Como imagino que cada pessoa dará uma resposta totalmente diferente, resolvi perguntar no Ask.
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Quais critérios vocês consideram importantes e qual o peso de cada um
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Por quais caminhos vocês pesquisam informações sobre a empresa
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Métodos que funcionaram bem e métodos que falharam
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etc.
Acho que seria legal conversar sobre isso.
30 comentários
Tem mais gente cética em relação ao salário do que eu imaginava... no meu caso, passei até o quinto ano de carreira com reajustes quase congelados, então acabei inflando bastante quando troquei de emprego, e por isso salário também passou a ser algo que não dá para ignorar.
Antes disso, eu só buscava a diversão na área de atuação e a relação com as pessoas...
Pergunta um pouco diferente: quando vocês mudam de emprego, costumam alinhar de antemão até certo ponto a questão salarial antes de entrar na entrevista? Ou só levantam esse assunto depois de concluir todas as entrevistas, na hora de negociar as condições?
No primeiro caso, fico na dúvida sobre quando e com quem seria melhor falar disso; no segundo, se o processo chegar até a negociação e no fim disserem que não conseguem chegar nesse valor, acho que seria estressante demais.
Poxa, você passou por poucas e boas. Eu também não vou deixar passar batido hahaha
Na verdade, quando eu escolhia uma empresa, eu simplesmente entrava e, se a sensação fosse boa, não ficava sendo tão seletivo.
Pessoalmente, quando estava para entrar no mercado de trabalho, eu pensava que, em algum momento, todo mundo acabaria tendo que empreender. E, se fosse assim, achei que seria mais importante passar por empresas que tivessem uma cara parecida com a empresa que eu abriria no futuro, em vez de buscar apenas uma empresa grande e boa.
E mesmo que isso resultasse em um salário não tão alto, ainda seria uma das possibilidades mais prováveis para o meu futuro, então eu também queria saber se viver naquela situação seria um grande problema ou não.
Então, quase como conversar com alguém que você acabou de conhecer pela primeira vez, eu simplesmente trabalhava na empresa desde que ela não fosse estranha demais. Também era divertido porque dava uma sensação de ser um tipo de destino preparado para mim.
Olhando para o clima atual, existe uma tendência de considerar uma empresa extremamente defasada se ela não tiver algum requisito bem estruturado. Mas, pela minha experiência pessoal, é muito provável que cada uma dessas condições dependa, no fim das contas, de a empresa — e o setor ao qual ela pertence — ter ou não permissão para fazer aquilo. Assim como na faculdade havia muitos colegas com boas notas, muitas empresas também são razoavelmente boas à sua maneira. Só não são famosas, não pagam salários altos e não têm aquele craque impressionante.
Não receber um salário altíssimo não significa que seja impossível viver, certo? Pode ser que você more em uma região diferente ou que passe por algumas dificuldades a mais, mas, ainda assim, todo mundo vai levando a vida.
Mesmo assim, se eu tivesse que definir critérios para escolher uma empresa pensando no futuro do "eu", seriam mais ou menos estes:
Assim como alguém que quer migrar para desenvolvimento iOS procura uma empresa de desenvolvimento de apps, eu posso procurar uma empresa porque, na próxima mudança de emprego, quero atuar como PM, ou porque quero me tornar arquiteto. Acho que isso é parecido com escolher primeiro o curso, antes do nome da universidade.
Essa parte parece tão óbvia que vou pular a explicação.
Para que eu cresça, a empresa também precisa crescer. Trabalhar em uma empresa também tem a ver com querer aproveitar a alegria de participar do sucesso dela. Acho que essa é a parte que mais influencia minha motivação de médio e longo prazo.
E, quanto aos caminhos para buscar informações sobre a empresa, acho que em quase 100% dos casos meu critério foi perguntar a conhecidos. O motivo é que nenhum serviço, incluindo o LinkedIn, consegue mostrar direito a situação atual da empresa. No fim, nada supera recorrer aos contatos.
Por fim, a experiência que eu pessoalmente achei mais interessante foi trabalhar com pessoas de áreas não ligadas a TI. Não designers nem planejadores, mas pessoas com especialização em campos completamente diferentes, como vendas, equipe de operações, administrativo geral ou HR. Quando trabalho com esse tipo de gente, sinto muita satisfação (em vários sentidos).
Você realmente está vivendo uma vida muito interessante! (Acho que esse talvez seja o maior elogio que eu poderia lhe fazer. rs)
Sobre o que você escreveu no final: ao trabalhar com especialistas de áreas completamente diferentes, que aspectos trazem uma sensação de realização única? Fiquei curioso porque nunca tive esse tipo de experiência.
