- O Threat Analysis Group (TAG) do Google e o The Citizen Lab descobriram uma cadeia de exploração 0-day para iPhone desenvolvida pela empresa de vigilância comercial Intellexa.
- Essa cadeia de exploração é usada para instalar o spyware Predator, da Intellexa, no dispositivo sem o conhecimento do usuário.
- A Apple corrigiu os bugs CVE-2023-41991, CVE-2023-41992 e CVE-2023-41993 no iOS 16.7 e no iOS 17.0.1, e recomenda que todos os usuários de iOS instalem esse patch o quanto antes.
- A cadeia de exploração foi entregue por meio de um "ataque man-in-the-middle" (MITM), no qual o invasor intercepta o tráfego web do alvo e o redireciona para outro site.
- A cadeia de exploração para iOS incluía três vulnerabilidades: execução remota de código inicial no Safari, bypass de PAC e escalonamento local de privilégios no kernel XNU.
- Os invasores também tinham uma cadeia de exploração para instalar o Predator em dispositivos Android no Egito, tanto por injeção via MITM quanto por links de uso único enviados diretamente ao alvo.
- O Chrome está trabalhando pela adoção universal de HTTPS em toda a web como defesa contra ataques MITM e conta com o "HTTPS-First Mode", que tenta carregar todas as páginas em HTTPS.
- Essa campanha exemplifica os riscos representados por empresas de vigilância comercial e o impacto delas na segurança dos usuários online.
- O TAG pretende continuar tomando medidas contra a indústria de spyware comercial, publicando pesquisas sobre o tema e colaborando com os setores público e privado para avançar esse trabalho.
- O The Citizen Lab recebeu reconhecimento pela colaboração e pelas parcerias na detecção e análise desses ataques, e a Apple foi agradecida por distribuir patches em tempo hábil para a segurança dos usuários online.
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