5 pontos por GN⁺ 2023-11-15 | 1 comentários | Compartilhar no WhatsApp
  • O valor da divisão de receita é confidencial, mas uma testemunha do Google revelou o número no julgamento antitruste
    • "O Google paga à Apple 36% da receita de anúncios de busca obtida por meio do navegador Safari"
  • Kevin Murphy, professor da Universidade de Chicago e especialista em economia do lado da Alphabet, revelou esse número ao testemunhar em defesa do Google no julgamento antitruste do Departamento de Justiça realizado em Washington
    • John Schmidtlein, principal advogado de litígios do Google, aparentou se sobressaltar visivelmente quando Murphy mencionou esse número, que deveria permanecer confidencial
  • Tanto o Google quanto a Apple se opõem à divulgação dos detalhes do contrato
  • Em um documento apresentado ao tribunal na semana passada, o Google argumentou que divulgar mais informações sobre o contrato "poderia enfraquecer injustamente a posição competitiva do Google em suas relações com concorrentes e outras contrapartes"
  • As duas empresas mantêm uma parceria desde 2002 para usar o Google como mecanismo de busca padrão do Apple Safari
    • Como esse acordo define o mecanismo de busca do iPhone, o smartphone mais usado nos Estados Unidos, ele é hoje o mais importante entre os acordos de padrão do Google
    • O Departamento de Justiça considera esse acordo uma prova de que o Google mantém ilegalmente seu domínio nos mercados de mecanismos de busca e publicidade em buscas
  • A Apple não respondeu imediatamente ao pedido de comentário, e o Google se recusou a comentar

1 comentários

 
GN⁺ 2023-11-15
Opinião no Hacker News
  • O acordo de "compartilhamento de receita publicitária" do Google é semelhante ao "acordo de distribuição" firmado com a AOL em 2002. O incentivo financeiro básico é o mesmo: oferecer uma parte da receita de anúncios pelo uso do mecanismo de busca do Google.
  • Ainda não vi uma explicação jurídica sobre por que o acordo de compartilhamento de receita publicitária com a Apple é considerado ilegal. Diferentemente do acordo com a AOL, casos semelhantes também existem nos acordos exclusivos de "distribuição" entre redes de TV e ligas esportivas.
  • Do ponto de vista do Google, perder a posição de mecanismo de busca padrão no iOS seria como perder a mente de uma geração em um mercado-chave: os usuários móveis dos EUA. Quanto menos associação houver entre "busca" e "Google", mais também cai a receita de buscas fora do iOS, que é a maior fonte de receita da empresa.
  • Sou só eu que acho que 36% não é excessivo como custo de aquisição de clientes?
  • Sempre tive a impressão de que o Google é muito ruim em negociação.
  • Se esse acordo não existisse, qual seria o mecanismo de busca padrão do Safari? A maioria dos usuários comuns provavelmente ficaria insatisfeita se, ao tentar "dar um Google", o mecanismo de busca padrão não fosse o Google.
  • Esse acordo serve como um bom incentivo para o Google continuar investindo no Android.
  • Fico me perguntando se o fato de a Siri dizer "Encontrei isto na web" não é falta de funcionalidade, mas algo intencional.
  • Fico curioso para saber se o Google paga o mesmo valor à Mozilla. Esse acordo é um dos elementos importantes que sustentam a operação da Mozilla.
  • Fico curioso para saber se os registros do julgamento estão públicos e onde podem ser consultados.