10 pontos por kkumaeunsonyeon 2025-11-08 | Ainda não há comentários. | Compartilhar no WhatsApp

Entendendo as stablecoins

Resumo principal

Categoria Conteúdo principal
Tamanho do mercado No 3º trimestre de 2025, a capitalização de mercado das stablecoins era de cerca de US$ 170 bilhões, crescimento de 23% em relação ao ano anterior
Principais stablecoins Tether (USDT), Circle (USDC), PayPal USD (PYUSD), Dai (DAI), FDUSD, USDe
Tipos - Lastreadas em moeda fiduciária (Fiat-backed)

  • Lastreadas em criptoativos (Crypto-collateralized)
  • Algorítmicas (Algorithmic)
    Áreas Colateral em DeFi, pagamentos transfronteiriços, liquidez em exchanges, remessas internacionais, liquidação de títulos tokenizados

Conceito básico

Stablecoins são criptomoedas atreladas ao valor de moedas ou ativos tradicionais para minimizar a volatilidade de preço. Diferentemente de criptomoedas tradicionais como Bitcoin e Ethereum, as stablecoins são projetadas para manter sempre o mesmo valor, podendo ser usadas de forma estável em transações e pagamentos. Em outras palavras, stablecoins são ativos digitais atrelados a moedas fiduciárias ou outros ativos para reduzir a volatilidade típica das criptomoedas e vêm se consolidando como uma 'moeda digital de ponte' no sistema financeiro global. Em 2025, as stablecoins baseadas em USD representam cerca de 92% de todo o mercado e estão se tornando o principal meio de pagamento em DeFi (finanças descentralizadas), infraestrutura de pagamentos e negociação de ativos tokenizados.

Princípio básico

Stablecoins são projetadas com base no valor de ativos reais, como moeda fiduciária (por exemplo, dólar americano), ouro e EUR (euro). O método de atrelar o preço a esse ativo de referência é chamado de 'pegging', no qual uma taxa de câmbio fixa como '1 moeda = 1 dólar' é mantida. Na prática, a instituição ou empresa emissora da stablecoin mantém moeda fiduciária ou criptomoedas como colateral e adota um sistema no qual o detentor pode trocar a moeda por esse colateral.

Mecanismo básico

Mecanismo Descrição
Pegging Vinculação 1:1 ao valor de um ativo específico, como USD
Arbitragem Se o preço sobe acima de US$ 1, há emissão -> aumento da oferta; se o preço cai abaixo de US$ 1, há queima -> redução da oferta
Gestão de reservas No caso das lastreadas em moeda fiduciária, há depósitos reais em bancos, com auditorias periódicas para garantir confiança
Smart contracts Modelos colateralizados e algorítmicos executam emissão e queima automáticas por contratos on-chain

Tipos representativos

  1. Lastreadas em moeda fiduciária (Fiat-backed): a moeda digital é vinculada 1:1 a dólares, euros, ienes etc. A instituição mantém essa moeda fiduciária e emite tokens correspondentes.

USDT (Tether): maior stablecoin do mundo baseada em paridade com o dólar
USDC (Circle): foco em conformidade regulatória nos EUA, com ênfase em transparência contábil
Vantagens Simples, estável e com alta confiança de mercado
Desvantagens Centralização do emissor e existência de risco de confiança

  1. Lastreadas em criptomoedas (Crypto-collateralized): são emitidas usando criptomoedas (por exemplo, Ethereum) como colateral, com gestão automatizada por smart contracts. Para estabilidade de preço, também se usa sobrecolateralização (depósito de mais criptoativos).

DAI (MakerDAO)
Vantagens Operação transparente on-chain. Possibilidade de descentralização
Desvantagens Se o valor do colateral cair fortemente, há risco de liquidação

  1. Algorítmicas (Algorithmic): estabilizam o preço por meio de algoritmos que ajustam automaticamente a oferta, sem colateral em ativos reais ou criptomoedas.

