- Provedora de Justiça Europeia decide que a não divulgação, pela Comissão Europeia, da lista de especialistas sobre a regulação de CSAM constitui 'má administração'
- Lista não divulgada dizia respeito à viabilidade técnica de detectar material de abuso sexual infantil sem violar a criptografia
- Conselho Irlandês para as Liberdades Civis (ICCL) apresentou queixa contra a Comissão Europeia após fracassar ao solicitar os documentos
- Mais de 450 acadêmicos e tecnólogos de interesse público afirmaram publicamente que a tecnologia para detectar CSAM em conteúdo criptografado ainda não está madura
- A dependência da Comissão Europeia de especialistas não públicos contrasta com os alertas públicos da comunidade acadêmica
- Em dezembro de 2022, o ICCL apresentou queixa contra a Comissão Europeia após ela reconhecer que possuía a lista, mas se recusar a divulgá-la
- A Provedora de Justiça criticou a Comissão Europeia por não reconhecer a existência da lista como parte do pedido do ICCL
- A proposta de regulação de CSAM gera preocupações sobre vigilância em massa e enfraquecimento da criptografia, além de controvérsia por possível conflito com leis da UE contra vigilância indiscriminada
- A proposta recebeu críticas de diversos órgãos, incluindo o serviço jurídico do Conselho da União Europeia, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos e o Comitê Europeu para a Proteção de Dados
- O Dr. Kris Shrishak, do ICCL, destacou preocupações com a transparência do processo de elaboração da regulação e com a influência de lobistas
- A decisão completa da Provedora de Justiça está disponível para análise pública
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