2 pontos por GN⁺ 2024-01-12 | 1 comentários | Compartilhar no WhatsApp

Uma nova atitude em relação à física

  • O Dr. Richard Feynman foi um físico laureado com o Nobel e participou do desenvolvimento da bomba atômica.
  • Feynman perdeu o interesse pela física, mas relembra que no passado lidava com a física com alegria.
  • Ele explica que explorava problemas de física por curiosidade e prazer próprios, independentemente da importância deles.

Física e brincadeira

  • Feynman gostava de dar aulas na universidade e decidiu tratar a física como um hobby.
  • Ao ver um prato ser lançado para o alto em um restaurante, ficou curioso sobre a relação entre a rotação e a oscilação do prato.
  • Por meio de equações complexas, descobriu que a oscilação do prato era o dobro da velocidade de rotação.

O prazer da física

  • Feynman compartilha sua descoberta com um colega e decide que vai aproveitar a física independentemente da importância.
  • Com essa atitude, ele resolveu problemas de física de forma fácil e natural.
  • Ele revela que a pesquisa que ganhou o Nobel também nasceu dessa mesma atitude de “brincadeira”.

Opinião do GN⁺:

  • Este texto mostra a paixão do Dr. Richard Feynman pela física e a mudança em sua atitude, destacando a importância da curiosidade e do prazer na pesquisa e nos estudos.
  • A experiência de Feynman lembra aos pesquisadores que descobertas importantes às vezes podem surgir de uma exploração informal e livre.
  • Esta história é um caso interessante que nos faz lembrar o quanto é importante encontrar interesse e satisfação pessoais no processo de buscar conquistas acadêmicas.

1 comentários

 
GN⁺ 2024-01-12
Comentários no Hacker News
  • Como pesquisador, tenho sentido meu interesse esfriar em relação a projetos que comecei recentemente com uma paixão ardente. Sem um cargo estável em uma instituição de pesquisa, faltam as condições para superar o burnout. Tentei deixar a vida acadêmica e procurar um emprego mais comum, mas não tenho paixão por outros tipos de trabalho, e o burnout afeta várias áreas da vida, como hobbies, então não tenho certeza se o problema é mais fundamental. Terapia e medicação também não ajudaram muito, então no momento estou perdido sobre o que fazer.
  • Depois de sair de uma startup que cofundei, passei por um burnout severo. Eu tinha economias suficientes, então viajei pelo mundo e melhorei minhas habilidades de escalada. Era difícil até escrever algumas linhas de código, então eu passava o tempo na praia olhando as ondas. Depois de voltar da viagem, tive dificuldade para dar significado a novos projetos e concluí-los. Meu primeiro projeto concluído foi reprogramar lâmpadas inteligentes da Lifx. Descobri um protocolo binário que permitia controlar diretamente a iluminação pela rede local e desenvolvi uma biblioteca em TypeScript para construir uma interface web personalizada. Com essa experiência, consegui meu primeiro cliente de consultoria, busquei várias oportunidades de trabalho e abri uma nova empresa. Às vezes, é preciso simplesmente sentar e não fazer nada.
  • É uma história inspiradora, mas, em resumo, é: 1) ficar muito bom em alguma coisa, 2) ganhar dinheiro com isso, 3) passar por burnout por causa disso, 4) voltar a trabalhar de uma forma divertida, 5) ???, 6) ganhar um Nobel ou algo parecido. Fica a questão se esse padrão é realmente reproduzível e se é o tipo de padrão que queremos ensinar para a próxima geração.
  • Não sou profissional de saúde mental, mas aliviar a pressão sobre si mesmo é um bom conselho em qualquer situação. Quando você está cansado ou estressado, se definir como uma 'pessoa em burnout' só aumenta o peso. Se você não consegue resolver isso sozinho, procurar ajuda profissional parece uma boa ideia.
  • Há a especulação de que Richard Feynman tinha ADHD. Ele não demonstrava interesse por coisas que achava que deveria fazer, mas, quando era movido pelo desejo, alcançava resultados extraordinários. Sua biografia mostra várias vezes a alegria que ele encontrava na vida por meio da brincadeira. Além disso, ele tinha a capacidade de aprender rápido, então conseguia aprender até assuntos que outras pessoas achavam que ele não seria capaz de aprender.
  • Minha paixão por software desapareceu e não acho mais divertido. Sinto necessidade de fazer coisas sem sentido, como criar meu próprio compositor Wayland.
  • Desde criança, eu tinha uma mentalidade 'instrumental'. A ideia dominante era que eu precisava fazer algo para passar em provas e conseguir um bom emprego. No começo dos meus 20 anos, cheguei a experimentar por um tempo a sensação de 'brincar', mas isso não durou muito antes de a pressão por produtividade voltar. Até o descanso tinha um propósito: recarregar mentalmente para fazer mais trabalho, recuperar os músculos para levantar mais peso etc.
  • Destaco a importância da curiosidade e da brincadeira, que começam na infância. Em uma conversa com a dona de uma loja de brinquedos local, ganhei esperança quando ela compartilhou que no passado escrevia código para fornecedores militares e que é preciso olhar para os problemas como uma 'brincadeira'. Fico feliz em pensar que Feynman também concordaria com essa abordagem.
  • O livro Surely You're Joking, Mr. Feynman proporciona uma experiência de leitura muito interessante.
  • Como material adicional sobre Feynman, compartilho links sobre sua ambição pelo Nobel e sobre momentos em que sentiu burnout e pensou que não seria mais capaz de realizar nada.