UST (Terra), FRAX, AMPL etc.
Vantagens Dispensam colateral e têm alta escalabilidade
Desvantagens Risco de colapso de preço em quedas bruscas do mercado (ex.: caso Terra-Luna)

Pontos de atenção

Na emissão e operação de stablecoins, fatores como estabilidade dos ativos de colateral, possibilidade de resgate e transparência operacional são apontados como questões extremamente importantes. Além disso, para governos e formuladores de políticas públicas, riscos regulatórios, transparência das reservas e estruturas de emissão centralizadas também funcionam como fatores limitantes para o crescimento sustentável do ecossistema.

Principais características e implicações em 2024~2025

Resumo

Tendência Descrição
Aceleração das mudanças regulatórias EUA, UE, Singapura e Japão passaram a introduzir estruturas de licenciamento relacionadas a stablecoins. O MiCA da UE teve papel decisivo na padronização regulatória global.
Integração com pagamentos de RWA (Real World Asset) Stablecoins vêm sendo cada vez mais adotadas como meio de liquidação em negociações de títulos públicos tokenizados, depósitos e imóveis.
Entrada de instituições financeiras tradicionais Grandes empresas de pagamento como PayPal, JP Morgan e Stripe passaram a tentar emitir suas próprias stablecoins ou integrar essa infraestrutura.
Institucionalização da infraestrutura de liquidez on-chain Empréstimos, provisão de liquidez e produtos de rendimento com stablecoins em blockchain passam a ser geridos de forma integrada por gestoras de ativos tradicionais.
Tentativas de renascimento das algorítmicas Modelos parcialmente colateralizados como Frax e USDe ganham espaço, junto com esforços para reforçar a transparência e recuperar confiança.

  1. 2024, início do crescimento e da mudança

Principais características

O volume de transações e transferências com stablecoins cresceu de forma explosiva.
Em 2024, o volume total transferido em stablecoins chegou a cerca de US$ 27,6 trilhões, superando a soma das redes de pagamento da Visa e da Mastercard.
A oferta total do mercado também cresceu fortemente, com relatos de que a oferta de stablecoins em 2024 aumentou mais de 59% em relação ao ano anterior.
Em termos de tecnologia e infraestrutura blockchain, além de Ethereum e TRON, tradicionalmente mais usados, redes mais leves como Solana e Base ampliaram participação na circulação e negociação de stablecoins.
Ao mesmo tempo, com a expectativa de 'dinheiro digital sem volatilidade', também surgiram fatores de risco.

Implicações

Isso sugere que as stablecoins começaram a funcionar não apenas como uma 'ferramenta interna do ecossistema cripto', mas como alternativa ou ativo defensivo para infraestrutura de pagamentos e transferências.
Também ficaram mais evidentes os pontos a melhorar em infraestrutura e regulação. Por isso, os movimentos regulatórios passaram a atrair ainda mais atenção.

  1. 2025, reorganização do sistema e institucionalização

Principais características

As mudanças regulatórias começaram a se acelerar. Na Europa, estruturas como o Markets in Crypto-Assets Regulation (MiCA) estão montando o arcabouço regulatório para criptoativos, incluindo stablecoins.
Em comparação com 2024, a capitalização de mercado das stablecoins aumentou cerca de 80%, de US$ 130 bilhões para US$ 230 bilhões.
Com o aumento do interesse de instituições e do setor financeiro, cresceram as tentativas de integrar stablecoins às finanças tradicionais (fintech, pagamentos internacionais etc.).
Do ponto de vista técnico, houve uma tendência de maior sofisticação nos ativos usados como colateral, nos métodos de gestão de liquidez e na gestão on-chain das reservas, e análises indicaram que uma grande parcela das reservas das stablecoins está alocada em títulos do Tesouro dos EUA.

Implicações

Com a chegada da regulação, a confiabilidade aumenta e o ambiente se torna mais favorável à entrada institucional, elevando ainda mais a possibilidade de expansão do uso de stablecoins.
Ao mesmo tempo, como os riscos regulatórios são evidentes, também é fato que ganham destaque as tensões entre a harmonização regulatória global e os temas de emissor / colateral / transparência.
2025 pode ser visto como um período de transição para a institucionalização da infraestrutura das stablecoins.

