4 pontos por GN⁺ 2025-06-27 | 1 comentários | Compartilhar no WhatsApp
  • Segundo testes da Ars Technica, o SteamOS apresentou melhoras perceptíveis na taxa de quadros em quatro dos cinco jogos testados
    • Returnal, Borderlands3, Cyberpunk 2077, Homeworld 3, Doom: The Dark Ages
  • Apenas Borderlands 3 mostrou nível de desempenho semelhante tanto no Windows quanto no SteamOS
  • Em geral, os drivers padrão do SteamOS entregaram resultados melhores do que os drivers padrão do Windows
  • O SteamOS mostrou vantagem em pontos como menor sobrecarga do sistema operacional e otimizações do Proton
  • A Microsoft também vem se movendo em resposta, anunciando recursos de otimização do Windows para jogos

Principais melhorias de desempenho

  • O SteamOS confirmou aumento perceptível na taxa de quadros em 4 dos 5 jogos testados
    • Returnal, Borderlands3, Cyberpunk 2077, Homeworld 3, Doom: The Dark Ages
  • Apenas Borderlands 3 apresentou resultados de desempenho quase idênticos nos dois sistemas operacionais, com o Windows tendendo a registrar números ligeiramente mais altos nesse jogo
  • Em alguns jogos, apenas a troca de sistema operacional resultou em perda de taxa de quadros entre 8% e 36%
  • No caso de Homeworld 3, o Windows passou a ter desempenho semelhante ao do SteamOS na configuração gráfica baixa quando foi instalado o driver gráfico fornecido pela Asus
  • Nos outros quatro jogos, foi constatado que os drivers padrão do Windows da Lenovo ficaram bem atrás dos drivers do SteamOS em desempenho

Atualizações de driver e mudanças de desempenho

  • No Windows, a instalação manual do driver da Asus trouxe melhora geral de desempenho
  • Na configuração gráfica 'Low' de Homeworld 3, o desempenho dos dois sistemas operacionais ficou em nível praticamente equivalente
  • Nos demais resultados de teste, até mesmo o Windows atualizado com os drivers mais recentes sofreu perda de 8% a 36% na taxa de quadros em comparação com o SteamOS

Otimizações do SteamOS e do Proton

  • Embora o SteamOS execute jogos de Windows por meio da camada de compatibilidade Proton, na prática ele apresentou desempenho superior ao do Windows
  • Isso é analisado como resultado da otimização contínua feita pela Valve na eficiência do Proton e dos drivers gráficos Mesa

Sobrecarga do sistema operacional e resposta do Windows

  • Ao rodar no SteamOS, há menos tarefas de segundo plano desnecessárias, o que favorece o desempenho
  • A Microsoft também reconheceu esse problema e, recentemente, ao anunciar o "Xbox Experience for Handheld", revelou sua diretriz de otimização de desempenho para jogos, incluindo minimização de tarefas em segundo plano e adiamento de tarefas não essenciais
  • Com isso, passa a ser possível esperar no futuro taxas de quadros mais altas também em portáteis para jogos baseados em Windows

1 comentários

 
GN⁺ 2025-06-27
Comentários do Hacker News
  • Compartilhando uma opinião baseada em experiência pessoal dos últimos anos: o ranking de desempenho em jogos seria este: em 1º lugar, Steam no Linux usando Proton e Wayland (Niri); em 2º, a combinação Proton com X11 (Xfce); em 3º, Steam no Windows; e em 4º, jogos rodando no Linux de outras formas. Ao migrar para Linux, a maior diferença percebida foi a melhora na consistência dos frames, com muito menos travadinhas momentâneas, deixando os jogos bem mais estáveis e previsíveis. Depois de trocar X11/Xfce por Wayland/Niri, também sentiu um aumento geral nos frames. Também comenta que foi marcante ter finalmente conseguido se estabelecer com sucesso no Linux no começo de 2023, depois de várias tentativas. Por outro lado, menciona que, como os jogos rodam via Proton ou Wine, o tempo de inicialização costuma ser inevitavelmente maior

    • Um ponto interessante: houve casos em que até jogos com port nativo para Linux tiveram desempenho melhor ao rodar a versão de Windows via Proton. Cita como exemplos Civ5, Civ6 e Cities Skylines(1). Como usa hardware não voltado a games — um notebook com GPU Nvidia 3050 para laptop — a diferença de desempenho ficou ainda mais perceptível. No caso de Cities Skylines, no Linux fica em torno de 20fps, enquanto no Windows mantém de 45 a 60fps com consistência. Diablo 4 também teria responsividade tão ruim no Linux que se torna praticamente impossível de jogar. A posição é que, para quem tem hardware gamer potente, Linux basta; mas em ambientes de baixo desempenho, o Windows ainda leva vantagem

    • Elogios ao Niri como um gerenciador de janelas (WM) realmente incrível. Ao ver no HN uma matéria do Phoronix dizendo que o modo overview havia sido adicionado, finalmente trocou o Sway pelo Niri. Relata que, em jogos em tela cheia ou com janelas flutuantes, o Niri apresenta muito menos lag e engasgos do que o ambiente X11 (talvez graças ao uso de xwayland-satellite). Também compartilha uma dica menor: foi difícil encontrar uma barra compatível com i3status-rs, e no fim acabou ficando com i3bar-river

