Regras de Discworld
- LOTR e os tecnólogos: 'O Senhor dos Anéis' é uma ótima história, mas para tecnólogos é visto como uma metáfora equivocada sobre sociedade e tecnologia. A história trata de um mundo em decadência no qual escolhidos lutam contra um senhor das trevas.
- A superioridade de Discworld: 'Discworld', de Terry Pratchett, é muito superior como metáfora para tecnologia e sociedade. Discworld estimula a curiosidade técnica e incentiva várias formas alternativas de pensar.
Roundworld e Discworld
- Características de Discworld: Discworld é um mundo oposto a 'O Senhor dos Anéis', baseado em ironia e regras científicas. Discworld é uma história sobre regras estranhas, com magos, dragões, elfos e outros elementos, mas tudo isso é satírico.
- A ciência de Discworld: Discworld explora elementos científicos por meio de uma metassérie chamada 'Science of Discworld'.
As regras de Discworld
- As histórias de Discworld: Discworld satiriza histórias sobre escolhidos e trata de pessoas comuns cooperando para resolver problemas. As principais séries incluem Unseen University, City Watch, Witches e os romances de Death.
- Vetinari e as guildas: Vetinari, governante de Ankh-Morpork, ajusta o poder com sutileza e mantém o equilíbrio entre as guildas. Ele é o anti-escolhido de Discworld e só intervém na medida em que o sistema siga na direção desejada.
Os deuses e os monges de Discworld
- Os deuses de Discworld: Há deuses em Discworld, mas a maioria está praticamente aposentada, então Discworld é de fato um universo ateu. A existência dos deuses é determinada pela crença, e Discworld não fica presa aos planos deles.
- Os monges do tempo: Os monges do tempo mantêm a história livre e impedem os auditores da realidade.
Elfos e narrativium
- A natureza dos elfos: Os elfos de Discworld são parasitários e encantadores, mas não têm imaginação e apreciam o sofrimento humano. Eles são entidades anti-narrativas que destroem a narrativa.
- O papel do narrativium: O narrativium é o elemento mais comum de Discworld e, por meio da ironia narrativa, torna a história de Discworld satisfatória.
O objetivo de Discworld
- Evolução e desenvolvimento: Discworld se afasta do passado por meio da inovação tecnológica e busca um jogo infinito. Isso permite que todos continuem jogando de maneiras cada vez melhores.
- A importância do narrativium: O narrativium permite que Discworld escolha diversos futuros alternativos e impede que a realidade seja capturada pelos escolhidos.
Um mundo especial
- A singularidade de Discworld: Discworld é um mundo escolhido, com tendência a evoluir rumo a maior poder gerador e complexidade. Essa é a razão pela qual Discworld pode se tornar um mundo gentil.
- Comparação com Roundworld: Diferentemente de Discworld, Roundworld não tem um objetivo específico, e sua história frequentemente é insatisfatória e pode ser facilmente destruída pelos elfos.
3 comentários
Antes de tudo, seria bom explicar qual é o grande tema ou contexto deste texto... se é uma metáfora, uma epopeia de verdade... ou uma crítica indireta...
Ah, então parece que era tipo um universo ficcional mesmo. Achei que fosse algum artigo de tecnologia.
Comentários no Hacker News
Apesar de este autor ter muitas ideias interessantes, parece ter deixado passar o tema central de "O Senhor dos Anéis". Os protagonistas da história são pessoas fracas e quase desconhecidas, e suas escolhas desempenham um papel importante em salvar o mundo. Os hobbits não buscavam grandeza nem destino; apenas seguiram o único caminho que podiam escolher.
Quanto mais a sério se leva "Discworld", mais inteligente se fica sobre o "Roundworld". Terry Pratchett tinha receio de que suas obras fossem recebidas como conselhos de vida. Ele tinha um humor tipicamente britânico e esperava que sua obra não fosse levada a sério.
Aplicar ao mundo real as regras de "O Senhor dos Anéis" pode piorar o mundo. Mas "O Senhor dos Anéis" é, na verdade, uma história mais sobre emoções do que sobre fatos. É sobre amizade, lealdade, esperança e sobre valorizar as coisas boas do mundo.
Menciona-se o problema do "escolhido" na cultura popular. "Star Wars" e o universo Marvel são casos extremos da cultura do "escolhido". Essas histórias levam as pessoas a procurar líderes especiais.
Não vou comparar "Discworld" e "Middle Earth". Hoje, vou criar regras para avaliar os dois livros e ver o que isso alcançou.
Adorei a descrição de Ankh-Morpork feita por Terry Pratchett. É uma cidade caótica e disfuncional, mas acabamos amando a cidade. As descrições de Mordor e do Condado por Tolkien vieram de suas experiências pessoais.
Espero que a obra não seja prejudicada pelas pessoas que fazem mau uso de "O Senhor dos Anéis". Estou lendo o segundo livro de "Discworld", e seu absurdo parece um antídoto para muitas coisas.
Tolkien disse para se ter cautela com interpretações alegóricas. Ele recebeu críticas de cristãos, mas as descartou com leveza. Esses pontos são tratados em sua biografia.
Falta menção a Pratchett como artista do diálogo em "Discworld". Dá para abrir seus livros em qualquer página e sentir prazer só de ouvir as conversas dos personagens.
Amo tanto "Discworld" quanto "O Senhor dos Anéis". Não é preciso escolher um dos dois. É melhor amar os dois. A série "Tiffany Aching" mostra bem os conceitos morais de Pratchett.