- A RTS,S, ou Mosquirix, a primeira vacina aprovada para combater a malária, reduziu a mortalidade infantil em 13% ao longo de quase 4 anos, segundo uma importante análise na África reportada à Organização Mundial da Saúde (OMS).
- Fabricada pela GlaxoSmithKline, a vacina mostrou uma redução de 22% nos casos de malária grave entre crianças em idade de receber as 3 doses.
- A vacina já está salvando vidas, disse John Tanko Bawa, responsável pela implementação da vacina contra malária na PATH, uma organização sem fins lucrativos que desenvolve vacinas e tratamentos para problemas globais de saúde.
- Se a RTS,S, aprovada pela OMS para uso amplo em 2021, for distribuída de forma mais abrangente, a redução de 13% na mortalidade pode significar dezenas de milhares de vidas salvas.
- Em 2021, 468.000 crianças com menos de 5 anos morreram de malária na África Subsaariana. Dezessete países da região já receberam aprovação para iniciar a vacinação a partir do próximo ano.
- De acordo com resultados de ensaios clínicos publicados em 2015, a vacina mostrou eficácia de 36,3% contra malária clínica, em média 4 anos após a imunização dos bebês.
- No programa-piloto de US$ 70 milhões orientado pela OMS e iniciado em 2019, quase 2 milhões de crianças muito pequenas foram vacinadas em Gana, Quênia e Malawi.
- Os pesquisadores ficaram encarregados de estudar o impacto no mundo real sobre mortes e malária grave, além de determinar se a vacina poderia ser incorporada ao calendário rotineiro de imunização infantil sem prejudicar a aplicação de outras vacinas.
- Matthew Laurens, pesquisador de vacinas contra malária da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland, destacou que benefícios na mortalidade foram registrados até mesmo em áreas com menor cobertura da RTS,S.
- Os dados sobre a viabilidade da distribuição da vacina também foram promissores: administrar a RTS,S a crianças de 5 a 24 meses não prejudicou a adesão a outras vacinas infantis, o que era uma preocupação.
- Uma segunda vacina contra malária, chamada R-21, recebeu aprovação da OMS neste mês e parece poder ser usada em maior escala e com custo mais baixo do que a RTS,S.
- O longo e caro programa-piloto da RTS,S teve custo elevado, mas, sem ele, teriam permanecido dúvidas sobre a segurança, a eficácia, o impacto da vacina e a viabilidade de fazê-la chegar às crianças, afirmou Mary Hamel, que liderou o programa-piloto da OMS.
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