O futuro do software: o que devemos construir?
(ianpark.vc)Este artigo critica os limites do desenvolvimento de software na era da IA e propõe a direção da verdadeira inovação. A tese central é que o colapso do "Vibe Coding" e dos "wrappers de GPT" é previsível, e que devemos voltar aos primeiros princípios (First Principle Thinking) para criar software que resolva problemas fundamentais.
1. Limites do Vibe Coding e dos wrappers de GPT
- Problemas do Vibe Coding: a abordagem de gerar código rapidamente com IA é insustentável por causa de vulnerabilidades de segurança, dificuldade de manutenção e facilidade de cópia. Como mostram dados como os de Chamath, a retenção de usuários despenca rapidamente, revelando os limites de equipes pequenas. As empresas não vão confiar seu software central a esse tipo de abordagem.
- O destino dos wrappers de GPT: ferramentas como Perplexity, no fim das contas, não passam de wrappers de modelos como Claude e tendem a perder espaço por falta de competitividade.
2. Analogia com a era dot-com: Namo WebEditor vs. Cursor
- Assim como ferramentas de automação web do passado (Namo WebEditor) não conseguiram substituir sites profissionais, o Vibe Coding só dá conta de tarefas simples. A IA não substitui desenvolvedores; ela lhes dá mais tempo para resolver problemas mais complexos.
3. Perspectiva futura: mudança de paradigma
- A IA não vai apenas acelerar a criação de apps e sites existentes, mas resolver problemas que antes eram impossíveis. Novas interações humano-computador (HCI) vão surgir, e podem aparecer formas de software que vão além da web e dos apps.
- Aumento da demanda pelos melhores desenvolvedores: com o avanço tecnológico, a competição fica mais intensa, e capricho artesanal e projeto minucioso se tornam centrais.
4. Ênfase em First Principle Thinking
- É preciso ir além de frameworks existentes (por exemplo, ferramentas de automação de PPT como Gamma AI) e voltar às perguntas fundamentais. Não se trata de "fazer PPT mais rápido", mas de resolver de forma mais eficaz a "comunicação de negócios".
- Grandes empresas redefinem os problemas do consumidor a partir de uma folha em branco e criam novos paradigmas.
5. Alerta contra o vício em 'sucesso rápido'
- Um mercado viciado em 'dinheiro fácil e rápido', alimentado por liquidez excessiva e valuations anormais. Crescimento viral no início, sem consistência real, acaba em fracasso.
- A essência das startups: desafio de longo prazo e diligência. Não fique obcecado com sucesso ou fracasso; siga em frente com visão de longo prazo.
Conclusão
A IA aumenta a produtividade, mas a inovação criativa continua sendo papel dos humanos. A era do Vibe Coding e dos wrappers de GPT está chegando ao fim, e o futuro será dominado por softwares que resolvem problemas fundamentais. Startups devem buscar profundidade, não velocidade.
3 comentários
Mesmo que passemos da Idade do Bronze para a Idade do Ferro, se isso significar apenas que as ferramentas ficam melhores, parece que continuará sendo algo semelhante ao que já existia. Por outro lado, por ser a Idade do Ferro, no momento em que se resolvem problemas que não podiam ser resolvidos na Idade do Bronze, isso me parece uma revolução.
É um texto com o qual me identifico. Obrigado por compartilhar.
Como claramente ainda há uma parte que cabe aos humanos... se na empresa simplesmente fizerem vibe coding, acho que isso não ajuda em nada.