Nas últimas décadas, a agilidade de desenvolver rapidamente foi importante, mas daqui para frente essa agilidade terá um novo significado:
será explorar vários domínios ao mesmo tempo e conectá-los para transformá-los em algo que gere valor.
3 grandes mudanças
- Do digital para o pós-digital:
Novas tecnologias como biologia sintética e inteligência artificial estão ficando extremamente complexas, e estamos passando de uma era em que entendíamos bem que impacto as tecnologias que usamos causavam para outra em que isso já não é mais verdade.
Se continuarmos apenas nos movendo rápido ("Move Fast and Break Things"), podemos quebrar coisas importantes.
- Da iteração rápida para a exploração:
Nos últimos 30 anos, coisas como microchips evoluíram minimizando o custo de troca ao manter o mesmo método da geração anterior e melhorar o interior. Por isso, a iteração rápida era a estratégia principal. Se você entendesse a tecnologia básica, poderia se mover mais rápido e testar várias possibilidades para encontrar uma solução otimizada.
Mas, nos próximos dez a vinte anos, o desafio será desenvolver tecnologias que ainda não entendemos de forma alguma. Computação quântica e computação neuromórfica ainda estão em estágio inicial, e o rápido avanço da genômica e da ciência dos materiais está redefinindo as fronteiras dessas áreas. Também existem questões éticas relacionadas à inteligência artificial e à genômica.
Por isso, no futuro, vamos valorizar a "exploração". Vamos dedicar tempo para entender essas novas tecnologias e compreender como elas se conectam aos nossos negócios. Acima de tudo, será preciso começar a explorar cedo, para conseguir acompanhar o ritmo dessas tecnologias.
- Da hipercompetição para a colaboração em larga escala:
O ambiente competitivo agora está relativamente simplificado, de modo que mover-se rapidamente em cada área pode garantir vantagem. Mas, na nova era, antes mesmo da competição haverá colaboração em larga escala entre governo, academia e indústria.
Por exemplo, o JCESR (Joint Center for Energy Storage Research) reúne 5 laboratórios nacionais, dezenas de instituições de ensino e centenas de empresas para desenvolver baterias avançadas. Já a Manufacturing USA se concentra em tudo, de têxteis avançados e biofármacos até robótica e materiais compostos. Com isso, empresas operam em colaboração com laboratórios governamentais e instituições de ensino de ponta para desenvolver tecnologias de próxima geração e lançar novos produtos no mercado mais rapidamente.
Na nova era, agilidade (Agility) não significa executar mais rápido um caminho já escolhido, mas ampliar e aprofundar conexões em todo o ecossistema tecnológico.
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