1 pontos por GN⁺ 2025-06-16 | 1 comentários | Compartilhar no WhatsApp
  • Canyon.mid é um arquivo de música MIDI familiar para quem teve experiência com o Windows nos anos 1990
  • Essa faixa foi amplamente usada como música padrão para testes e demonstrações na era do Windows 3.x
  • Aproveitando o padrão MIDI, ela permitia experimentar sons de vários instrumentos com um tamanho de arquivo muito pequeno
  • Com uma melodia simples, mas marcante, é uma faixa icônica que representa o som legado dos PCs
  • Por causa da nostalgia e da tendência retrô, ela vem recebendo atenção novamente entre desenvolvedores e criadores nos últimos tempos

Visão geral da faixa Canyon.mid

  • Canyon.mid é um dos principais arquivos de música MIDI fornecidos por padrão no sistema operacional Windows em meados dos anos 1990
  • A faixa era usada principalmente no Windows Media Player, em testes de MIDI e para verificar o funcionamento de drivers de áudio de hardware
  • Como é um arquivo MIDI, ele não armazena dados de áudio em si, mas apenas informações de execução (notas, volume, instrumentos etc.), o que faz com que o tamanho do arquivo seja muito pequeno e permita reprodução em diferentes placas de som

Características técnicas e significado de época

  • O formato MIDI é um padrão de sinal usado para que instrumentos eletrônicos ou computadores controlem música e efeitos
  • Canyon.mid permitia experimentar os recursos multimídia do PC com Windows por meio de uma melodia e ritmo que misturam vários instrumentos de forma harmoniosa
  • Como o timbre varia de acordo com cada PC ou placa de som, mesmo a mesma faixa podia oferecer experiências de áudio diferentes para cada usuário

Simbolismo e impacto

  • Sua estrutura simples e melodia clara e animada permaneceram na memória de muitas pessoas
  • Ela voltou a chamar atenção recentemente em comunidades de desenvolvedores e músicos que apreciam o estilo retrô
  • O arquivo MIDI original é compartilhado sob licenças como Creative Commons, podendo ser apreciado livremente ou usado como material para reinterpretação

Valor na perspectiva de desenvolvedores e criadores

  • Tem grande utilidade para prática de análise e conversão de arquivos MIDI
  • É usada em testes de integração com DAWs modernas e sintetizadores, além de experimentos criativos de retrabalho de samples
  • Atua como um elo de ligação entre as primeiras experiências de mídia no PC e as tecnologias de áudio da nova geração

