Ex-funcionária diz ter sentido repulsa pelo 'plano PIP' após testemunhá-lo enquanto trabalhava no RH da Amazon
(businessinsider.com)Relato de uma funcionária de RH da Amazon sobre o programa Pivot
- Uma funcionária que trabalhava no departamento de recursos humanos (RH) da Amazon administrava o programa Pivot, um plano de melhoria de desempenho, e depois acabou se tornando alvo do próprio programa.
- Essa funcionária afirma ter desenvolvido PTSD (transtorno de estresse pós-traumático) por causa do programa Pivot e aponta a injustiça do processo.
- Um porta-voz da Amazon rebateu as alegações da funcionária, dizendo que elas incluem informações imprecisas, e esclareceu mal-entendidos sobre o processo de gestão de desempenho da empresa.
Objetivos e execução do programa Pivot
- O objetivo do Pivot era colocar uniformemente 6% dos funcionários sob gestão de desempenho, o que representava uma carga considerável para a equipe de RH.
- Os vice-presidentes da área de RH enfatizavam que era preciso verificar métricas diariamente e semanalmente para identificar quem seria colocado sob gestão de desempenho.
- Os gerentes odiavam o programa Pivot, e a maioria deles não tinha capacidade suficiente para conduzir adequadamente a gestão de desempenho.
Como o programa Pivot funcionava na prática
- A funcionária de RH trabalhava com consultores do Pivot para decidir o momento apropriado de colocar um funcionário no programa.
- 80% do tempo de trabalho dessa profissional de RH era dedicado a tarefas relacionadas ao Pivot, e o programa era projetado de forma a ser muito difícil escapar dele.
- Os funcionários eram classificados por desempenho entre os 15-20% do topo, o grupo intermediário e os 20-30% da base, mas os funcionários realmente com baixo desempenho eram apenas 1-2%.
A experiência da funcionária de RH que sofreu PTSD
- A funcionária de RH disse ter sofrido PTSD por causa do processo do Pivot e revelou que ele teve um impacto grave em sua vida.
- Funcionários com patrocínio de visto enfrentavam a dificuldade de perder a autorização para trabalhar nos Estados Unidos caso fossem demitidos pelo programa Pivot.
- Embora nunca tivesse tido problemas de desempenho, a funcionária de RH ficou chocada ao se tornar repentinamente alvo do programa Pivot.
A experiência da funcionária de RH com o programa Pivot
- A funcionária de RH recebeu críticas pela primeira vez em sua avaliação de desempenho, algo que nunca havia ouvido antes.
- A Amazon dividia os funcionários em três categorias: topo, intermediário e minimamente eficaz, e a funcionária de RH reconheceu que foi enquadrada na categoria de minimamente eficaz.
- A funcionária teve a opção de entrar no programa Pivot ou se demitir imediatamente, e acabou encontrando outro emprego e saindo da empresa.
Opinião do GN⁺
O ponto mais importante desta matéria é observar, por meio do relato real de uma funcionária de RH, como o Pivot, programa de gestão de desempenho da Amazon, afetou os empregados. O texto oferece insights importantes sobre o impacto dos sistemas de gestão de desempenho na saúde mental dos funcionários e sobre a cultura corporativa. Em especial, traz um conteúdo interessante que pode servir de lição para profissionais de RH e gestores, por meio de um caso real de como a gestão de desempenho pode dar errado.
5 comentários
Dizem que nos EUA é fácil demitir... por que, então, em vez de simplesmente mandar embora, ficam atormentando a pessoa desse jeito...?
Também tenho curiosidade sobre isso.
Mesa em frente ao banheiro estilo americano...?
História de terror sobre o PIP da Amazon
Sempre que ouço falar do PIP da Amazon, fico meio...
Comentários do Hacker News