Participação de mercado vista pelos principais dados de 2025

Capitalização das principais moedas (base 2025)

Nome da stablecoin Emissor Tipo de colateral Capitalização de mercado
USDT (Tether) Tether Limited Moeda fiduciária cerca de US$ 110 bi
USDC (Circle) Centre Consortium Moeda fiduciária cerca de US$ 35 bi
DAI (MakerDAO) Maker Foundation Criptomoeda cerca de US$ 5 bi
FDUSD, PYUSD etc. Binance, PayPal etc. Criptomoeda -

Participação de mercado (3T de 2025)

Tether (USDT): 68%

A oferta circulante de USDT foi reportada em cerca de US$ 174 bilhões no 3T de 2025.
O lucro líquido anual foi divulgado em mais de US$ 10 bilhões.
O número de usuários também continua crescendo globalmente, com relatos de mais de 500 milhões de usuários de USDT no 2T de 2025.
O domínio de mercado do USDT continua elevado, e sua capitalização também foi reportada em cerca de US$ 183,3 bilhões.
No 3T de 2025, as reservas da Tether eram de cerca de US$ 181,2 bilhões, contra passivos circulantes de cerca de US$ 174,4 bilhões, com cerca de US$ 6,8 bilhões em reservas excedentes.
A posição em títulos do Tesouro dos EUA nas reservas cresceu rapidamente e foi reportada em cerca de US$ 135 bilhões, direta e indiretamente, no 3T de 2025.
Entre os ativos de colateral não tradicionais, o valor em ouro era de cerca de US$ 12,9 bilhões e o valor em Bitcoin, cerca de US$ 9,9 bilhões.
A Tether vem apresentando uma estratégia de expansão de 'emissora de stablecoin' para plataforma de ecossistema de dólar digital, buscando avançar para setores como IA, energia e comunicação P2P.
Para entrada no mercado americano e adequação institucional, planeja lançar uma stablecoin para residentes dos EUA (USAT).

Circle (USDC): 20%

A Circle oferece suporte nativo ao USDC em mais de 23 redes blockchain.
Em julho de 2025, a Circle anunciou parceria com a exchange de criptoativos OKX para reforçar a liquidez de conversão entre USD<->USDC.
A Circle solicitou autorização para criar um 'banco fiduciário nacional' nos EUA. O objetivo é reforçar a proteção e a gestão dos ativos de reserva do USDC, além da supervisão financeira.
A oferta circulante de USDC chegou a cerca de US$ 61,3 bilhões no 2T de 2025, aumento de cerca de 90% em relação ao ano anterior.
No mesmo período, a Circle registrou receita total (faturamento e rendimentos de investimento das reservas) de US$ 658 milhões, alta de cerca de 53% na comparação anual.
No entanto, foi registrado prejuízo líquido de cerca de US$ 482 milhões, incluindo custos não monetários como aproximadamente US$ 424 milhões em remuneração baseada em ações relacionada ao IPO e cerca de US$ 167 milhões pelo aumento no valor justo de debêntures conversíveis.
Em junho de 2025, a empresa foi listada na Bolsa de Valores de Nova York, sendo avaliada em cerca de US$ 18 bilhões no dia da estreia.

Dai (DAI): 5%

A DAI, stablecoin descentralizada, tem estrutura lastreada em criptomoedas.
A governança é conduzida pela comunidade do MakerDAO, que decide por votação os tipos de ativos de colateral, os índices de colateralização e parâmetros de risco.
Manter a estabilidade de preço é o ponto central, e o preço da DAI em geral permanece próximo de 1 USD.
Em 2025, a oferta circulante e a capitalização de mercado da DAI foram reportadas em cerca de US$ 5 bilhões.
Em termos de volume negociado e escala de transações, ela continua sendo uma das principais stablecoins de DeFi, embora haja análises indicando desaceleração do crescimento em comparação com outras stablecoins que vinham crescendo em conjunto.
A DAI circula em várias redes blockchain além do Ethereum, mantendo o uso multichain.
O MakerDAO vem reforçando a diversificação de ativos de colateral e a gestão de risco, com frequentes ajustes nos parâmetros dos Vaults lastreados em DAI (sistema de empréstimo e colateral).
Do ponto de vista técnico, DAI e MakerDAO estão sendo alvo de pesquisas para redefinir o papel do ecossistema dentro de DeFi, com análises em andamento sobre estabilidade e governança de smart contracts.
Em termos de risco de governança, por se tratar de uma estrutura de DAO, a capacidade de decisão da comunidade, a agilidade e a resposta a riscos são variáveis importantes.