Salário é prioridade número 0, então deixando isso de lado.
Estabilidade: já aconteceu várias vezes de a empresa quebrar de vez e eu sair sem nem conseguir receber seguro-desemprego. T_T
A parte estável da empresa atual teve uma influência bem grande.
Distância: desde a época da faculdade eu fazia um trajeto de 2 horas por trecho, então agora ir para um lugar a 30 minutos de distância é literalmente o paraíso.
Facilidade para usar férias/licença: como tenho filho, muitas vezes preciso tirar folga sem planejamento. Poder usar minhas férias/licença sem ter que ficar reparando no clima ou pedindo desculpas é uma vantagem enorme.
Na prática, criando um filho, acabei abrindo mão em grande parte da visão da empresa e da minha carreira.
Como resultado, fiquei bastante defasado em relação aos tempos.
Desde 2 anos atrás eu caí na real e estou correndo atrás,
mas, mesmo assim, ainda não recuperei minha confiança.
Ainda assim, pelo menos garanti a estabilidade de conseguir seguir assim até a aposentadoria.
Ah... na verdade, a questão da distância é um fator de importância nível top tier (?), mas eu acabei esquecendo. Não estava levando isso em conta. Obrigado.
No futuro, seu filho vai ter muito orgulho de você como professor.
Uau... realmente dá para sentir a experiência do pessoal mais de cima...
Eu considero:
Existe alguém em nível de CTO? (Existe um time de desenvolvimento separado?)
A empresa tem um serviço próprio? (Está desenvolvendo um serviço? / Já teve experiência desenvolvendo um?)
Adotou e usa CI/CD? (Faz uso ativo de testes?)
Já apresentou em conferências? (Já patrocinou alguma?)
Mantém um blog de desenvolvimento? (Tem alguma filosofia em relação a desenvolvimento?)
Recebeu investimento? (É uma empresa que consegue aguentar pelo menos 2 anos? / Tem uma boa taxa de receita?)
O CEO é ex-desenvolvedor? (Está investindo no time de desenvolvimento?)
É uma empresa bloqueada no Credit Job? (Pois é... se está bloqueada... tem motivo!!)
Salário / taxa de rotatividade
Esses são alguns dos pontos que eu vejo.
Além disso,
ver até que ponto estão os investimentos/a taxa de receita é importante para mim, porque já trabalhei em empresas que faliram duas vezes. (Se o salário atrasa, vira questão de sobrevivência...)
Quando vou fazer entrevista presencial na empresa, também observo bastante o clima do lugar. (Se o time de desenvolvimento fica logo ao lado do time comercial/CS, se é um lugar silencioso a ponto de sufocar, etc.)
E, na entrevista, quando faço perguntas, sempre pergunto também sobre "a direção da empresa / por que estão contratando".
Às vezes acontece de estarem contratando às pressas porque todos os funcionários que trabalhavam lá saíram de uma vez só.
Senti muito com as partes que você escreveu no final. Muito obrigado mesmo.
Acho que, para mim, 4 e 5 não são tão importantes assim. Existem empresas em um estado meio ambíguo que estão ocupadas demais (rocket) e acabam não conseguindo cuidar nem disso. (Acho que unicórnios/pré-unicórnios entre 3 e 5 anos tendem um pouco a ser assim)
Como vocês escolhem uma empresa quando vão trocar de emprego?
Esse é um tema em que tenho pensado de vez em quando ultimamente... então achei que valia escrever um pouco sobre o que penso até agora.
Antes de tudo, o mais importante é se a mudança pode me ajudar a atingir o objetivo que eu quero com essa troca. O objetivo da mudança varia conforme o momento, mas pode ser algo mais abstrato, como um papel específico (alguém com poder de decisão, líder etc.), uma experiência específica (experiência em ambiente live, experiência de setup inicial, estrutura organizacional etc.) ou uma área de trabalho (principalmente quando se trata de abrir uma nova frente de atuação). Também pode ser algo um pouco fora da categoria de carreira, como aumento salarial, uma empresa estável (longa permanência), ou uma empresa para a qual eu possa levar alguém conhecido. Acho que, quando a prioridade de cada item está definida, fica mais fácil decidir para qual empresa mudar. (Claro, primeiro tem que mandar currículo e ser aprovado... =.=)
Depois disso, também penso no timing da mudança. Acho que trocar de emprego exige mais planejamento e preparação do que simplesmente avisar com um mês de antecedência e fazer a passagem de bastão, então normalmente começo a me preparar pensando em algo para 3 a 6 meses depois. (Quando dá certo... se não der, o mais importante acaba sendo simplesmente definir para qual empresa ir.)
