Enquanto eu, que trabalho com .NET, conversava com um colega júnior que trabalha com Python,
durante uma conversa sobre emprego,
acabamos discutindo, entre juniores,
quem teria mais vantagem:
um júnior que trabalha com linguagens difíceis de ver no mercado local, como Rust e Elixir,
ou um júnior que trabalha com linguagens muito mais comuns por aqui, como Java e JS.
Claro que, com o nosso conhecimento ainda limitado, a conclusão a que chegamos foi que o mais importante é demonstrar capacidade com CS e testes de código,
e depois disso tudo dependeria da empresa. Foi só uma suposição nossa.
O que vocês mais experientes acham?
20 comentários
Cheguei muito tarde neste texto e parece até que estou comentando depois que tudo passou, mas dizer simplesmente que linguagem é só uma ferramenta~~~ me parece uma visão meio irrealista. Se for um júnior que realmente domina Rust, que tem uma curva de aprendizado alta e uma barreira de entrada considerável, então linguagens como .NET e Python ele provavelmente vai usar com muita facilidade. Acho que vai haver uma diferença bem grande no nível das competências básicas. Pela minha experiência, amigos que entraram no mercado de desenvolvimento por Python, e não por C/C++, muitas vezes tinham uma base bem mais fraca em c/s, em algoritmos e também deixavam a desejar na forma de tocar o trabalho. Claro que, se houver conhecimento de domínio na área relacionada, isso pode gerar um efeito de sinergia, mas, no fim das contas, a realidade é que a diferença de habilidade já aparece claramente desde a linha de partida, e não é simplesmente uma questão de escolher a linguagem.
Embora talvez esse não seja o ponto central da pergunta, às vezes, quando ouço algo como "linguagem é só uma ferramenta, tanto faz qual escolher", fico um pouco incomodado. Cada linguagem busca valores diferentes e é criada com intenções diferentes, então dá uma sensação ruim ver tudo isso sendo colocado no mesmo saco só porque "as duas conseguem fazer isso ou aquilo do mesmo jeito".
Concordo com a afirmação de que a linguagem é apenas uma ferramenta se a limitarmos ao processo introdutório, como aprender estruturas de controle, estruturas de dados e algoritmos. Mas, depois da fase inicial, acho certo considerar detalhes como a inércia da indústria, a biblioteca padrão, bibliotecas de terceiros, o modelo de execução, a forma de implantação, a acessibilidade e a qualidade dos materiais de referência, e o número de usuários. Por exemplo, por mais que a expressividade de linguagens de propósito geral seja equivalente, para machine learning a escolha mais segura continua sendo Python.
Talvez seja porque eu ainda sou júnior, então pode ser que eu só tenha visto isso no processo introdutório.
Muito obrigado pelas palavrasT_T
Concordo kkk
A stack tecnológica mais usada no setor no nosso país é vantajosa. Há diferença entre o que se pode aprender de forma autodidata e o que se pode aprender na empresa. Acho que a segunda opção talvez seja um pouco menos solitária.
Sou um júnior que mexia com Java e acabei me apaixonando pelo charme do .NET 😭
Tecnicamente, nem sempre é a tecnologia mais completa ou mais produtiva que o mercado escolhe. No meu caso, uns 10 anos atrás, só havia uma grande empresa usando Python com Django, então lembro que desisti calmamente de procurar emprego nisso e fui estudar PHP e Spring. Até hoje acho uma pena, porque nenhum framework atual parece entregar a produtividade do Django.
Ahá... então vou ter que pensar a respeito.
Sinceramente, se você dominar bem uma linguagem, consegue se adaptar facilmente às outras.
Bem, a não ser que seja uma situação como sair de uma linguagem orientada a objetos para uma linguagem funcional.
Acho que eu consultaria o anúncio de vaga da empresa em que quero trabalhar.
A linguagem talvez não seja tão importante... entender e saber lidar com o ambiente, além de um projeto robusto, pode ser o que realmente importa... eu colocaria como meta estudar ou contribuir com commits em projetos open source bem projetados na linguagem-alvo...
Estudar observando o open source! Vou me lembrar disso.
Pelo menos no mercado doméstico, há muitas empresas que usam Java, então isso também é vantajoso na hora de conseguir emprego.
Ter Java como linguagem principal e ir estudando linguagens secundárias é mais vantajoso quando se olha apenas pela perspectiva de empregabilidade.
Independentemente da habilidade, se você não tiver experiência relacionada, a chance de ser eliminado já na triagem de currículo fica alta T_T
Isso mesmo. Por melhor que alguém domine outras linguagens, se a principal linguagem usada pela empresa for Java, ela vai precisar de funcionários que possam contribuir com Java imediatamente.
Por mais que eu decore CS e decore a documentação,
se o meu histórico não combina com a empresa, eles já me eliminam na triagem do currículo T_T
Infelizmente, é relato de experiência própria T_T
No trabalho, lido com frameworks Java ou soluções web como o WebSquare, mas como hobby desenvolvo com Node ou Rust.
Se fosse só o trabalho da empresa, acho certo acompanhar a empresa; e, se a pessoa tiver algum desenvolvimento que queira fazer, penso que vai arranjar tempo para estudar a linguagem que deseja...
Penso que conhecimentos de CS e de arquitetura são importantes, partindo da ideia de que linguagens e frameworks sempre podem mudar. Acho que a linguagem em si não é o mais importante.
Vou ter que abrir meus livros da faculdade de novo, pelo visto.
Recebi o alerta e fui ver, e parece que o pessoal acima estava discutindo se linguagem é apenas uma ferramenta hahaha.
Não acho que linguagem seja uma ferramenta "simples", mas acho que continua sendo uma ferramenta.
Cada linguagem tem sua própria filosofia e princípios de design, então acredito que é preciso escolher a linguagem adequada para entender e resolver o problema em questão (ou para o produto que se precisa oferecer).
No fim, como encontrar a linguagem adequada é algo que se aprende com experiência ou estudo. Nesse sentido, eu considero linguagem uma ferramenta, e foi por isso que eu disse que arquitetura ou conhecimento de Ciência da Computação são mais importantes.
Vendo agora um comentário que escrevi há duas semanas, achei que a frase final, "não acho que linguagem seja importante", soou um pouco arrogante, então estou deixando este comentário complementar hahaha.