PayPal USD (PYUSD): 3%

Foi anunciado que o PYUSD, além das redes Ethereum e Solana, passou a contar em julho de 2025 com suporte ao Arbitrum, layer 2 de Ethereum.
Em junho de 2025, foi anunciado o plano de expansão para a rede blockchain Stellar.
No PYUSD, fica cada vez mais clara a tendência de reforçar a conectividade com infraestrutura blockchain descentralizada e OTC por meio de uma estratégia 'multichain' e 'centrada em pagamentos'.
Em abril de 2025, o PayPal anunciou um programa de recompensas de 3,7% ao ano para detentores de PYUSD. Trata-se de um incentivo oferecido a usuários que mantêm PYUSD em suas carteiras.
Dentro do app do PayPal, funções como pagamento, remessa e conversão com PYUSD evidenciam claramente a direção de uma 'stablecoin para pagamentos'.
Em meados de 2025, a oferta circulante e a capitalização de mercado do PYUSD foram reportadas acima de US$ 1 bilhão.
Por meio de parceria com a plataforma cripto Coinbase Global, foram anunciadas funcionalidades como 'negociação sem taxa' e resgate direto em USD.
Em um mercado em que mudanças regulatórias e exigências institucionais estão se fortalecendo, a transparência das reservas e da operação do PayPal, bem como o risco de governança, continuam sob atenção.
Para que stablecoins sejam usadas em pagamentos e remessas, é essencial melhorar a interoperabilidade com a infraestrutura financeira e as redes de pagamento existentes, além da experiência do usuário.

Fatores centrais de competição e estratégias futuras

Fatores centrais de competição

Fator competitivo Descrição
Colateral e transparência das reservas Confiabilidade e transparência dos ativos
Demanda global Efeito de rede no volume transacionado
Ambiente regulatório Apoio institucional e legislativo por país
Eficiência em pagamentos e remessas Liquidação em tempo real e redução de taxas
Rentabilidade Diversificação de modelos de receita com depósitos, empréstimos etc.

Transparência das reservas e auditoria contábil: a competitividade mais importante de uma stablecoin está na transparência dos ativos que sustentam seu valor, na divulgação em tempo real das reservas e na capacidade de garantir liquidez. Para conquistar confiança, o emissor precisa divulgar de forma transparente a composição das reservas e permitir, de fato, resgate e conversão a qualquer momento.
Parcerias bancárias e conectividade de rede: stablecoins globais baseadas em moedas como o dólar podem ampliar participação e conquistar liderança graças à demanda internacional e ao alto volume de negociação, enquanto moedas baseadas em divisas menos centrais, como o won, têm limitações de escalabilidade e liquidez internacional.
Regulação e suporte legal: o ambiente regulatório e a infraestrutura jurídica de cada país também são fatores competitivos importantes. EUA, UE e Reino Unido vêm introduzindo legislações ou promovendo a integração institucional para garantir supremacia em moeda digital e estabilidade financeira.
Eficiência e acessibilidade em pagamentos e remessas: liquidação em tempo real baseada em blockchain, eficiência em transações globais e redução de taxas elevam a competitividade prática das stablecoins. Se big techs e processadoras de pagamento incorporarem stablecoins a seus sistemas, a expansão da rede de circulação e pagamentos é plenamente viável.
Diversificação de rentabilidade e casos de uso: modelos de receita como investimento das reservas, taxas de remessa e empréstimo, além da utilidade prática em finanças descentralizadas (DeFi), também estão no centro da competição. Em especial, é possível obter competitividade em crédito com custo de captação inferior ao dos bancos.

Estratégias futuras

Alvo Estratégia futura
Instituições financeiras (FI) Integrar stablecoins como 'payment rail' para melhorar a eficiência de remessas globais.
Fintechs / empresas de pagamento Avaliar emissão própria de stablecoin ou parcerias com base em conformidade com MiCA e diretrizes do OCC.
Projetos DeFi Garantir adequação regulatória (Compliant DeFi) e desenvolver produtos de investimento em RWA baseados em stablecoins.
Governos e reguladores Elevar a estabilidade do mercado com regras claras de reservas e estruturas de supervisão.