    • Joga no Linux há muitos anos e concorda em grande parte com as opiniões gerais sobre framerate. Usar ZFS (em um único NVMe) pode proporcionar tempos de carregamento muito mais rápidos que no Windows. Compartilha um caso real em que, comparando com o marido usando Windows no mesmo hardware, frequentemente os jogos carregavam cerca de 10 segundos mais rápido

    • Pergunta se existe alguma forma de fazer o Wayland funcionar de maneira realmente utilizável em um ambiente com GPU Nvidia. Diz honestamente que, sempre que tentou, tudo parecia mais lento e o sistema inteiro parecia mais pesado do que no X11

    • Além do ponto de que o tempo médio de inicialização dos jogos da Steam no Linux fica mais lento por causa do Proton/Wine, acrescenta a percepção pessoal de que, no Linux, os jogos da Steam parecem compilar shaders na CPU e ainda carecem de otimização. Já no Windows, parece que há shaders pré-compilados ou uso da GPU, e isso geraria a diferença. Ainda assim, a experiência com Wayland + Linux tem muito menos stutter e é bem mais estável do que no Windows. Mas não tem certeza se isso se deve à diferença entre os sistemas operacionais ou ao fato de que, no Windows, é fácil deixar o sistema desnecessariamente pesado instalando muitas coisas. Afinal, os objetivos de uso em cada OS também são bem diferentes

  • Argumenta que a última peça que falta para o gaming no Linux ficar completo é o anti-cheat. As principais empresas relutam em oferecer suporte por supostas falhas na segurança do kernel, e mesmo quando o anti-cheat existe, muitas vezes os estúdios não permitem seu uso (como em Destiny). Diz que, se os jogos AAA rodassem de forma tranquila, abandonaria o Windows de vez. Faz grandes elogios ao SteamOS, chamando-o de a maior inovação da história dos games

    • Afirma que os anti-cheats modernos são, na prática, apenas paliativos. Com a melhora da segurança dos sistemas operacionais, a inviabilidade de manter anti-cheats em nível de kernel em ambientes de baixa confiança e a natureza de eterna corrida de gato e rato, o modelo tradicional — baseado em hooks no kernel — teria limites claros. Propõe que, no futuro, alternativas mais eficazes seriam possíveis, como fazer todas as verificações no servidor e fornecer ao cliente apenas as informações necessárias. Espera que, quando jogos representativos como UT adotarem essa estrutura, os métodos antiquados desapareçam naturalmente

    • Opinião de que jogos multiplayer sem servidor dedicado inevitavelmente têm limites. Não quer um daemon de anti-cheat invadindo o kernel para vigiar arquivos ou memória. Afirma, com base na experiência, que comunidades com servidores dedicados administram jogadores de forma muito mais eficiente do que matchmaking centralizado

    • Interpretação de que a Epic, em especial, culpa a complexidade por não oferecer suporte a Linux, mas na prática também exclui a plataforma por não gostar do fato de a Steam ser a loja padrão de fato

    • Lembra que Easy Anti Cheat e Battle Eye já oferecem suporte nativo a Linux há alguns anos, mas a ativação real depende da decisão do estúdio do jogo. Cerca de 40% dos jogos com anti-cheat funcionariam no Linux, e isso pode ser verificado em areweanticheatyet.com

    • Um lamento quase poético sobre tecnologias como o Valve Anti-Cheat (VAC), presente em jogos como Counter-Strike, que ajudaram a impulsionar a popularidade da Steam no passado. Questiona por que o VAC não evoluiu acompanhando os tempos. Gostaria que a Valve voltasse a investir no VAC adaptado à era do Linux e o transformasse em um rival de soluções como Easy Anti Cheat

  • Se jogos de Windows realmente rodam mais rápido no SteamOS com Proton, então os desenvolvedores deveriam considerar primeiro as APIs do SteamOS, e não as do Windows. A ideia seria maximizar o desempenho sem perder compatibilidade com Windows. Sugere que engines importantes, como Unity e Unreal, fortaleçam CI e testes tendo o SteamOS como alvo principal. Também expressa curiosidade sobre a possibilidade de a Valve operar uma fazenda de CI/CD para SteamOS e demonstra expectativa de que builds e testes multiplataforma também possam ser feitos com templates e bibliotecas em Rust

    • Em resposta, há o contra-argumento de que a API do Windows é a base real de funcionamento (a "True Source"). Se algo roda no Windows mas não no Proton, a Valve corrige o lado do Proton; mas se algo só funciona no Proton e não no Windows, o jogo corre o risco de quebrar. Em Proton, convém evitar recursos incompatíveis com Windows e considerar também ambientes como o Steam Deck nos testes, mas a posição continua sendo a de priorizar o desenvolvimento voltado a Windows

    • Aponta-se que, no ambiente SteamOS, a única ABI estável de verdade é a Win32; portanto, desenvolver mirando apenas SteamOS pode trazer problemas de compatibilidade no longo prazo