Quando as empresas para as quais eu poderia ir começam a se definir melhor (por exemplo, cheguei à segunda etapa, ou tenho duas ou mais aprovações), costumo organizar os diferenciais de cada uma, o que se fortalece ou enfraquece em relação ao objetivo da mudança mencionado acima, além dos ganhos e perdas mais gerais (tempo de deslocamento, almoço, hora extra, salário inclusivo, estacionamento, notebook fornecido etc. — é coisa demais, né? haha).
Conhecidos são a fonte mais promissora. Mesmo que não seja exatamente sobre a empresa para a qual quero mudar, quando encontro conhecidos já pensando em trocar de emprego, a conversa acaba girando mais em torno de quais empresas estão indo bem ultimamente, quais são os assuntos do momento, vários rumores ou notícias de outras pessoas com quem normalmente não falamos. E, com isso, acho que naturalmente vai se definindo para onde mandar o currículo. Além disso, mesmo que eu não envie currículo necessariamente, preciso verificar em vários lugares, como Rocket Punch, Wanted, JobKorea etc., quais empresas estão contratando que tipo de profissional e que projetos existem (mesmo que ainda sejam nomes provisórios), para saber que tipo de informação perguntar às pessoas ao meu redor. Ainda não tive experiência usando headhunter, então não conheço bem esse lado. Empresas mais conhecidas muitas vezes têm blog técnico ou funcionários ativos no YouTube/SNS, então também procuro esse tipo de conteúdo.
E, a partir de certo momento, passo a dizer com bastante empenho às pessoas ao meu redor que "estou procurando emprego". Diferente de simplesmente perguntar por rumores ou informações, isso pode fazer com que alguém realmente indique uma vaga.
Por exemplo, mesmo que eu já tenha um destino praticamente definido (como quando sou recrutado por um CEO ou executivo), ainda acho melhor fazer entrevistas em vários lugares e comparar. Penso que o ideal é passar em pelo menos três lugares e escolher entre eles para não se arrepender, mas... encontrar mais de três bons candidatos e ainda ser aprovado em todos eles não é exatamente uma tarefa fácil ;;
Em segundo lugar, acho melhor fazer as entrevistas na ordem de empresas em que, mesmo se eu passar, ainda ficaria em dúvida se vou ou não, até empresas nas quais eu provavelmente iria com certeza se passasse. Só que a velocidade de contratação varia de empresa para empresa, então, se houver um conhecido ou conhecido de conhecido, vale a pena investigar isso antes. Como mencionei acima, pensar em trocar de emprego dentro de 3 meses após passar na primeira entrevista até ajuda a deixar a cabeça mais tranquila, mas muitas vezes o candidato está em posição de desvantagem no mercado, ou é um pouco tímido, e fica difícil pedir um prazo tão longo.
Até agora já troquei de emprego umas cinco vezes, e em cerca de duas delas acabei ficando na empresa atual porque me seguraram quando eu tentava sair. Mas, em geral, quando a empresa te segura e você fica, no fim das contas acaba trocando de emprego de novo logo depois. Se a intenção é negociar até certo ponto com a empresa atual, em vez de decidir sair -> passar em outra empresa -> negociar depois, achei melhor tentar negociar de forma mais ativa com a empresa em momentos como avaliação/feedback e negociação salarial, e só tentar mudar de emprego se isso não funcionar.
Acho que o mais importante é definir bem aquele "objetivo da mudança" que mencionei no começo. Para isso, ajuda organizar o que eu ganhei nesta empresa — crescimento, mudanças, experiências — e pensar no que eu não conseguiria obter mesmo ficando mais 2 ou 3 anos, ou no que pode acabar estagnando ou até regredindo. E então refletir se isso é algo que pode ou não mudar por meio de negociação com a empresa. Talvez assim as coisas se organizem um pouco e a resposta apareça. Mas a teoria parece ótima; na prática, quando tento organizar isso de acordo com a minha situação atual, realmente não sai uma resposta fácil. :(
Obrigado por escrever em detalhes. Acho que, de fato, é bem difícil definir objetivos. Como ainda tenho pouca experiência acumulada, também é difícil ampliar minha visão de mundo (seria tão bom se eu pudesse encontrar, por acaso, um bom mentor).
