Decodificando sinais telefônicos: "The Wall" do Pink Floyd
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Contexto
- Um dos fundadores da Corelatus, especializada em hardware de comunicação para interfaces E1/T1 e SDH/SONET.
- Recentemente recebeu um pedido para identificar sinais de rede telefônica no filme "The Wall" do Pink Floyd.
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Conteúdo do clipe
- O clipe é composto por voz, tom de discagem, combinações de tons rápidos, toque de campainha, pops, cliques e música.
- A parte mais característica é um número de telefone codificado por combinações de tons rápidos.
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Análise de sinal
- Gerou um espectrograma usando a ferramenta de edição de áudio SoX.
- O sinal do tom aparece entre 0,7 e 1,8 segundos e inclui frequências de cerca de 700, 900, 1100, 1300, 1500 e 1700 Hz.
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Padrões de sinal usados
- DTMF: sinal de dupla frequência de múltiplas ondas, amplamente usado. Contudo, não corresponde aos tons do clipe.
- CAS R2: sinal que usa frequências diferentes para cada direção de chamada. Porém, não é utilizado nos EUA.
- SS5: sinal que utiliza combinações de dois tons e que em grande parte coincide com os tons do clipe. É provável que tenha sido usado em chamadas dos EUA para o Reino Unido no início dos anos 1980.
- SS7: sinal digital que não usa tons. Começou a ser usado amplamente no fim dos anos 1980.
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Comparação de espectrogramas
- Combinou os sinais DTMF, CAS e SS5 no mesmo gráfico para comparar.
- As diferenças entre DTMF e SS5 são sutis, mas perceptíveis, enquanto o CAS é claramente diferente.
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Análise de sinal por hardware de comunicação
- Injetou o arquivo de áudio no timeslot de uma linha E1 para análise com o hardware Corelatus.
- Decodificou os números discados através de um filtro digital e registrou timestamps.
- Isso confirmou que o sinal era SS5.
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Especulação sobre a produção de áudio do filme
- Naquela época, pode ter sido possível ouvir sinais entre centrais nos EUA.
- O sinal telefônico real pode ter sido gravado e editado para se adequar à cena do filme.
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Informações adicionais
- No trecho da faixa "Young Lust" também aparece uma versão expandida da mesma ligação telefônica.
- Quando outros engenheiros analisaram o sinal com base na experiência com redes telefônicas dos anos 1970, concluíram que o número de telefone pode ter sido real e até mesmo um número de Londres.
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