- A Cellebrite, empresa que fornece tecnologia de hacking de celulares, pediu às agências de aplicação da lei que mantivessem em sigilo o uso da sua tecnologia
- Essa tecnologia é usada por polícias e órgãos governamentais do mundo todo para desbloquear celulares e acessar os dados internos
- Especialistas em direito expressaram preocupação com esse sigilo, dizendo que o uso de uma tecnologia tão poderosa deve ser divulgado e submetido a escrutínio
- Em um vídeo de treinamento vazado para clientes das forças de segurança, um alto funcionário da Cellebrite foi visto aconselhando os clientes a manterem o mais secreto possível o método de extração de dados
- Especialistas jurídicos afirmam que esse sigilo pode prejudicar os direitos dos réus e do público, e que a transparência é necessária para que juízes aprovem buscas ou o uso de determinados dados e evidências
- A Cellebrite afirma que divulgar o uso da tecnologia pode ajudar criminosos e dificultar o trabalho das forças de segurança
- A empresa enfatiza que está comprometida em apoiar uma atuação policial ética e que não orienta clientes a agir contra quaisquer leis, exigências legais ou padrões forenses
- A Electronic Frontier Foundation criticou a Cellebrite, afirmando que a empresa está criando um mundo em que países autoritários, grupos criminosos e mercenários cibernéticos podem explorar dispositivos vulneráveis
- Este não é o primeiro caso em que a empresa pede aos clientes que mantenham sua tecnologia em segredo; a contratada do governo Harris Corporation já havia solicitado anteriormente que agências de aplicação da lei assinassem acordos de confidencialidade para usar os
stingrays, ferramentas de vigilância de celulares
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