No meu caso, ao contrário do que você disse, tento colocar primeiro as entrevistas de empresas mais ou menos. É porque quero entrar nas entrevistas das empresas importantes já com mais experiência em entrevistas.
O que eu quis dizer era, como você mencionou, colocar primeiro as empresas mais incertas. No entanto, quando as empresas para as quais eu certamente iria se fosse aprovado são grandes, a notificação de aprovação pode demorar ou o processo de contratação pode ser longo, então parece que, ao incluir a observação de que seria necessário ajustar o timing, o conteúdo acabou ficando sujeito a interpretações equivocadas.
Ao ler os textos de outras pessoas, pensei que escolher olhando para as pessoas também pode ser um ponto importante. Nas minhas mudanças de emprego anteriores, isso quase não aconteceu, mas conforme a carreira avança, acho que esse aspecto humano pode se tornar ainda mais importante.
Trabalhei em umas seis ou sete empresas.
Quando mudava de emprego, o que eu mais considerava era: “vou conseguir crescer, isso vai ser um desafio para mim?”. Na entrevista eu tentava mostrar que fazia bem, mas na verdade era mais uma questão de querer fazer bem do que já fazer bem mesmo. rs
Mesmo quando eu tinha realmente muito a aprender na empresa em que estava, se troquei de emprego foi porque esperava que, no próximo lugar, o potencial de crescimento fosse ainda maior.
Só que acho que aquilo em que eu queria evoluir foi mudando o tempo todo.
Conhecimento de domínio e tecnologias relacionadas às áreas que me interessavam (no meu caso, web e publicidade, rs), capacidade de pensamento estratégico e habilidade de comunicação por meio do trabalho que eu fazia. Além disso, depois de cofundar uma empresa e com mais anos de experiência, passei a considerar se, por meio do papel que eu assumiria, eu poderia ajudar a empresa a crescer de forma protagonista e, ao mesmo tempo, aprender junto nesse processo.
Talvez por eu ainda ter muitas limitações, acho que, a menos que o lugar fosse realmente um caos completo, sempre havia algo para aprender em qualquer empresa. Por isso, não tenho nenhuma mudança de emprego que eu queira chamar de fracasso.
Mas acho que sofri quando fui para lugares sem considerar muito a cultura.
Ao contribuir com a empresa e crescer, é natural que venham juntos alegria e dor; e sinto que, quando esse equilíbrio se mantinha ou se rompia, a influência da cultura da empresa era muito grande.
Hoje, o mais importante para mim é poder “participar de forma protagonista” e “sentir prazer no que faço”. E, para que isso dure por muito tempo, também acho que a “visão” é importante.
É algo básico, mas me parece que quanto mais startup ou empresa pequena for, ou quanto maior for o meu nível de participação, maior é esse impacto. Claro que, mesmo sendo uma pessoa júnior em uma empresa enorme, o trabalho e tudo mais também estão conectados à visão, mas acho que antes eu não percebia isso tão claramente.
Mudei de emprego porque pessoas com quem já trabalhei me recomendaram ou me chamaram para voltarmos a trabalhar juntos.
Acho que decidi pesquisando de várias formas que tipo de empresa era, se eu conseguiria fazer ali o trabalho que queria, e também ouvindo a opinião das pessoas ao meu redor.
Muito obrigado pelas várias observações valiosas. Será que você poderia dar mais um gostinho sobre o que seria uma "experiência com uma cultura ruim"? haha
Acho que, mais do que certo ou errado, o ponto é se a cultura da empresa combina com você ou não.
Dando um exemplo extremo (?), pode haver uma empresa com uma cultura focada apenas no resultado, e outra que valoriza o processo. Ou então pode haver uma cultura em que todos os membros participam da tomada de decisões, e também lugares em que, se o CEO decide, todos simplesmente confiam e seguem em frente.
Na verdade, as empresas em que trabalhamos costumam estar em algum ponto entre esses extremos, então acho ainda mais difícil dizer que uma é melhor ou pior.
Quando surge um trabalho novo ou alguma situação na empresa, cultura é justamente esse jeito ou hábito de pensar "se fosse alguém da nossa empresa, faria assim". Então, considero importante saber se isso combina comigo ou se eu consigo ajudar a construir essa cultura.
Critérios que considero importantes
Se eu sinto que meu trabalho não é interessante, acho que a felicidade que o "trabalho" traz acaba sendo menor.
