- A Microsoft introduziu uma abordagem que aplica login sem senha (passkey) por padrão a novas contas, mas, na prática, há a limitação de que a instalação do app Microsoft Authenticator é obrigatória.
- A passkey é um método de autenticação de próxima geração resistente a phishing e vazamentos, baseado no padrão WebAuthn (FIDO2), e funciona com um par de chaves pública/privada.
- A medida reforça a segurança, mas uma estrutura dependente de um app específico pode prejudicar parcialmente a experiência do usuário e os benefícios de segurança.
1. Política da Microsoft de “login padrão sem senha”
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A partir de 2025, a Microsoft adotará passkeys como método de login padrão para novas contas Microsoft.
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Usuários existentes também serão incentivados a registrar uma passkey ao fazer login.
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Objetivo:
- Reduzir ameaças de segurança e o esforço do usuário associados à criação e ao gerenciamento de senhas.
- Tentar resolver problemas de password spraying e vazamentos.
2. Visão geral técnica e forma de implementação
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O que é uma passkey?
- Autenticação por meio de um par de chaves pública/privada gerado com base em WebAuthn (FIDO2).
- A chave privada é armazenada no dispositivo do usuário (celular, PC, Yubikey etc.) e não vaza para fora dele.
- É inerentemente resistente a phishing, reutilização de senha e vazamentos.
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Como funciona:
- O site envia um “challenge” baseado em valor aleatório → o autenticador no dispositivo assina → o servidor valida com a chave pública.
- Como a chave fica vinculada à URL correspondente, não pode ser reutilizada em sites de phishing.
3. Restrições e limitações
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Problema: mesmo configurando uma passkey, sem o app Microsoft Authenticator não é possível remover completamente a senha.
- Authy, Google Authenticator e outros não são compatíveis.
- Na prática, isso exige que o usuário instale o app à força, o que entra em conflito com a ideia de ser “passwordless por padrão”.
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Implicações de segurança:
- Se a senha ainda permanece, parte dos benefícios de segurança da passkey se perde.
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O WebAuthn ainda está evoluindo, e ainda há pontos em que a usabilidade deixa a desejar.
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