- Proibir totalmente a publicidade é uma ideia difícil de imaginar. Não se trata de regular a publicidade, mas de eliminá-la por completo.
- Se a publicidade fosse ilegalizada, desapareceria o incentivo econômico para criar conteúdo digital viciante, assim como o mecanismo pelo qual agentes comerciais e políticos criam bolhas personalizadas de distorção da realidade.
- Clickbait, artigos em lista e esquemas de marketing de afiliados se tornariam imediatamente sem valor.
- Plataformas baseadas em algoritmo como Instagram e TikTok perderiam sua base econômica.
- Facebook, X, Google, YouTube e outras deixariam de poder existir em sua forma atual.
- É improvável que as empresas de publicidade se autorregulem. Isso seria como traficantes escreverem as leis sobre drogas.
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Efeitos de proibir a publicidade
- Proibir a publicidade pode ajudar a proteger e revitalizar nossa mente e nossa democracia.
- Ao proibir a publicidade, a máquina de ilusões das massas perderia seu combustível mais viciante e tóxico.
- Todas as formas de publicidade paga e de terceiros se tornariam ilegais.
- Um mundo sem publicidade pode ser difícil de imaginar, mas a humanidade viveu a maior parte de sua história sem as formas atuais de publicidade.
- A publicidade é uma máquina que induz reações emocionais para levar à decisão de compra, em vez de fornecer informação.
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Publicidade e liberdade de expressão
- Publicidade não é liberdade de expressão. É uma forma de assédio.
- Publicidade é propaganda no espaço privado, e propaganda é publicidade para o Estado.
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Imaginar um mundo sem publicidade
- Um mundo sem publicidade pode ser difícil de imaginar, mas muitas coisas que antes eram consideradas impossíveis hoje se tornaram padrões sociais básicos.
- Ao olhar para a era repleta de publicidade, isso pode vir a ser visto como uma prática bárbara, como fumaça de cigarro, trabalho infantil e execuções públicas.
1 comentários
Opiniões do Hacker News
Esse artigo continua me fazendo pensar. Eu trabalhava com adtech e depois migrei para engenharia de sistemas. Fiquei impressionado com a parte em que o autor descreve publicidade e propaganda como o mesmo mecanismo. Não há tanta diferença entre fazer alguém comprar um Snickers e fazer alguém votar em um candidato
Foi levantada a questão de como distinguir publicidade de outras formas de expressão livre
Só pelo título: <i>por favor, por favor</i>
São Paulo, no Brasil, tornou a publicidade externa ilegal. Funcionou bem
Em algo como metade do extremismo deste artigo, proibir outdoors gigantes na minha cidade já faria uma grande diferença
Isso parece semelhante à ideia de proibir lobby. O lobby em si tem uma função válida e desejável
A publicidade gera consequências e, embora eu não goste disso, é um mal necessário
Essa ideia me fez pensar imediatamente em "The Girl Who Was Plugged In", de James Tiptree
Por quê? A premissa parece errada
Na internet, publicidade era originalmente ilegal. Só atividades sem fins lucrativos eram permitidas