- Depois de fracassar na tentativa de avançar com o Chat Control 2.0 para obter acesso a dados com criptografia de ponta a ponta, a Comissão Europeia está preparando uma nova iniciativa, o plano ‘Going Dark’ (ProtectEU), até o verão de 2026
- O objetivo desse plano é permitir que autoridades de aplicação da lei tenham ‘acesso legal’ a dados criptografados, e alguns Estados-membros querem que isso inclua até serviços de VPN
- Em um ‘Presidency outcome paper’ separado, os Estados-membros também discutem regras de retenção de metadados, buscando um escopo amplo de retenção de dados que inclui sites visitados, interlocutores de comunicação e frequência
- A Mullvad VPN se opõe ao Chat Control 2.0 há três anos e declara que jamais fará vigilância de clientes, mesmo que VPNs sejam incluídas
- A discussão surge como um ponto central sobre os limites da proteção legal à privacidade digital e à criptografia na Europa
O fracasso do Chat Control 2.0 e a nova tentativa ‘Going Dark’
- A Comissão Europeia foi derrotada em sua tentativa de avançar com o Chat Control 2.0 para garantir acesso a dados com criptografia de ponta a ponta
- A Mullvad VPN descreveu isso como “a Comissão Europeia perdeu a batalha do Chat Control 2.0”
- A Comissão pretende levar adiante, até o verão de 2026, um novo plano chamado ‘Going Dark’ ou ‘ProtectEU’
- O objetivo é “permitir que autoridades de aplicação da lei tenham acesso legal a dados criptografados”
- A Mullvad VPN define isso como uma “tentativa de Chat Control 3.0”
Possível inclusão de VPNs e discussão sobre retenção de dados
- Alguns Estados-membros da UE manifestaram a intenção de incluir serviços de VPN no escopo da regulação
- O novo ‘Presidency outcome paper’ discute uma revisão das regras de retenção de dados (data retention)
- O que deve ser retido inclui metadados como sites visitados, com quem a pessoa se comunica, momento e frequência
- Segundo o documento, o objetivo é ter “o escopo de aplicação mais amplo possível”
A posição da Mullvad VPN
- A Mullvad VPN manteve, nos últimos três anos, uma campanha contínua de oposição ao Chat Control 2.0
- A empresa manteve sua posição contrária mesmo que essa legislação pudesse beneficiar seu negócio
- A empresa afirma explicitamente que nunca fará vigilância de clientes, mesmo que a lei Going Dark seja aprovada
- “Incluam ou não as VPNs, vamos lutar com todas as nossas forças contra o Going Dark”, afirmou
Reação da comunidade no Mastodon
- Vários usuários expressaram cansaço e críticas às repetidas tentativas de vigilância da UE
- Surgiu uma reação sarcástica: “Em 2030 vamos ter que lutar contra o Chat Control 8.0?”
- Também houve críticas como: “Dizer que será legalmente acessível significa que hoje isso é ilegal”
- Alguns mencionaram a tendência de centralização da UE e o risco de violação das liberdades individuais
- Entre as opiniões, apareceu a ideia de que “só uma descentralização extrema pode deter esse tipo de distorção”
Continuação do debate sobre privacidade e criptografia
- Em vários comentários, houve preocupação com o aumento da vigilância governamental e as tentativas de enfraquecer a criptografia
- Surgiram críticas como: “O governo teme mais a liberdade do povo do que o próprio povo” e “exigem o impossível sem entender a matemática da criptografia”
- A Mullvad VPN mantém a proteção da privacidade como valor central e destaca uma estrutura que não rastreia a identidade dos clientes, mesmo sob pressão legal
- A discussão é vista como um tema que pode ter grande impacto sobre a direção futura dos direitos digitais, da criptografia e das políticas de retenção de dados na UE
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