1 pontos por GN⁺ 2025-03-10 | 3 comentários | Compartilhar no WhatsApp

Regras de Discworld

  • LOTR e os tecnólogos: 'O Senhor dos Anéis' é uma ótima história, mas para tecnólogos é visto como uma metáfora equivocada sobre sociedade e tecnologia. A história trata de um mundo em decadência no qual escolhidos lutam contra um senhor das trevas.
  • A superioridade de Discworld: 'Discworld', de Terry Pratchett, é muito superior como metáfora para tecnologia e sociedade. Discworld estimula a curiosidade técnica e incentiva várias formas alternativas de pensar.

Roundworld e Discworld

  • Características de Discworld: Discworld é um mundo oposto a 'O Senhor dos Anéis', baseado em ironia e regras científicas. Discworld é uma história sobre regras estranhas, com magos, dragões, elfos e outros elementos, mas tudo isso é satírico.
  • A ciência de Discworld: Discworld explora elementos científicos por meio de uma metassérie chamada 'Science of Discworld'.

As regras de Discworld

  • As histórias de Discworld: Discworld satiriza histórias sobre escolhidos e trata de pessoas comuns cooperando para resolver problemas. As principais séries incluem Unseen University, City Watch, Witches e os romances de Death.
  • Vetinari e as guildas: Vetinari, governante de Ankh-Morpork, ajusta o poder com sutileza e mantém o equilíbrio entre as guildas. Ele é o anti-escolhido de Discworld e só intervém na medida em que o sistema siga na direção desejada.

Os deuses e os monges de Discworld

  • Os deuses de Discworld: Há deuses em Discworld, mas a maioria está praticamente aposentada, então Discworld é de fato um universo ateu. A existência dos deuses é determinada pela crença, e Discworld não fica presa aos planos deles.
  • Os monges do tempo: Os monges do tempo mantêm a história livre e impedem os auditores da realidade.

Elfos e narrativium

  • A natureza dos elfos: Os elfos de Discworld são parasitários e encantadores, mas não têm imaginação e apreciam o sofrimento humano. Eles são entidades anti-narrativas que destroem a narrativa.
  • O papel do narrativium: O narrativium é o elemento mais comum de Discworld e, por meio da ironia narrativa, torna a história de Discworld satisfatória.

O objetivo de Discworld

  • Evolução e desenvolvimento: Discworld se afasta do passado por meio da inovação tecnológica e busca um jogo infinito. Isso permite que todos continuem jogando de maneiras cada vez melhores.
  • A importância do narrativium: O narrativium permite que Discworld escolha diversos futuros alternativos e impede que a realidade seja capturada pelos escolhidos.

Um mundo especial

  • A singularidade de Discworld: Discworld é um mundo escolhido, com tendência a evoluir rumo a maior poder gerador e complexidade. Essa é a razão pela qual Discworld pode se tornar um mundo gentil.
  • Comparação com Roundworld: Diferentemente de Discworld, Roundworld não tem um objetivo específico, e sua história frequentemente é insatisfatória e pode ser facilmente destruída pelos elfos.

3 comentários

 
ng0301 2025-03-11

Antes de tudo, seria bom explicar qual é o grande tema ou contexto deste texto... se é uma metáfora, uma epopeia de verdade... ou uma crítica indireta...

 
ng0301 2025-03-11

Ah, então parece que era tipo um universo ficcional mesmo. Achei que fosse algum artigo de tecnologia.

 
GN⁺ 2025-03-10
Comentários no Hacker News
  • Apesar de este autor ter muitas ideias interessantes, parece ter deixado passar o tema central de "O Senhor dos Anéis". Os protagonistas da história são pessoas fracas e quase desconhecidas, e suas escolhas desempenham um papel importante em salvar o mundo. Os hobbits não buscavam grandeza nem destino; apenas seguiram o único caminho que podiam escolher.

  • Quanto mais a sério se leva "Discworld", mais inteligente se fica sobre o "Roundworld". Terry Pratchett tinha receio de que suas obras fossem recebidas como conselhos de vida. Ele tinha um humor tipicamente britânico e esperava que sua obra não fosse levada a sério.

  • Aplicar ao mundo real as regras de "O Senhor dos Anéis" pode piorar o mundo. Mas "O Senhor dos Anéis" é, na verdade, uma história mais sobre emoções do que sobre fatos. É sobre amizade, lealdade, esperança e sobre valorizar as coisas boas do mundo.

  • Menciona-se o problema do "escolhido" na cultura popular. "Star Wars" e o universo Marvel são casos extremos da cultura do "escolhido". Essas histórias levam as pessoas a procurar líderes especiais.

  • Não vou comparar "Discworld" e "Middle Earth". Hoje, vou criar regras para avaliar os dois livros e ver o que isso alcançou.

  • Adorei a descrição de Ankh-Morpork feita por Terry Pratchett. É uma cidade caótica e disfuncional, mas acabamos amando a cidade. As descrições de Mordor e do Condado por Tolkien vieram de suas experiências pessoais.

  • Espero que a obra não seja prejudicada pelas pessoas que fazem mau uso de "O Senhor dos Anéis". Estou lendo o segundo livro de "Discworld", e seu absurdo parece um antídoto para muitas coisas.

  • Tolkien disse para se ter cautela com interpretações alegóricas. Ele recebeu críticas de cristãos, mas as descartou com leveza. Esses pontos são tratados em sua biografia.

  • Falta menção a Pratchett como artista do diálogo em "Discworld". Dá para abrir seus livros em qualquer página e sentir prazer só de ouvir as conversas dos personagens.

  • Amo tanto "Discworld" quanto "O Senhor dos Anéis". Não é preciso escolher um dos dois. É melhor amar os dois. A série "Tiffany Aching" mostra bem os conceitos morais de Pratchett.