    • Opinião de que, como a Epic é dona da engine Unreal, é duvidoso que ela queira otimizar de bom grado para SteamOS e suas APIs. Menciona também o pano de fundo da competição entre Epic Store e Steam

    • Observação realista de que a maior parte do mercado (99%) ainda gira em torno do Windows. O Proton, no fim das contas, continua sendo uma implementação de Win32, então em essência o alvo continua sendo Windows

  • Compartilha uma experiência curiosa da época do Windows XP: ao rodar Windows sobre Linux por meio de uma VM VMWare, o sistema ficou até mais rápido do que usar apenas Windows no mesmo hardware

    • Uma interpretação para a causa seria o cache de disco, especialmente diferenças nas políticas de cache
  • Diz que migrou recentemente para Arch (não baseado em SteamOS) e teve uma experiência bastante sólida. Explica com honestidade que não é algo que funciona perfeitamente out-of-the-box, e cada jogo pode exigir alguns ajustes. Mas, como geralmente basta adicionar parâmetros ao comando de execução, não achou desafiador, e informa que quase todas as dicas necessárias podem ser encontradas no Proton DB e nos comentários da comunidade. Demonstra satisfação ao dizer que dificilmente pretende voltar ao Windows

  • Cerca de 10 a 15 anos atrás, alternava entre Windows e Linux (Wine) no mesmo jogo e salvou de 100 a 200 arquivos de save. Ficou surpreso ao perceber que, no Linux (Wine), o carregamento da lista de saves era duas vezes mais rápido do que no Windows. Expressa curiosidade por não entender como isso acontecia, ainda mais considerando que NTFS não é um sistema de arquivos nativo do Linux

  • Afirma que, se SteamOS e Ganoo/L00nockz (provavelmente uma forma humorística de escrever GNU/Linux) se estabelecerem completamente como plataformas de games, pretende montar um PC gamer pela primeira vez desde 2012. Usa Mac e gosta da base Unix para desenvolvimento, mas lamenta que a experiência com jogos ainda fique atrás até do Linux. Espera grandes mudanças nos próximos cinco anos, quando o catálogo de jogos AAA e a estabilidade dos drivers de GPU estiverem mais maduros

    • Argumenta que jogos AAA, na verdade, já rodam bem há anos e que, com o cliente Steam e uma GPU AMD, Linux já é uma excelente plataforma de games

    • Avaliação de que, desde o lançamento do Steam Deck, praticamente todos os jogos já rodam bem no Linux. As exceções seriam alguns jogos deliberadamente quebrados (como os com integração de anti-cheat). Diz que a compatibilidade pode ser conferida em protondb.com, e apresenta dados de que, entre os 300 principais jogos da Steam, apenas 17 realmente não funcionam, sendo que 5 deles são apenas utilitários

    • Diz que sempre desejou que o Windows se tornasse baseado em Unix, para reunir o melhor dos dois mundos em desenvolvimento e games. Afirma sentir positivamente que a realidade atual já está bem mais próxima disso

  • Compartilha com ironia alguns links e discussões do HN sobre o fato de que o kernel do Windows também seria mais lento que o de outros sistemas operacionais: post no blog discussão relacionada no HN

  • Argumenta que chamar o Proton de "translation layer" tem suas imprecisões. Explica a diferença estrutural: a API Win32 não é um conjunto de system calls, mas um conjunto de funções registradas em DLLs; no Linux, o Proton fornece DLLs que implementam essa API Win32 usando system calls do Linux, enquanto o Windows usa DLLs que fazem chamadas ao seu próprio sistema

    • Em contraponto, lembram que o site oficial do Wine descreve o projeto como uma "camada de compatibilidade" que traduz chamadas em tempo de execução, então o termo translation layer também não estaria tão errado

    • Expressa respeito pela longa e persistente história de desenvolvimento do Wine (incluindo o Proton). Houve uma época em que ele era ridicularizado como uma solução que só criava novos problemas, mas agora é visto como uma arma poderosa para substituir o Windows

    • Em tom bem-humorado, pergunta se funções como sscanf() também já foram implementadas de forma desnecessariamente complexa por questões de compatibilidade

    • Aponta que Proton/Wine chega a implementar diretamente até vários system calls do NT, e que, na prática, muitos programas de Windows também fazem uso direto desses system calls

    • Explicação básica de que a essência do Wine é traduzir a ABI do Windows (interface binária) para o OS e userland do Linux. Ou seja, o próprio ato de tradução é o núcleo da portabilidade

  • Achava que a diferença de desempenho seria de algo como 20–30%, mas ficou chocado ao ver algo na faixa de 200–300%. Diz que gostaria que a Microsoft lançasse um "Windows para games" sem recursos desnecessários e comenta que hoje em dia ele próprio usa Windows basicamente só para abrir a Steam

    • Concorda com a ideia de maximizar o desempenho em jogos, mas pondera que gamers também esperam que o PC sirva para muitas outras finalidades além de jogar; por isso, não vê necessidade de separar um Windows exclusivo para games. Em vez disso, defende que o próprio Windows atual seja otimizado para rodar jogos de forma mais eficiente