- A Oracle possui a trademark (marca registrada) de JavaScript, mas não oferece produtos ou serviços condizentes com ela
- JavaScript é a linguagem de programação mais popular do mundo e move os sites da web
- A marca JavaScript pertence à Oracle, mas milhões de usuários não sabem disso
- A divergência entre a titularidade da marca e seu uso real gera confusão e problemas
- A manutenção da marca JavaScript pela Oracle equivale legalmente ao abandono da marca
- Segundo a definição legal de abandono de marca, considera-se abandono quando o uso é interrompido sem intenção de retomá-lo, ou quando a marca se torna um nome genérico
- No caso de JavaScript, ambas as condições são atendidas
A história de Netscape, Sun e Oracle
- Em 1995, o JavaScript nasceu por meio da parceria entre a Netscape e a Sun Microsystems
- JavaScript é uma linguagem de programação dinâmica desenvolvida por Brendan Eich em 10 dias
- Em 2009, a Oracle adquiriu a Sun Microsystems e, com isso, também adquiriu a marca JavaScript
Fundamentos para o abandono da marca
- A Oracle nunca desenvolveu um produto usando a marca JavaScript
- Em documentos enviados ao USPTO em 2019, são mencionados Node.js e Oracle JET, mas isso não são produtos da Oracle
- O GraalVM pode executar JavaScript, mas não é considerado um motor principal de JavaScript
- O uso de JavaScript no JET e no GraalVM pela Oracle não reflete um uso genuíno da marca
Transformação em termo genérico
- Em 1996, a Netscape convocou uma reunião da ECMA International para padronizar o JavaScript, mas como a Sun (hoje Oracle) não abriu mão da marca, decidiu-se usar o nome ECMAScript
- O comitê TC39 publica a ECMA-262, isto é, a especificação do JavaScript
- A posse da marca JavaScript pela Oracle só causa confusão
- O termo JavaScript é usado livremente por milhões de desenvolvedores, empresas e organizações em todo o mundo
Pedido para liberar a marca
- JavaScript se enquadra legalmente como marca abandonada, por não estar em uso ou por ter se tornado um nome genérico
- Faz-se um apelo para que a Oracle libere a marca para o domínio público
- Como a Oracle não faz uso substancial da marca, não há motivo para mantê-la
- Se a Oracle não tornar a marca pública voluntariamente, há planos de apresentar uma petição de cancelamento ao USPTO
Aos leitores
- Se você concorda com esta carta aberta, assine
- Se você faz parte de uma organização com mais de 25 funcionários, envie um e-mail para companies@javascript.tm
- Está sendo buscado apoio pro bono de advogados com experiência em direito de marcas
Assinaturas
- Ryan Dahl - creator of Node.js
- Brendan Eich - creator of JavaScript
- Michael Ficarra - editor of the JavaScript spec
- Rich Harris - creator of Svelte
- Isaac Z. Schlueter - creator of npm
- Feross Aboukhadijeh - CEO of Socket
- James M Snell - member of Node.js TSC
- Wes Bos - host of Syntax.fm
- Scott Tolinski - host of Syntax.fm
- Shu-yu Guo - editor of the JavaScript spec
- Jordan Harband - emeritus editor of the JavaScript spec
- E mais de 4.000 membros da comunidade JavaScript
4 comentários
Sinceramente, fico pensando se realmente existe algum motivo para insistir em usar Java e Script no nome.
Acho que a maioria das pessoas considera a palavra javascript inadequada. Então que tal algo assim: funscript (FS), sexyscript (SS), youscript (YS), shitscript (também SS), nimirulscript (NMRS), nonsensescript (NSS), hackscript (HS), wthscript (WTHS), hellscript (HS), poopscript (PS) etc., há candidatos demais.
kkkkkkkkkkkkkkkkkk com certeza parece que o certo mesmo é tirar o
java.Comentários do Hacker News
Acho o nome "JavaScript" idiota. É melhor chamar de "JS"
A Oracle é uma empresa imune à persuasão moral
Eles continuam presos ao nome por causa da parte "Java"
Não devemos cair na armadilha de personificar a diretoria da Oracle
Fico em dúvida se a Oracle de fato está defendendo isso
Muitas pessoas usam nomes que infringem marcas registradas
Se a marca já foi abandonada, fica a dúvida de por que seria necessária uma carta
Há um link para a alegação de uso comercial da Oracle
Não vejo benefício imediato na alegação de que isso causa confusão e desordem
No começo achei que era só reclamação de internet, mas me surpreendi ao ver os signatários da carta