Artemis II vai transmitir ao vivo vídeo lunar em 4K a 260 Mbps com feixes de laser
(tomshardware.com)- A missão Artemis II da NASA planeja transmitir em tempo real da Lua para a Terra vídeo em 4K a velocidade de até 260 Mbps por meio do sistema O2O (Orion Artemis II Optical Communications)
- Essa tecnologia de comunicação baseada em laser substitui as comunicações por rádio em banda S da era Apollo e oferece suporte à troca de diversos tipos de dados, como procedimentos, fotos e planos de voo
- Em solo, estações terrestres a laser foram instaladas em Las Cruces, Novo México, e em Table Mountain, Califórnia, para garantir comunicações estáveis
- Os astronautas também manterão comunicação de backup por rádio via Deep Space Network (DSN), e por cerca de 41 minutos no lado oculto da Lua toda comunicação será interrompida
- A velocidade do O2O é menor que os 622 Mbps obtidos anteriormente no Lunar Laser Communications Demonstration, mas continua sendo significativa por representar a primeira transmissão em tempo real de vídeo de alta velocidade em uma missão lunar
Sistema de comunicação a laser O2O da Artemis II
- A missão Artemis II deve transmitir em tempo real para a Terra vídeo em resolução 4K da superfície lunar a velocidade de até 260 Mbps por meio do sistema O2O (Orion Artemis II Optical Communications)
- O sistema é apresentado como uma tecnologia de próxima geração que substitui as comunicações por rádio em banda S da era Apollo
- Segundo a revista Sky at Night, da BBC, há planos de usar uma câmera digital Nikon para registrar pela primeira vez o lado oculto da Lua (far side)
- O sistema O2O usa tecnologia de comunicação baseada em laser e será empregado não só para transmissão de vídeo, mas também para a troca de dados como procedimentos, fotos e planos de voo
- Antes do início da missão Artemis II, a NASA publicou uma página dedicada à tecnologia O2O
- A taxa de transferência de dados chega a 260 Mbps, com foco em comunicação de alta velocidade e alta eficiência
- Em solo, foram instaladas estações terrestres a laser em Las Cruces, no estado do Novo México, e em Table Mountain, no estado da Califórnia
- As duas regiões foram escolhidas por apresentarem com frequência céu limpo, condição adequada para comunicações estáveis por laser
Comunicação auxiliar e trechos com limitação de comunicação
- Além da comunicação a laser, os astronautas manterão comunicação por rádio com a Terra por meio da Deep Space Network (DSN) da NASA
- A DSN é uma tecnologia central de comunicação já usada em missões importantes como Voyager, Mars Rover e Artemis I
- Como pode haver interferência de nuvens, a DSN continuará sendo um meio essencial de comunicação de backup
- No trecho em que a nave se desloca para o lado oculto da Lua, a linha de visada com a Terra é bloqueada, tornando impossíveis tanto a comunicação por laser quanto via DSN
- A NASA chamou esse trecho de “dark window”, e a expectativa é de interrupção de comunicação por cerca de 41 minutos
Comparação de desempenho da comunicação a laser
- A velocidade de 260 Mbps do O2O é impressionante, mas a NASA já alcançou 622 Mbps anteriormente com o Lunar Laser Communications Demonstration
- Alguns projetos de comunicação espacial por laser realizados em órbita próxima da Terra chegaram a atingir velocidades de até 200 Gbps
1 comentários
Comentários do Hacker News
A cena do lançamento filmada da janela de um avião comercial foi a mais impressionante desta vez
Eu achava que haveria um plano melhor para filmar toda a inserção orbital, mas ainda bem que pelo menos há um plano de vídeo de verdade para as cenas ao redor da Lua
Há um take que captura perfeitamente o momento da separação dos boosters
A expressão “ver a face oculta da Lua pela primeira vez” parece um pouco exagerada
Já houve muitas imagens desde a era Apollo até orbitadores chineses
O verdadeiro “primeiro” desta missão é que seres humanos vão observar diretamente a face oculta iluminada da Lua
Na época da Apollo, para acertar o ângulo de luz do local de pouso, a face oculta ficava em sua maior parte escura
Como a Artemis II será um voo orbital, e não um pouso, a expressão “vídeo gravado da superfície lunar” está errada
Segundo a documentação oficial, o plano real é transmitir vídeo 4K pré-gravado nas proximidades da Lua
O vídeo de renderização do flyby divulgado pela NASA é incrível
Espero poder ver algo assim de verdade em 4K
A filmagem do lançamento deixou muito a desejar
Houve muita direção que perdeu momentos importantes, como mostrar o público no instante da separação dos boosters
Entendo a questão do orçamento, mas não imaginei que um evento de uma vez por geração seria filmado assim
Parece que a NASA fez cortes de câmera intencionais para não transmitir ao vivo eventuais falhas
A NASA parece mais focada em ciência, com uma postura de “conteúdo acima da forma”, mas mesmo assim a falta de brilho no vídeo de simulação foi decepcionante
Uma missão de reabastecimento da ISS custa algo em torno de US$ 150 milhões, então é difícil aceitar essa diferença
A visão ao vivo da Orion impressiona
É lenta, mas dá para ver a Lua sendo orbitada em tempo real
Houve uma pergunta sobre colocar um satélite de retransmissão de comunicações perto da Lua para eliminar o “trecho de blackout”
A Lua não tem uma órbita geoestacionária estável, e mesmo colocando algo no ponto L2 seria necessário controle de atitude contínuo
A missão chinesa Queqiao usou esse tipo de abordagem
Também é improvável que os EUA usem o Queqiao da China
Fico me perguntando por que a matéria continua dizendo “vídeo gravado da superfície da Lua”
Se mostrar a face oculta da Lua é tão importante, parece que a missão deveria ter sido realizada quando a Lua estivesse em lua nova, para que a face oculta aparecesse melhor
Ao ver a frase “transmissão em tempo real por laser, 4K, 260Mbps”, fiquei curioso sobre qual será a qualidade real do stream que vamos receber
Em geral, um remux de Blu-ray 4K fica na faixa de 70~90Mbps; se a taxa de dados for muito maior do que isso, talvez o olho humano mal consiga perceber a diferença
Acho improvável que até mesmo o stream interno da NASA use os 260Mbps inteiros só para vídeo
Em redes de streaming, uma folga de banda para lidar com perda de pacotes é importante
Talvez depois dê para acessar os dados brutos via pedido FOIA, mas isso provavelmente custaria caro
O mapa em tempo real da posição da Artemis II já está disponível
Dá para acompanhar a posição atual em tempo real