- O cheiro único dos livros antigos existe porque, à medida que envelhecem e se deterioram, liberam compostos orgânicos voláteis (VOCs).
- Os livros modernos têm um aroma diferente devido às mudanças no processo de fabricação.
- O papel dos livros é feito de fibras de celulose unidas por lignina, e a tinta e a encadernação acrescentam outros compostos orgânicos.
- Com o passar do tempo, luz, calor e umidade decompõem o papel e esses compostos, liberando VOCs que evaporam para o ar.
- O processo de fabricação também influencia os VOCs que um livro libera à medida que envelhece.
- O aroma de amêndoa dos livros antigos vem do benzaldeído presente no papel, enquanto o doce cheiro de baunilha se deve à vanilina.
- O etilbenzeno, usado em tintas e pinturas, produz um cheiro adocicado de plástico, enquanto o 2-etilhexanol, encontrado em solventes e fragrâncias, acrescenta um leve aroma floral.
- Livros novos liberam VOCs diferentes por usarem substâncias químicas modernas, como hidroperóxido e dímero de ceteno alquilado.
- Cientistas podem analisar os VOCs de livros antigos para determinar sua idade, estado e história.
- A análise de VOCs permite identificar se um livro veio de uma gráfica primitiva ou de uma gráfica do fim do século XIX, além de revelar a decomposição dos compostos e a necessidade de preservação.
- Bibliotecários e historiadores usam a análise de VOCs para estudar coleções e associar livros órfãos às suas bibliotecas de origem com base em impressões digitais químicas.
- O cheiro de livros antigos pode oferecer pistas sobre a origem e os segredos de um livro ao longo de décadas ou até séculos.
- Os VOCs também podem servir como indicadores de exposição à fumaça, danos causados por enchentes ou outros fatores de envelhecimento.
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