Firefox descontinua suporte ao recurso "Do Not Track"
(windowsreport.com)-
Remoção do recurso "Do Not Track" no Mozilla Firefox
- A Mozilla removeu a configuração "Do Not Track" (DNT) do navegador Firefox. Essa mudança passa a valer a partir da versão 135 e também pode ser vista na versão Nightly.
- O DNT é uma configuração do navegador que envia aos sites um sinal de que o usuário não deseja ser rastreado. No entanto, como muitos sites ignoram esse sinal, a Mozilla concluiu que o DNT não é mais um meio eficaz de proteção de privacidade.
- A página de suporte do "Do Not Track" no Firefox também foi atualizada para explicar que, em alguns casos, o DNT pode até reduzir a privacidade.
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Alternativa: Global Privacy Control
- A Mozilla recomenda a configuração Global Privacy Control (GPC) como alternativa. O GPC está sendo cada vez mais respeitado por mais sites e, em algumas regiões, é aplicado por lei.
- É possível ativar a configuração GPC no Firefox, que pode enviar aos sites a solicitação: "não vendam nem compartilhem meus dados".
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Situação em outros navegadores
- Google Chrome e Microsoft Edge ainda oferecem a configuração DNT. Resta ver se essa mudança afetará outros fornecedores de navegadores.
- Para ativar o DNT no Chrome, é preciso selecionar Configurações > Privacidade e segurança > "Enviar uma solicitação de Do Not Track".
- No Microsoft Edge, é preciso ativar Configurações > Privacidade, pesquisa e serviços > "Enviar solicitações de Do Not Track".
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Como reforçar a privacidade
- Embora o Firefox recomende o GPC, também é possível reforçar a privacidade usando navegadores focados em privacidade como Brave e DuckDuckGo, bloqueadores de anúncios, serviços de VPN e extensões de navegador como Privacy Badger.
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Outras informações
- A Mozilla está planejando um experimento para definir o Firefox como navegador padrão, o que afeta a página de download do Firefox e o instalador.
1 comentários
Comentários do Hacker News
Quando a Mozilla introduziu esse recurso, cabia aos sites optar por respeitá-lo. Muitas pessoas queriam que ele viesse ativado por padrão, mas na prática quase não foi usado. O Internet Explorer o ativou por padrão, mas no fim o recurso foi ignorado. Acho positivo que ele tenha sido encerrado. Na prática, não contribuiu muito para a privacidade.
Há muitas opiniões negativas sobre as ações recentes da Mozilla, mas esse recurso quase nunca foi respeitado. Ele se baseava em um sistema de honra, e o navegador não o impunha. Ironicamente, acabou sendo usado como mais um ponto de dados para rastrear pessoas sensíveis à privacidade.
Esse recurso não trouxe uma contribuição real para a privacidade e, em vez disso, funcionou como um sinal para identificar usuários. O antirrastreamento é uma batalha perdida. Mesmo usando Firefox, não dá para evitar rastreamento primário. Por exemplo, se o navegador expõe o número de núcleos da CPU, já é possível identificar o usuário de forma quase única.
A remoção desse recurso prejudica a autonomia do usuário. Usuários do Firefox terão que lidar com mais pedidos de consentimento. O Transcend Consent Management suprime automaticamente solicitações de consentimento quando o DNT está ativado, mas quando só o GPC está ativo ele exclui apenas "venda/compartilhamento de informações". Essa mudança não considerou adequadamente a opinião da comunidade web.
O GPC é parecido com o DNT, mas tem um respaldo jurídico mais forte. Leis como a CCPA dão suporte a isso. O GPC se concentra em interromper a venda ou o compartilhamento de dados, o que o torna mais adequado às exigências modernas de privacidade. O GPC reflete as opiniões de reguladores, defensores da privacidade e líderes da indústria, resolvendo lacunas legais e funcionais existentes.
O DNT está sendo substituído pela nova proposta "Global Privacy Control". O Firefox agora envia opcionalmente o cabeçalho Sec-GPC. Como proprietário de site, implementei código de anonimização quando havia o cabeçalho DNT, e adicionar o Sec-GPC é apenas uma mudança. É difícil entender por que a Mozilla não envia os dois cabeçalhos ao mesmo tempo.
O sinal "Do Not Track" foi mais útil como sinal para fingerprinting do que para impedir rastreamento. Agora dá para esperar uma alternativa mais forte.
Acho que esse recurso deveria ser mantido, e a UE deveria considerar legalmente como abuso ignorá-lo. Assim, banners de cookies não seriam necessários.
Foi descontinuado em 2018 e removido em 2024. Não é surpresa, já que esse recurso acabou fazendo o oposto do que se propunha.
Esse recurso tinha tão pouco uso que acabou sendo usado para rastrear pessoas.