2 pontos por GN⁺ 2024-11-17 | 1 comentários | Compartilhar no WhatsApp
  • Os problemas dos testes de programação irreais

    • Está aumentando a tendência de exigir tarefas de programação irreais em entrevistas técnicas.
    • Essas tarefas não têm relação com o trabalho real e não refletem situações de um ambiente de trabalho onde colaboração e apoio são o padrão.
    • Por exemplo, depurar uma base de código antiga sem documentação quase nunca acontece no trabalho.
  • O desperdício de tempo oculto

    • As empresas ignoram o tempo extra que os candidatos investem nessas tarefas.
    • Os candidatos gastam muito tempo pesquisando a empresa, aprendendo os requisitos da vaga e concluindo o projeto.
    • Uma tarefa de "4 horas" pode facilmente virar 8, 10 horas ou mais, o que se torna um grande peso para desenvolvedores que conciliam trabalho e vida pessoal.
  • O mito da flexibilidade

    • Muitas empresas afirmam que esses testes são necessários para avaliar a "adaptabilidade".
    • No entanto, isso é uma exigência irreal, como pedir a um desenvolvedor Ruby para depurar PHP.
    • Adaptabilidade é importante, mas o valor de um candidato não deve ser medido por sua capacidade de enfrentar desafios sem relação com a vaga.
  • Demonstração de poder da empresa ou avaliação?

    • Algumas empresas tendem a usar esses testes para ostentar um padrão "de elite".
    • Isso se baseia em uma mentalidade exagerada de "top 1%", que na prática é uma forma inadequada de avaliação.
    • Essa abordagem exclui candidatos competentes que não se adaptam bem a situações artificiais e de alta pressão.
  • A necessidade de um choque de realidade

    • As empresas precisam reconhecer que essas práticas de entrevista estão erradas.
    • Elas devem testar as habilidades necessárias para a função, sem exigir um bootcamp de programação irreal.
    • O processo de contratação deve focar resolução de problemas, colaboração e crescimento em áreas relevantes.
    • Expectativas irreais não atraem os melhores talentos; ao contrário, cansam e desanimam.
    • Se as empresas querem desenvolvedores adaptáveis, devem focar na capacidade de aprendizado de longo prazo.
    • Eliminar essas tarefas irreais e concentrar-se no que realmente importa pode ajudar a criar uma cultura tecnológica melhor e mais inclusiva.

1 comentários

 
GN⁺ 2024-11-17
Opiniões do Hacker News
  • Um desenvolvedor menciona que frequentemente precisa depurar e manter uma base de código antiga em C++ com quase nenhuma documentação

    • Descreve a situação de trabalhar sozinho, sem equipe, em uma pequena empresa que atende milhares de usuários
    • Em alguns casos, é preciso recuperar patches antigos ou reescrever o código
  • Concorda com a ideia de que é importante testar a capacidade de resolver problemas em entrevistas

    • Acha excessivo exigir algoritmos de grafos de um desenvolvedor web júnior
    • Para desenvolvedores sêniores ou arquitetos, considera necessário um entendimento mais profundo
  • Compartilha a experiência da parceira de um amigo, que praticou problemas de LeetCode ao se preparar para entrevistas em uma grande empresa de tecnologia

    • Menciona que a parte de design de sistemas foi a mais difícil
    • Critica entrevistas de design de sistemas por parecerem seguir um roteiro
  • Compartilha a experiência de conduzir um processo seletivo para uma vaga de engenheiro sênior em uma pequena startup

    • Explica que permitiu aos candidatos escolher entre vários métodos de entrevista, e a maioria escolheu testes take-home
  • Compartilha a opinião de que depurar uma base de código antiga sem documentação é algo comum

    • Considera que depurar uma aplicação PHP é uma boa forma de testar flexibilidade
  • Afirma que entrevistas de programação são a melhor forma de selecionar candidatos adequados para cargos de desenvolvimento de software

    • Alerta que pessoas sem habilidades básicas de programação farão a empresa buscar outros candidatos
  • Menciona que lida diariamente com a experiência de depurar uma base de código com pouca documentação

    • Explica que metade da equipe foi demitida ou saiu da empresa
  • Compartilha uma experiência ruim em uma empresa que não aplicava testes de programação

    • Explica que teve de dar suporte a colegas que não conseguiam realizar tarefas básicas em uma equipe que lidava com várias stacks de tecnologia
  • Argumenta que, em cargos que exigem uma tecnologia específica, essa tecnologia deve ser testada

    • Alerta que criticar práticas de contratação sem entendê-las é contraproducente
  • Explica que tarefas take-home podem levar mais tempo, o que pode gerar risco moral

    • Aponta que tarefas demoradas favorecem pessoas com mais tempo livre