- Escolas suecas passam a focar novamente em métodos tradicionais de aprendizagem — com mais ênfase em livros impressos, tempo de leitura silenciosa e prática de escrita à mão, e menos uso de ferramentas digitais como tablets e pesquisa online
- A mudança é uma resposta às preocupações de que a ênfase na digitalização da educação, incluindo o uso de tablets na pré-escola, tenha levado à queda de habilidades básicas
- A ministra das escolas da Suécia, Lotta Edholm, é uma crítica ferrenha do excesso de tecnologia na educação e destaca a importância dos livros físicos para o aprendizado dos alunos
- O governo planeja reverter a decisão de tornar obrigatórios os dispositivos digitais na pré-escola, com o objetivo de encerrar a aprendizagem digital para crianças com menos de 6 anos
- Apesar de ter obtido pontuação acima da média europeia em capacidade de leitura, o país destaca que avaliações internacionais mostraram queda no nível de leitura das crianças suecas entre 2016 e 2021
- O Karolinska Institute, renomada faculdade de medicina da Suécia, apoia a mudança de volta para métodos tradicionais de aprendizagem, argumentando que as ferramentas digitais mais atrapalham do que melhoram o aprendizado dos alunos
- A Unesco expressou preocupação com a rápida adoção de ferramentas digitais de aprendizagem e pediu o uso adequado da tecnologia na educação, sem substituir o ensino presencial conduzido por professores
- O governo sueco anunciou investimento de 685 milhões de coroas suecas (US$ 64,7 milhões) neste ano para a compra de livros para as escolas e planeja gastar mais 500 milhões de coroas por ano em 2024 e 2025 para devolver os livros didáticos às escolas
- A medida gerou controvérsia: alguns especialistas sugerem que o retorno aos métodos tradicionais de aprendizagem está mais focado em enviar um sinal político do que em fazer o melhor para os alunos
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