Entrevista com minha mãe, programadora COBOL de mainframe
- Minha mãe trabalha em um dos maiores bancos da UE desde antes de eu nascer.
- O mundo da programação bancária é completamente diferente daquele com o qual a maioria das pessoas está acostumada.
- Se minha mãe e a equipe dela parassem de trabalhar, o banco quebraria em poucas semanas.
1991
- Minha mãe começou o treinamento interno no Nordbanken (hoje Nordea).
- Fez vários testes e passou em testes de QI, avaliações psicológicas e testes de multitarefa.
- Começou como programadora COBOL de mainframe IBM e, 25 anos depois, ainda exerce a mesma função no mesmo banco.
COBOL
- COBOL não é uma linguagem de programação elegante como a funcional Haskell ou a concorrente Golang.
- COBOL é uma linguagem imperativa e procedural, e é orientada a objetos desde 2002.
- No contexto da programação para mainframe, quase não há gente que conheça COBOL.
Banco de dados
- O banco de dados principal se chama IMS, um banco de dados hierárquico criado pela IBM para o programa Apollo.
- Há tentativas de migração para DB2, mas esse é um trabalho que levará anos.
- O banco de dados DB2 atualmente armazena cerca de 10 TB de dados.
Batch
- Cerca de 80% do sistema é composto por jobs batch.
- Os jobs batch são executados em horários ou intervalos específicos, processando dados ou enviando dados para outros bancos/instituições.
Problemas que os bancos enfrentam
- Bancos que usam mainframes têm muitos problemas com os quais precisam lidar.
- Os programadores estão envelhecendo, e novos funcionários levam de 2 a 3 anos até conseguirem trabalhar de forma independente.
- Existem programas com décadas de existência, e ninguém sabe o que eles fazem.
Palavras finais
- É muito interessante pensar quais novas tecnologias o Nordea e outros bancos vão adotar nos próximos anos.
Perguntas e respostas
- Por que escolheu programação COBOL em mainframe IBM? Porque queria trabalhar com computadores.
- Qual foi a pior coisa que aconteceu durante um dia de trabalho? Um colega esqueceu um ponto em um módulo importante do sistema, e o banco ficou fora do ar por 16 horas.
- Como será o futuro dos bancos? Eles reconhecem que precisam substituir os mainframes por algo moderno.
- Quais desafios você enfrentou como mulher programadora nos anos 90? Nenhum problema.
- Trabalhar mais de 20 anos com a mesma base de código fica entediante? Construir sistemas novos sempre foi divertido.
- Escrever código para bancos dá medo? Muito medo, mas o ambiente de testes é sólido, então na maior parte do tempo tudo corre bem.
- Você já cometeu algum grande erro para o banco? Em 1997, cometi um erro que permitia sacar dinheiro ilegalmente de contas de poupança para aposentadoria.
- Como é o ambiente de trabalho? Saíram de mesas individuais para um espaço aberto, e ela odeia muito isso.
Opinião do GN⁺
- Mainframes e a linguagem COBOL ainda desempenham um papel importante no setor financeiro, e a especialização nessa tecnologia é muito valiosa.
- A complexidade dos sistemas bancários e a dependência de tecnologias antigas dificultam a transição para sistemas novos, o que é um grande desafio.
- Esta entrevista mostra que, em comparação com o rápido avanço da tecnologia, alguns setores ainda usam tecnologias antigas, criando um contraste interessante.
1 comentários
Comentários do Hacker News
O mundo da programação bancária é bem diferente do que a maioria dos desenvolvedores conhece.
Compartilha a experiência de trabalhar como consultor de integração de sistemas na área de serviços financeiros, com integração a sistemas bancários centrais.
Compartilha uma história familiar pessoal sobre a história da programação.
Os programadores de COBOL desempenham um papel importante para manter os bancos funcionando, e se todos parassem de repente isso poderia ter um grande impacto nos bancos e na economia.
Compartilha experiência de trabalho no departamento de TI de uma seguradora.
Compartilha uma opinião pessoal sobre o ambiente de trabalho.
Compartilha uma história sobre a avó, que fazia cálculos de órbita de satélites na União Soviética.
Compartilha uma experiência sobre como programadoras tiveram um papel importante na manutenção do COBOL.
COBOL não é uma linguagem "descolada", mas os mainframes já são antigos o bastante para serem considerados "retro cool", e a maioria deles pode rodar Linux como opção.