- Ter um emprego é a opção que a maioria das pessoas acredita ser a “realidade”. Mas esse não é o único caminho. Existe uma forma de nunca ter um emprego na vida: criar a sua própria empresa.
- Uma empresa não é um meio de evitar trabalho. Pelo contrário, é o trabalho mais pesado que existe. Mas você pode se livrar das prioridades definidas por outros, do humor do chefe e das frustrações desnecessárias que vêm com a organização. Acima de tudo, você passa a trabalhar em algo que realmente acha interessante, em vez de tocar o projeto de outra pessoa.
- Se você observar o caminho das pessoas que mais ganham dinheiro, a resposta fica clara. A maioria criou a própria empresa. Seja um comércio de bairro ou o Google, o espectro é amplo, mas o princípio é o mesmo.
- Empresas como o Google não pareciam grandiosas desde o começo. Os próprios fundadores também não imaginavam que criariam uma empresa assim. Startups sempre começam num estado de “talvez dê certo, talvez não”.
- Por isso, “como criar o Google” não significa ensinar uma fórmula de sucesso. Significa mostrar como chegar ao ponto de partida de onde o Google começou, ou seja, a uma posição em que você possa fazer uma tentativa com as mesmas probabilidades.
- E, para chegar a esse ponto, só são necessárias três coisas: habilidade técnica, ideia e cofundador.
- Existe um jeito mais confiável do que qualquer outro para ficar bom em tecnologia: fazer seus próprios projetos. Não tente prever qual tecnologia vai ser promissora. Esse tipo de previsão sempre erra. Simplesmente construa o que parecer mais interessante agora.
- Interesse é o combustível do esforço. Estudar por obrigação e tocar um projeto porque você gosta são coisas que recebem níveis de energia completamente diferentes.
- Se você estiver sem direção, pode começar por programação. O centro das startups sempre foi a programação, e há uma grande chance de que isso não mude tanto no futuro.
- Só as aulas de ciência da computação da escola não bastam. Ir bem nas aulas e escrever código de verdade são habilidades totalmente diferentes. É por isso que as empresas do Vale do Silício olham para o código, não para as notas.
- O momento em que você realmente começa a ficar bom em programação é quando bate de frente com uma situação do tipo: “eu preciso muito colocar essa funcionalidade, mas não faço ideia de como fazer isso”. A velocidade de aprendizado nesse momento é incomparável com a da sala de aula.
- Tecnologia não significa apenas código. Todo ato de criar é tecnologia. O critério central é só um: você está criando ou apenas consumindo?
- Até habilidades que parecem inúteis depois acabam tendo um papel decisivo. Como a caligrafia no caso de Steve Jobs, experiências que começaram por interesse acabam se conectando mais tarde de maneiras inesperadas.
- O projeto não precisa ser sério. Pode ser leve. O importante é se você está se divertindo com ele. A maioria dos programadores começa fazendo jogos.
- Você também pode ter vários projetos. Não precisa se apegar a um só. O importante é seguir o que for “realmente interessante” para você e continuar criando. No fim, habilidade técnica é uma questão de quantidade de prática.
- Quando você estiver suficientemente à vontade com a tecnologia, não vai mais precisar espremer ideias à força. Você começa a enxergar os “espaços vazios” no mundo. Problemas abandonados, que poderiam ser corrigidos, passam a saltar aos olhos.
- Aos olhos de um programador, o mundo inteiro parece um grande conjunto de “softwares faltando”. Como uma loja cuja porta emperra, mas onde só colocaram um aviso em vez de resolver o problema.
- O Facebook não surgiu de um plano de negócios grandioso. Surgiu de um projeto nascido da ideia: “isso aqui eu consigo consertar em uma noite, não?”.
- O mesmo vale para Apple e Google. Eles não estavam tentando criar uma empresa; só queriam construir algo melhor.
- As melhores startups geralmente não começam com o objetivo de criar uma startup. Se a ideia já parecesse obviamente boa desde o começo, outra pessoa já a teria executado.
- Se você é jovem e domina tecnologia, sua sensibilidade inconsciente para o que é interessante costuma ser mais precisa do que qualquer plano de negócios.
- Uma ideia de startup precisa de uma coisa só: algo que seus amigos realmente queiram. Algo de que eles gostem a ponto de sentirem falta se o serviço desaparecer.
- Cofundador não se procura; ele surge ao trabalhar junto em projetos. Só conversando, você não descobre nem a competência nem a compatibilidade. É preciso construir junto para saber.
- Os estudos importam. E a razão é clara: boas universidades reúnem cofundadores e colegas excepcionais. A lista de universidades que geram muitas startups de sucesso quase coincide com a lista das universidades mais difíceis de entrar.
- Isso não é uma questão de prestígio, e sim de filtragem. Ambientes difíceis de entrar acabam reunindo pessoas com perfis parecidos.
- A universidade não é a única resposta, mas ainda é o lugar onde mais surgem cofundadores e ideias.
- No fim das contas, o que você precisa fazer é simples. Aprenda tecnologia. Faça projetos. Estude para entrar em uma boa universidade.
É só isso.
Construa e estude.
O resto vem naturalmente.
4 comentários
Acho que vi este texto há muito tempo... Foi um texto que voltou a me motivar. Obrigado por postar.
Esse é um motivo importante para fazer algo pessoal!
É o tipo de coisa que eu gostaria de contar aos meus sobrinhos, mas que na prática não sairia tão naturalmente assim da minha boca haha
Bom conteúdo ✍️