Isso também tem relação com o domínio, e as responsabilidades que vou assumir também influenciaram.
Essa é uma parte difícil de sentir sem trabalhar diretamente no lugar, mas, diferente da opinião de algumas pessoas, entender avaliações em sites como o JobPlanet ajudou até certo ponto.
Perguntar discretamente por meio de conhecidos de confiança também ajuda.
Quando dá para perceber que a empresa se importa com os funcionários, acho que eles sentem isso e isso vira uma base para crescerem junto com a empresa.
Por melhor que seja a visão de uma empresa, se ela não combina com a minha, no fim das contas a satisfação acaba caindo.
Se, em momentos de decisão baseados em valores, a empresa e eu tomarmos caminhos diferentes, isso não será uma boa escolha para nenhum dos lados.
Canais pelos quais procuro empresas
Acho que uma empresa apresentada por alguém que me conhece bem e conhece bem a empresa tem uma chance maior de combinar comigo.
Mas existe a limitação de eu não conseguir sair do meu próprio círculo.
Conversar com headhunters que conheci por vários caminhos e procurar uma empresa adequada com eles também foi uma boa experiência.
Ao enviar o currículo, o headhunter recomenda empresas por conta própria e ainda ajusta os horários das entrevistas, então foi bastante conveniente.
No entanto, parece haver uma diferença grande dependendo da capacidade e do nível de interesse do headhunter.
Essas duas foram basicamente as formas que eu experimentei, e nunca tive um grande fracasso.
Quando fui fazer minha primeira mudança de emprego, gostei tanto da empresa em que trabalhava na época que foi quando mais pensei no assunto.
Depois que fiz uma mudança de emprego uma vez, as próximas não foram tão difíceis.
Acho que o mais importante é decidir com base em um objetivo claro.
Além disso, entre os serviços que conheci por vários meios, quando gosto muito de algum ou acho que tem uma boa visão de futuro, às vezes dou uma olhada na página de carreiras.
Ainda não cheguei a mudar de emprego dessa forma, haha
Muito obrigado pelas palavras. Como você costuma verificar as avaliações no JobPlanet? Mesmo tentando dividir por categorias, no máximo dá para classificar como "TI/computação", então fiquei com a impressão de que é difícil saber com precisão a situação dessa empresa — e ainda por cima do time para o qual eu me candidataria. Também tem informação demais.
Acho que também seria bom conversar com um headhunter, mas não sei como começar. De vez em quando recebo cold mails pelo LinkedIn... Existe algum critério para definir um bom headhunter? Pela sua experiência.
Embora eu não confie muito em avaliações, acho que elas são adequadas para filtrar empresas.
Claro, isso pode variar de time para time, mas costumo eliminar empresas com nota claramente baixa ou que tenham críticas sobre problemas da gestão.
O bom headhunter que já encontrei foi alguém que pensava junto comigo se o nosso perfil e valores combinariam ou não com determinada empresa.
Acho que um bom headhunter é aquele que, com franqueza, diz: "Esta empresa pode não ser uma boa combinação para você".
Muito obrigado pelas palavras atenciosas. Então as avaliações servem para checar a pior nota.
Obrigado também pelo comentário sobre os headhunters!
Uma empresa que vai bem -> uma empresa que você conhece bem
Faz 10 anos desde a última vez que eu "mudei de emprego", então já faz um tempo..
Incluindo empreender, passei por umas 10 empresas.
Acho que o que eu considerava importante foi mudando um pouco conforme os anos de carreira. Isso também tem a ver com o fato de que o nível das pessoas que você encontra ao mudar de emprego vai mudando.
Se for uma startup, dá para conversar com o fundador, mas em empresa grande isso pode ser difícil.
No começo da vida profissional, eu só olhava para o domínio de negócio e o salário. É uma área que pode despertar meu interesse? E paga bem?
Quando fui empreender, domínio e diversão eram importantes. O mais importante era: é uma área na qual eu consigo trabalhar com paixão?
Mas, depois de mais de 10 anos de carreira, na hora de decidir por uma empresa, o que passou a ser mais importante foi a visão da empresa.
No fim das contas, o que sobra é para onde aquela empresa está indo.
Na minha última mudança de emprego, 10 anos atrás, a visão mostrada pelo chefe com quem eu trabalharia foi tão excelente que até hoje eu me lembro muito bem dela.
Claro, também dá para dizer que isso é influenciado pela capacidade da liderança.
Provavelmente eu nunca mais vá "mudar de emprego" de novo.