1 comentários

 
GN⁺ 2025-06-16
Comentários no Hacker News
  • Ao ver um vídeo no YouTube sobre um "computador em estilo retrô", acabei pesquisando sobre o Tandy 1000 RSX. Achei estranho que esse computador levasse o nome Tandy 1000 e ainda assim suportasse gráficos VGA de 16 cores. De fato, o Tandy 1000 RSX foi o último modelo, lançado em 1991, e já vinha com Super VGA em vez dos "gráficos Tandy" originados no IBM PCjr. Ele não trazia Adlib nem Sound Blaster integrados por padrão, mas tinha um slot ISA que permitia instalar uma placa de som compatível. O processador, diferente dos Tandy 1000 anteriores, era um 386, e a configuração de RAM era de 1 MB
    • Usar VGA no Tandy 1000 não era algo tão raro. A maioria dos modelos iniciais com slot ISA aceitava uma placa VGA. Não havia problema no hardware; bastava o software oferecer suporte. Lembro que a revista PCM da Tandy fazia análises e trazia informações sobre várias placas VGA. Também me recordo de ter visto uma versão do DeskMate com suporte a resoluções VGA mais tarde
  • Lembro das músicas que vinham no Sound Blaster. Recomendo esta aqui como exemplo. Comparado aos bipes iniciais do alto-falante do PC, parecia mesmo a passagem de uma TV em preto e branco para uma TV colorida. Naquela época, esse tipo de salto tecnológico fazia parte do cotidiano
  • Fico pensando por que acabamos com todo aquele belo minimalismo. Já era possível ter jogos, entretenimento e produtividade suficientes só com os computadores antigos. Mas a noção do que é "suficiente" continua subindo, e dá a sensação de que estamos sempre correndo atrás de alguma coisa, como um animal perseguindo uma cenoura
    • Na verdade, essa questão parece ter mais a ver com a natureza e o gosto humanos do que com a evolução dos computadores. Todo mundo tende a achar que a época da própria juventude foi o auge da música, do cinema, da cultura, dos esportes, de tudo. Seja nos anos 1950 ou nos anos 1990
    • Dizem que "já havia jogos suficientes", mas será mesmo? Eu jogava nos anos 90 e jogo agora também, mas hoje é muito mais divertido, e estou bem animado com as novas mudanças que ainda vão chegar (ex: gta6)
    • Objetivamente, os computadores dos anos 90 mal conseguiam gerenciar até mesmo a quantidade de informação que interessaria a uma única pessoa. Hoje temos a possibilidade de lidar com informações no nível de comunidades, países e do mundo inteiro. Vejo com bons olhos a possibilidade de evolução do software sobre hardware e sistemas operacionais mais poderosos
    • Há quem queira minimalismo, mas também vi comentários dizendo que um sistema operacional experimental pode ser ignorado se não tiver uma UI moderna. No fim, parece uma escolha nada fácil
    • Acho que o minimalismo desapareceu por causa da competição nos negócios. Minimalismo não é um "ponto de venda". À medida que concorrentes adicionam mais desempenho e recursos, o mercado se expande, e os usuários acabam sendo empurrados para produtos cada vez maiores. Produtos minimalistas vão desaparecendo aos poucos ou deixam de poder ser usados por não serem compatíveis com o ecossistema
  • Antigamente eu não tinha placa de som, então jogava todos os jogos só no alto-falante do PC (principalmente os jogos da LucasArts). Para mim, as músicas em versão MIDI parecem sem graça demais. Falta aquela "força elétrica bruta" característica do alto-falante, pela qual tive carinho durante anos
    • Ainda lembro claramente do som do tema de Monkey Island saindo do alto-falante do PC. Gosto muito mais dele do que da versão MIDI. O tempo realmente passou voando
    • A forma como você expressou isso foi muito boa. Acho que talvez você também goste de música chiptune. Dá para ouvir exemplos na Wikipédia (chiptune)
    • Fico curioso sobre qual é exatamente a diferença entre o alto-falante do PC e o MIDI. E por que hoje já não é mais necessário um equipamento MIDI para produzir um som "correto"
  • (Original) O arquivo MIDI tem 33 KB, e o vídeo (3,4 MB) é só cerca de 100 vezes maior, o que me surpreende um pouco
    • Se você quiser reproduzir MIDI com um som consistente entre diferentes dispositivos, isso não é nada fácil. Aquele timbre característico só era possível porque a Microsoft licenciou o GS Wavetable da Roland. Sem isso, perde-se a informação daquele timbre específico
    • Como a tela é quase estática, no fim das contas quase tudo ali é áudio em arquivo ou texto. Então o vídeo em si praticamente não tem dados
  • Compartilharam o link de uma entrevista com George Stone, compositor de Canyon.mid
  • Espero que nunca desativem os controles no player de vídeo. Esqueci de baixar o volume e dei play no vídeo do YouTube, então acabei ouvindo o som no volume máximo
    • Em YT/Winamp etc., se o volume não estiver em 100%, o processo vira: 1) gerar o sinal de áudio 2) reduzir o volume durante a quantização do sinal (com perda de informação) 3) amplificar o sinal de novo depois (sem recuperar a informação perdida), causando degradação desnecessária da qualidade de áudio. Se você baixar o volume para 1% e depois amplificar 100 vezes, o efeito fica ainda pior. Não há motivo para fazer isso
    • No Firefox no Linux, clicar pausa o vídeo. Não há controle algum no player, mas clicar em qualquer lugar do vídeo inteiro para reproduzir/pausar é um comportamento padronizado na maioria dos players de vídeo
  • Sinto falta de quando tudo era mais simples, mais lento, mais manual, às vezes mais inconveniente e mais cheio de bugs, mas também mais criativo e personalizável. Sei que chegamos até aqui graças ao acúmulo dessas mudanças, mas ainda assim é uma nostalgia pura e simples. São boas lembranças
  • Se você gosta desse clima, também recomendo algumas faixas de demonstração que fiz para teclados e módulos de sintetizador antigos
  • Acho curioso como antigamente os media players simplesmente reproduziam arquivos dump de MIDI. Talvez por eu usar Linux há muito tempo, hoje parece até mais confuso: em vez de tocar um arquivo MIDI imediatamente, você precisa passar por escolhas de soundfont, softsynth, instalar player separado e fazer configurações complicadas. Eu queria que um player como o mpv simplesmente escolhesse um softsynth padrão e reproduzisse na hora. Hoje em dia até definir um soundfont é difícil, e nem mesmo navegação/seek livre funciona tão bem
    Observação: lista de soundfonts
    • Exato. Antes da era do mp3, compartilhar arquivos MIDI e MOD era algo comum. Era uma atmosfera bem própria daquela época