  1. Resposta regulatória e disputa por padrões

EUA, UE, China e outras grandes potências estão focando em proteger sua ordem financeira interna e disputar a liderança nos padrões globais.
Os EUA defendem regulação rigorosa, como exigência de 100% de reservas e regime de autorização para emissores, liderando a padronização global das stablecoins baseadas em dólar como estratégia para fortalecer a hegemonia do dólar digital.
China e UE, por sua vez, concentram esforços em stablecoins baseadas em moedas regionais e em moedas digitais de banco central (CBDC) para garantir soberania monetária, ampliando também o uso de moedas digitais estatais em pagamentos offshore e financiamento do comércio.

  1. Maior penetração nas finanças e na economia real

As stablecoins planejam avançar de forma mais ampla não só no mercado financeiro, mas também na economia real (comércio, pagamentos empresariais etc.) como meio de pagamento e remessa.
Em mercados emergentes (América Latina, Sudeste Asiático etc.), cresce o uso para evitar a volatilidade das moedas locais, enquanto empresas globais reforçam a adoção de pagamentos cross-border e sistemas de liquidação em tempo real.

  1. Expansão de DeFi e do ecossistema on-chain

As stablecoins seguem focadas em expandir o ecossistema ao se combinar com diversos serviços on-chain (dentro da blockchain), como colateral, depósitos e empréstimos em DeFi (finanças descentralizadas), com lançamentos como USDe e USDS e diversificação de produtos financeiros.

  1. Diversificação de mercado e blocos regionais

Em meio à disputa por um padrão global único, a tendência é buscar interoperabilidade e expansão de rede entre stablecoins baseadas em moedas regionais e CBDCs, com a possível difusão cautelosa de modelos híbridos (moeda privada + CBDC).

Então, como serão as stablecoins em 2026?

Categoria Principais características
Disputa por padrões globais Regulação forte impulsionada pelos EUA, hegemonia digital centrada no dólar
Blocos regionais UE, China e outros reforçam redes de pagamento baseadas em moedas regionais
Expansão na economia real Integração com comércio, varejo e pagamentos corporativos
Expansão de DeFi e do on-chain Diversificação de produtos financeiros em blockchain, como colateral e empréstimos

O ponto central é a expansão do mercado e a entrada em mais serviços

Enquanto várias instituições projetam forte crescimento para o mercado de stablecoins, a previsão é que em 2026 ele atinja algo entre US$ 500 bilhões e até US$ 2 trilhões.
A expectativa é que as stablecoins deixem de funcionar apenas como moeda dentro de exchanges e avancem para pagamentos empresariais, remessas internacionais e tokenização de ativos do mundo real (RWA, Real-World Asset).
Também se projeta maior maturidade da infraestrutura tecnológica.
Prevê-se ainda diversificação nos tipos de colateral e de reservas das stablecoins, indicando que, além do simples lastro em moeda fiduciária, modelos com títulos públicos, títulos de curto prazo, RWA como colateral e formatos híbridos com mecanismos algorítmicos estão entrando em fase de experimentação.
Com isso, a demanda do mercado por transparência, auditoria e gestão de risco (riscos de descentralização, de liquidação etc.) tende a aumentar ainda mais.
Com a concorrência entre regimes regulatórios e a coordenação global de regras, espera-se que EUA, Europa e países da Ásia reforcem a regulação sobre emissão e operação de stablecoins, com alta probabilidade de essa estrutura caminhar para uma fase de 'padronização'.
A relação com as moedas digitais de bancos centrais (CBDC), bem como a cooperação e a competição com bancos e instituições financeiras, também deve se tornar uma variável importante.

Desafios

Risco de volatilidade: se o valor dos ativos de colateral cair bruscamente ou a liquidez enfraquecer, podem surgir dúvidas sobre a estabilidade.
Transparência das reservas e auditoria: a questão da confiança na instituição emissora continua sendo fator central.
Risco institucional: adoção pode ser retardada por reforço regulatório ou atraso na autorização de emissão.
Atrito com o sistema financeiro tradicional: o debate continuará em torno da possibilidade de substituição de depósitos bancários e dos impactos sobre a estabilidade financeira.

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