Mas, se fosse fazê-lo, acho que daria importância a coisas assim. Se for possível, o melhor mesmo é conversar com o fundador.
Que tipo de visão o fundador tem
Se o fundador veio da engenharia ou tem entendimento suficiente de tecnologia
Se o fundador é uma pessoa interessante
Para conseguir fazer isso, acho difícil descobrir essas coisas pelos caminhos tradicionais de contratação..
Na minha opinião, buscar vagas por indicação de conhecidos ou por headhunter é melhor.
Depois de ser apresentado à oportunidade, é preciso levantar informações por todos os caminhos possíveis.
Vasculhar o site da empresa, ver como eles escrevem os anúncios de vaga, checar todas as notícias sobre a empresa e entrevistas com o CEO.
Também acho importante saber filtrar por conta própria as informações do JobPlanet/KreditJob/Blind.
Obrigado. Tive a impressão de que, à medida que sua experiência foi aumentando, você passou a enxergar um panorama mais "amplo". Eu também espero poder ter mais oportunidades de conversar diretamente com pessoas como o CEO e o CTO, mesmo que eu não chegue a me tornar fundador. Vou me esforçar para isso. Obrigado.
-- Priorizo o domínio de atuação. Mas isso para no nível de checar se é um domínio que eu prefiro evitar. Por exemplo, eu não tenho muito interesse em publicidade.
-- Vejo se é uma empresa da qual eu já ouvi falar. O que ouvi inclui boatos que circulam por aí e desabafos de funcionários que trabalham lá, e isso acaba formando uma imagem geral. Acho que é um hábito ruim.
-- Não verifico informações de salário. Na Coreia, isso não parece ter muito significado, porque a variação é grande demais...
-- Tenho vergonha de admitir, mas acho que acabo avaliando a empresa com base na imagem vaga que tenho dela.
-- No The VC, verifico as informações de investimento. Costumo filtrar empresas que estão em séries de investimento muito altas ou muito baixas.
-- Procuro não consultar o JobPlanet sempre que possível. Sempre existem tanto funcionários que falam bem quanto funcionários que falam mal, e, a menos que você leia tudo e faça uma estatística, é muito fácil acabar pendendo para um lado. Por outro lado, ver todos os reviews é pesado demais mentalmente.
-- Se houver vídeo de apresentação de recrutamento, eu uso como referência. Mas, como esses vídeos na maioria das vezes trazem informações que já dá para encontrar na internet ou falam coisas óbvias, acabo prestando mais atenção ao clima do chat (o nível de interesse das outras pessoas) ou à expressão dos funcionários que aparecem para explicar.
-- Eu ainda nunca troquei de emprego, então não sei muito bem haha..
-- Algumas empresas que conheci recentemente são tratadas como empresas muito boas mesmo sem receber investimento externo. E a maioria das pessoas nem sabe que elas existem. Meu maior interesse é como encontrar empresas assim e como ter o máximo possível de informações em mãos para fazer um julgamento adequado.
Ah, além disso, também acho importante "quanto dinheiro o CEO tem". Mas normalmente não existe uma boa maneira de verificar isso.
Posso perguntar o que exatamente significa o CEO ter muito dinheiro? Fico curioso se isso quer dizer que o patrimônio pessoal do CEO é grande e se isso deve ser visto como um fator positivo ou negativo.
Eu considero isso um indicador superficial de "se a empresa consegue aguentar a curva J até certo ponto com capital próprio, mesmo sem receber investimento".
Uma empresa em que trabalhei no passado estava bem no começo e, embora desenvolvesse seu próprio serviço, ao mesmo tempo também fazia projetos terceirizados porque não conseguia pagar os salários dos funcionários de imediato. Em termos bem diretos, era uma empresa de SI.
Pensando bem agora que estou falando disso, acho que, a menos que seja uma startup em estágio extremamente inicial, isso não é um indicador tão importante.
Muito obrigado pelas duas ótimas respostas! :)
Na verdade, acho que o dinheiro do CEO pode ser percebido de formas diferentes dependendo do perfil dele.
Tem casos em que, por ter muito dinheiro, a pessoa consegue focar só nesse trabalho sem se preocupar com o resto; e também tem casos em que, por estar cuidando de outras coisas, acaba não dando atenção ao trabalho.
Também pode ser que, por não ter dinheiro, a empresa não consiga durar muito tempo; ou então que a pessoa trabalhe de forma ainda mais insana.
Claro, se fosse para escolher entre os dois, eu escolheria o lado com mais dinheiro, mas...