Uma curta história para engenheiros — O dinheiro foi bem gasto?
(userweb.cs.txstate.edu)Quero apresentar um texto que me impressionou bastante. Abaixo está a tradução completa, e como o texto não é tão longo, dá para ler rapidinho.
Uma curta história para engenheiros.
Mas você não precisa ser engenheiro para apreciar esta história.
Houve um problema em uma fábrica de creme dental: por causa do método de produção da linha, caixas vazias estavam sendo enviadas sem o tubo dentro. Quem já teve experiência projetando linhas de produção sabe como é difícil acertar o timing com precisão a ponto de cada unidade ficar 100% perfeita. O que precisava ser ajustado agora era distribuir de forma inteligente as inspeções de garantia de qualidade por toda a linha de produção — inspeções que não podem ser controladas de maneira economicamente eficiente — para que os clientes do supermercado não ficassem decepcionados e comprassem outro produto no lugar.
O CEO da fábrica de creme dental entendeu a importância disso e reuniu os principais executivos da empresa. Como o departamento de engenharia já havia sido reduzido demais, decidiram contratar uma empresa de engenharia externa para resolver o problema das caixas vazias. O projeto seguiu o processo de sempre: orçamento e patrocinador do projeto definidos, RFP (pedido de proposta), seleção de 3 finalistas e, 6 meses depois (e US$ 8 milhões depois), foi entregue uma solução fantástica. Dentro do orçamento, com alta qualidade, e todo mundo no projeto se divertiu bastante.
Eles resolveram o problema usando uma balança de precisão de alta tecnologia, capaz de tocar um alarme e acionar luzes sempre que o peso de uma caixa de creme dental ficasse mais leve do que deveria. A linha parava, alguém ia andando até lá, retirava a caixa defeituosa da esteira e então precisava apertar um botão para reiniciar a linha. Algum tempo depois, o CEO decidiu analisar o ROI (retorno sobre investimento) do projeto. Os resultados eram impressionantes! Depois que a balança foi instalada, nenhuma caixa vazia saiu da fábrica. Quase não havia reclamações de clientes, e a participação de mercado estava aumentando. “Dinheiro bem gasto!”, disse o CEO antes de olhar com mais atenção as outras estatísticas do relatório.
O número de defeitos coletado pela balança durante 3 semanas de produção era 0. Como isso era possível? Ela deveria estar pegando pelo menos 12 por dia, então ele achou que devia haver algum problema no relatório. O CEO perguntou se aquilo não era um bug e, depois de alguma investigação, os engenheiros disseram que a estatística estava realmente correta. A balança não capturava nenhum defeito porque todas as caixas que chegavam àquele ponto da esteira estavam boas. Confuso, o CEO foi até a fábrica e caminhou até o trecho da linha onde a balança de precisão havia sido instalada. Alguns metros antes da balança, um ventilador de mesa de US$ 20 estava soprando as caixas vazias para fora da esteira. Atônito, o CEO se virou para um dos funcionários. “Ah, isso aí... um dos caras colocou ali porque estava cansado de ter que ir andando até lá toda vez que o alarme tocava!”
US$ 8 milhões contra US$ 20! O dinheiro foi bem gasto?
10 comentários
É um texto que faz pensar em bastante coisa. Acho que é um bom texto.
Olhando só para o resultado, a diferença de custo é considerável(?)
Mesmo sem a solução de 8 milhões de dólares, será que a solução do ventilador teria surgido? (Muitas vezes, o desconforto vivido na prática faz com que um problema seja resolvido mais rápido.)
Os gestores acharam que esse problema era muito, muito importante (afinal, gastaram nada menos que 8 milhões de dólares!), mas será que os trabalhadores da linha de produção acharam que isso não era grande coisa? Se os trabalhadores tivessem pensado seriamente nesse problema, ele não teria sido resolvido antes?
Em relação ao ponto 2, será que os gestores ao menos perguntaram isso aos trabalhadores alguma vez?
Às vezes penso se esse tipo de problema? fenômeno? também não existia ao meu redor rs
Antigamente(?)
Lembro do caso da caneta espacial(?) dos EUA.
Diziam que, enquanto a URSS poderia simplesmente usar lápis, os EUA gastaram US$ 1,2 milhão para desenvolver uma caneta espacial..
http://www.donga.com/news/article/all/20130117/52375444/1
Eu também cheguei a pensar nisso, mas pesquisando um pouco mais, vi que na prática tanto os EUA quanto a União Soviética usaram lápis no começo e depois encomendaram a space pen. Dizem que a ponta do lápis podia quebrar e sair flutuando em gravidade zero, causando problemas, e como também era um material inflamável, após o incêndio da Apollo 1 a NASA queria evitar levar materiais inflamáveis a bordo..
Fact or Fiction?: NASA Spent Millions to Develop a Pen that Would Write in Space, whereas the Soviet Cosmonauts Used a Pencil
https://www.scientificamerican.com/article/fact-or-fiction-nasa-spen/
Então a lição é: a solução de 8 milhões de dólares vai no código de biblioteca que pode estourar a qualquer momento, e a solução de 20 dólares pode ser colocada em todo o resto!
Eu estava lendo e, na parte final, caí na gargalhada haha
Já ouvi histórias parecidas inúmeras vezes.
https://blog.naver.com/hard/220632030097
https://twitter.com/gibssong/status/377318464220069888?s=20
https://twitter.com/gibssong/status/377318697469091840?s=20
Existe até um provérbio com um sentido bem parecido: “não use uma faca de matar boi para matar galinha”. Parece ser um problema antigo que vem de muito tempo atrás, haha.
Fazer com que não seja preciso fazer isso...
OTL. Não consegui revisar do outro lado. ;m; Queria corrigir, mas não tem função de edição.. T_T
Corrigi! ;)
Nossa. Obrigado! :D