Análise das perspectivas de demanda por desenvolvedores na era da IA (incluindo a perspectiva do paradoxo de Jevons)
(app-place-tech.com)Desde o surgimento do ChatGPT no fim de 2022, nos ambientes de desenvolvimento vem sendo levantada uma dúvida fundamental: "Se agora a IA faz toda a codificação, ainda precisaremos de mais desenvolvedores?" Em especial, com a elevação da barreira de entrada para a contratação de desenvolvedores juniores, é verdade que a sensação de crise tem se intensificado. No entanto, ao cruzar teorias econômicas com indicadores atuais do mercado global, talvez estejamos diante não apenas de uma era de 'substituição', mas de um momento de 'explosão da demanda'.
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Com o aumento de produtividade trazido pela adoção de IA substituindo tarefas simples de codificação, o fenômeno de 'polarização do trabalho' fica cada vez mais evidente, com uma queda brusca nas vagas para desenvolvedores juniores.
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Mas, de acordo com o 'paradoxo de Jevons', segundo o qual o avanço tecnológico reduz custos e acaba explodindo a demanda, também coexistem visões otimistas de que o tamanho total do mercado de software ficará ainda maior.
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O desenvolvedor do futuro irá além do simples 'coder' e, colaborando com a IA, terá como chave para a sobrevivência a capacidade de atuar como um 'orquestrador' que projeta e integra valor de negócio.
2 comentários
Para incluir a perspectiva do paradoxo de Jevons, primeiro é preciso definir o que é o recurso.
Como este é um texto que analisa as perspectivas de demanda por desenvolvedores, o recurso neste texto deve ser o desenvolvedor.
Como isso vai mudar no futuro ninguém sabe, mas, olhando de forma subjetiva para o que está acontecendo hoje no setor (não dá para ver todas as empresas, e elas não são iguais).
Foi assim quando os PCs se popularizaram, nos anos 80 e 90; no boom da internet, nos anos 2000; com mobile; com cloud — sempre houve períodos barulhentos. E a AI atual, em especial, está tão por toda parte que chega a cansar. Espero que vocês não se deixem levar por isso. Assim como ações são investimento de longo prazo (embora hoje pareça haver uma moda de investimento de curto prazo), carreira e engenharia também são investimentos de longo prazo. É preciso observar e se interessar, mas sem se deixar arrastar por isso.