode ser uma lição útil para engenheiros de software em início de carreira.
  • O impacto dos algoritmos: os algoritmos das plataformas de redes sociais influenciam fortemente a visibilidade do conteúdo. Isso significa que é importante para criadores entender e aproveitar esses algoritmos.
  • O problema da indiferença: não conseguir chamar atenção para o conteúdo é um grande problema. Isso sugere a importância de elevar a qualidade do conteúdo e fortalecer a interação com o público.
  • Os limites do número de seguidores: o número de seguidores pode não refletir a influência real. Isso significa que a conexão com uma audiência genuína é mais importante.
  • O valor do conteúdo não comercial: conteúdo não comercial também tem um valor importante, e pode ajudar no crescimento e no aprendizado pessoal.

1 comentários

 
GN⁺ 2024-06-06
Comentário do Hacker News
  • Conteúdo viral e SEO: percebeu, por experiência própria, que posts curtos e espirituosos viralizam, mas conteúdo feito com muito esforço ao longo do tempo quase não recebe tráfego.
  • Esforço e engajamento: comentários em redes sociais escritos sem pensar muito tendem a gerar mais engajamento do que conteúdo em que houve mais dedicação.
  • YouTube e conteúdo informativo: no YouTube também, conteúdo informativo tem alcance baixo, enquanto conteúdo mais voltado ao entretenimento consegue maior engajamento.
  • Twitter e mudança de vida: casou-se com alguém que conheceu no Twitter, recebeu várias entrevistas e propostas de emprego, mas acabou se mudando para a Finlândia.
  • O valor do Twitter: por meio do Twitter, conseguiu eliminar pensamentos negativos sobre si mesma e descobriu que muitas pessoas a valorizam.
  • A experiência de uma pequena criadora de conteúdo: produz conteúdo por diversão há mais de 10 anos, e às vezes é cansativo e assustador lidar com stalkers estranhos e haters.
  • O objetivo de criar conteúdo: faz conteúdo por diversão e se incomoda com a pressão para monetizar.
  • Gestão de plataformas: usa plataformas como Twitch, Meta e YouTube para evitar problemas de SEO.
  • Conteúdo sem reação: a falta de reação dói mais, e até autores famosos podem sentir isso.
  • Uso de site estático: usar um site estático ajuda a resolver problemas, e é importante manter backups configurados.
  • A importância de hospedar por conta própria: com self-hosting, é possível receber mais atenção no HN.
  • O valor do número de seguidores: número de seguidores é diferente de audiência real, e ter 1.000 fãs verdadeiros é mais valioso.
  • Blogar para satisfação pessoal: posts de blog são usados como ferramenta para organizar as próprias ideias e compreendê-las com mais profundidade.
  • Tráfego vindo de buscas erradas: um guia de fotografia escrito com paixão acabou recebendo visitas de buscas por uma atriz pornô de nome parecido.
  • A experiência com conteúdo viral: projetos que exigiram muito tempo e dedicação não recebem atenção, mas conteúdo em formato de meme se espalha rapidamente.