1. Por que construir em público é tão assustador?
- O build in public exige expor como estão, sem filtros, tanto o produto quanto as ideias ainda inacabadas, o que dá a sensação de que “incompletude, erros e ignorância” ficam totalmente visíveis.
- As pessoas têm medo especialmente do seguinte:
- avaliação e zombaria, pensando que os outros podem achar “isso é péssimo”
- julgamentos errados e direções equivocadas ficarem registrados
- risco reputacional, como ouvirem algo do tipo “o nível dessa pessoa é baixo, por que ela compartilha assim?”
2. Mesmo assim, os principais motivos para fazer isso
- Como o build in public mostra o “processo”, e não apenas um “resultado final incrível já pronto”, a velocidade de feedback e de aprendizado aumenta de forma esmagadora.
- Em vez de ficar preso às hipóteses que existem só na sua cabeça, você recebe reações em tempo real de usuários reais e colegas, o que permite corrigir a direção muito mais rápido.
- Ao mesmo tempo, você se conecta naturalmente com pessoas que estão em uma jornada parecida, e vai se formando uma “comunidade de companheiros de caminho (community)”.
3. Pontos que muita gente entende errado
- Existe o equívoco de que “construir em público = postar resultados impressionantes todos os dias”, mas, na prática, é mais importante “compartilhar com honestidade pequenos avanços e até os pontos em que você travou”.
- Também se costuma pensar que isso é “algo que só pessoas muito boas ou especialistas conseguem fazer”, mas o texto explica que, na verdade, “quem compartilha o próprio processo de aprendizado” tende a gerar mais identificação.
- Muita gente adia isso por achar que precisa preparar um storytelling e um branding perfeitos, mas o texto enfatiza que a essência do build in public é “continuar aparecendo mesmo com a imperfeição (showing up)”.
4. O que exatamente divulgar e como fazer isso?
- Os exemplos de itens sugeridos no texto para compartilhar em público são, em linhas gerais, os seguintes (resumo com base na formulação do original):[3][2]
- Qual problema você está tentando resolver (Problem statement)
- Hipóteses atuais e plano de experimentos (Hypotheses, Experiments)
- Progresso semanal/mensal, métricas e aprendizados (Progress, Metrics, Learnings)
- Decisões erradas, falhas e retrospectivas nos momentos de pivot (Failures, Pivots)
- O formato pode variar, mas o padrão recomendado é: compartilhar de forma curta e frequente no Twitter, LinkedIn, blog etc. → observar a reação → ir refinando o formato aos poucos.
5. Mentalidade para reduzir o medo & dicas práticas de execução
- Se você mudar a perspectiva de “como vão me ver?” para “o que pode ser útil para quem está vendo isso?”, o medo da exposição diminui e fica mais fácil focar em um compartilhamento prático.
- Resumindo a mensagem do texto:
- Não espere estar pronto/perfeito (Don’t wait to be ready).
- Escreva pensando nem que seja em poucas pessoas que realmente possam ser ajudadas por isso.
- Lembre-se de que zombaria e indiferença são apenas um filtro, e que as pessoas que ficam no fim são “companheiros que falam a mesma língua”.
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