Backdoor não documentado encontrado em chip Bluetooth usado em bilhões de dispositivos
(bleepingcomputer.com)Descoberta de backdoor em chip Bluetooth
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Backdoor no chip ESP32: Foi descoberto um "backdoor" não documentado no microchip ESP32, da fabricante chinesa Espressif. Em 2023, esse chip era usado em mais de 1 bilhão de dispositivos. O backdoor pode falsificar dispositivos confiáveis, permitir acesso não autorizado a dados, mover-se para outros dispositivos na rede ou estabelecer persistência de longo prazo.
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Contexto da descoberta: Os pesquisadores espanhóis Miguel Tarascó Acuña e Antonio Vázquez Blanco descobriram esse backdoor e apresentaram o caso na RootedCON, em Madri. Esse backdoor pode infectar permanentemente dispositivos sensíveis, como celulares, computadores, fechaduras inteligentes e equipamentos médicos.
Backdoor encontrado no ESP32
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Pesquisa em segurança Bluetooth: O interesse em pesquisa de segurança Bluetooth diminuiu, mas isso não significa que o protocolo ou as implementações tenham se tornado mais seguros. A maioria dos ataques não dispõe de ferramentas funcionais ou usa ferramentas antigas que não são compatíveis com hardware comum nem com sistemas modernos.
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Desenvolvimento de nova ferramenta: A Tarlogic desenvolveu um novo driver USB Bluetooth em C, independente de hardware e multiplataforma, permitindo acesso direto ao hardware sem depender de APIs específicas do sistema operacional. Com isso, descobriu comandos específicos do fabricante ocultos (Opcode 0x3F) no firmware Bluetooth do ESP32.
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Comandos descobertos: Ao todo, foram encontrados 29 comandos não documentados, que podem ser usados para manipulação de memória (leitura/escrita de RAM e Flash), falsificação de endereço MAC (spoofing de dispositivo) e injeção de pacotes LMP/LLCP.
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Riscos: Esses comandos podem viabilizar implementações maliciosas em nível de OEM e ataques à cadeia de suprimentos. Em especial, se um invasor já tiver acesso root, inserir firmware malicioso ou empurrar uma atualização maliciosa, poderá explorar o backdoor remotamente.
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Risco de acesso físico: Em geral, obter acesso físico às interfaces USB ou UART do dispositivo é um cenário de ataque mais perigoso e mais realista.
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Explicação dos pesquisadores: Os pesquisadores afirmam que é possível assumir controle total do chip ESP32 e obter persistência no chip por meio de comandos de modificação de RAM e Flash, com possibilidade de propagação para outros dispositivos.
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Resposta da Espressif: A BleepingComputer pediu um posicionamento da Espressif sobre os resultados da pesquisa, mas não recebeu resposta imediata.
1 comentários
Comentários do Hacker News
O título pode induzir ao erro. A "backdoor" aparentemente permite inspecionar e manipular a memória e outras funções de baixo nível do próprio adaptador USB Bluetooth. Não é algo utilizável via rádio
Os pesquisadores descobriram recursos de hardware não documentados que permitem acesso de baixo nível à stack Wi‑Fi do ESP32
Esta manchete é falsa. Uma backdoor em um chip Bluetooth permitiria que um atacante sem fio executasse código no chip. O que este artigo relata é que o driver do dispositivo conectado pode executar código no chip. Isso não viola nenhuma fronteira de segurança
Estou confuso se isso é só o fato de existirem alguns comandos não documentados na stack Bluetooth. Se isso só for acessível a código que já está em execução no dispositivo, eu não chamaria isso de backdoor
Em teoria, você precisa ter acesso de baixo nível ao próprio rádio BT conectado. Isso é esperado
Boa pesquisa, mas manchete ruim. O vetor de ataque exige acesso físico e, em quase todos os casos, já seria possível por outros meios. "Comandos não documentados encontrados em chips Bluetooth comuns" seria uma manchete melhor
TL;DR: Fizeram engenharia reversa do firmware e encontraram comandos HCI para leitura/escrita de memória, envio de pacotes, definição de endereço MAC etc.
Todo mundo acha normal instalar drivers blob binários opacos rodando em espaço de kernel em desktops e laptops, e nem conseguir acesso root ao próprio celular controlado pela nuvem, mas comandos ESP32 não documentados de baixo nível, que só podem ser usados quando o dispositivo já está comprometido, viram um vetor de ameaça digno de notícia