Migrando da AWS para bare metal e economizando US$ 230 mil por ano
(blog.oneuptime.com)- A OneUptime, uma plataforma de observabilidade open source, migrou sua infraestrutura da AWS para uma solução bare metal, obtendo maior controle sobre os recursos e uma economia financeira significativa.
- Como a maioria dos clientes usa nuvem pública, era necessário um data center independente para fornecer serviços de alerta em caso de falha da nuvem.
Configuração inicial: Kubernetes na AWS
- Adoção de um cluster Kubernetes usando o Elastic Kubernetes Service (EKS) gerenciado da AWS.
- A OneUptime foi construída com base em softwares open source não específicos da AWS, como Redis, Postgres, Clickhouse, Docker, NodeJS e BullMQ.
- Isso evitou dependência da AWS e permitiu que os clientes fizessem self-host do OneUptime em seus próprios clusters.
Transição: migração para bare metal
- A decisão de migrar para uma solução bare metal foi tomada como parte da busca por excelência técnica.
- A empresa optou por operar um cluster Microk8s em uma instalação de colocation, com base em experiências passadas e em objetivos voltados para o futuro.
- O Microk8s também pode ser usado em produção, e a migração para servidores bare metal permite recursos dedicados e otimização de desempenho.
O papel do Kubernetes e do Helm
- Kubernetes e Helm tiveram papel importante na transição da nuvem para servidores próprios.
- Kubernetes é uma plataforma open source para automatizar a implantação, o escalonamento e a operação de contêineres de aplicações.
- Helm é um gerenciador de pacotes que simplifica a definição, instalação e atualização de aplicações Kubernetes.
Armazenamento e load balancer
- No cluster Kubernetes em bare metal, os volumes usam Network File System (NFS), e o load balancer usa MetalLB.
- NFS é um protocolo de sistema de arquivos distribuído que permite que computadores clientes acessem arquivos pela rede.
- MetalLB é uma implementação de load balancer para clusters Kubernetes em bare metal que usa protocolos de roteamento padrão.
Impacto financeiro: mais de US$ 230 mil de economia por ano
- Na AWS, o gasto era de mais de US$ 38 mil por mês, ou mais de US$ 456 mil por ano.
- Após a migração para bare metal, foi usada uma configuração de rack único com um parceiro de colocation, reduzindo o custo operacional mensal para cerca de US$ 5,5 mil.
- Amortizando o custo dos servidores ao longo de 5 anos, a economia ultrapassa US$ 230 mil por ano, permitindo ampliar a equipe e alocar recursos para outras áreas do negócio.
Pontos a considerar
- Os dados são copiados várias vezes por dia para dois escritórios, e também podem ser salvos em backup na nuvem pública.
- É possível operar um cluster Kubernetes multi-localização em duas instalações de colocation em continentes diferentes.
- Há um cluster de backup preparado na AWS, que pode ser ativado em até 10 minutos em caso de desastre.
- Ao migrar para bare metal, não é obrigatório contratar um administrador de servidores, já que a instalação de colocation cuida da maior parte da manutenção do hardware.
- O Microk8s é usado não apenas para desenvolvimento, mas também em produção, e pode ser facilmente substituído por outra distribuição Kubernetes se necessário.
Conclusão
- Serviços de nuvem como a AWS oferecem flexibilidade e poder, mas não são a opção mais econômica para todas as empresas.
- Com o uso de tecnologias open source e investimento em hardware próprio, é possível aumentar o controle sobre os recursos e reduzir significativamente os custos operacionais.
- Como cada negócio tem necessidades específicas, é necessária uma avaliação abrangente antes da migração.
Opinião do GN⁺
O ponto mais importante deste texto é o benefício de controle e redução de custos que uma empresa pode obter ao migrar de serviços de nuvem para uma infraestrutura bare metal. O texto é interessante porque mostra, por meio de um caso concreto, como decisões técnicas podem impactar resultados financeiros. Com a evolução de tecnologias como Docker, Kubernetes, Helm e Microk8s, esse tipo de transição ficou muito mais fácil do que há alguns anos, o que reforça a importância das escolhas tecnológicas e o valor de uma abordagem estratégica.
4 comentários
US$ 230 mil... isso não é um dinheiro que vai embora só de contratar dois administradores para cuidar desses servidores em colocation? O motivo de usar serviços totalmente gerenciados é justamente economizar isso.
Isso também é verdade, mas a armadilha é que, na AWS, também é preciso ter especialistas por área.
As avaliações parecem ser, em geral, bastante negativas. Pelo conteúdo resumido, também dá uma sensação de certo exagero.
Opiniões do Hacker News